quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O ESTÁGIO COMO PESQUISA POSSIBILITA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES CRÍTICOS, REFLEXIVOS E AUTÔNOMOS


O estágio como pesquisa possibilita a formação de professores críticos, reflexivos e autônomos.


O estágio é uma maneira de colocar o estudante com a atividade que ira exercer e, é de primordial importância a sua participação, assim, poderá verificar o que será vivenciado na realidade educacional em consonância com as teorias de ideias básicas do conhecimento adquirido durante o período conceitual preliminar.

Durante o estágio, o professor poderá ministrar aulas em várias salas para adquirir prática, cada ambiente de aula é um novo desafio, mesmo no mesmo ano do ensino e, nesse contexto, o diálogo é importante Os professores precisam recorrer ao conhecimento da área de sua especialidade no sentido de referenciar e comparar o conteúdo em sala de aula com questões, valorizando a importância do estágio. O praticante recebe orientações sobre como será realizado o processo de ensino em sala de aula, tornando-o capaz de refletir sobre o seu fazer, capacitando-o em todo o contexto escolar.

O estágio é a prática de uma profissão e, realizada para obter conhecimentos de caráter sócio educativo, complementar a teoria obtida durante a sua formação inicial. “Ele é sempre incompleto porque é no efetivo exercício da profissão que se aprende e se constrói as especificidades do oficio. [...] onde irão trabalhar.” (LIMA, 2001, P.21).

O estágio como pesquisa pode ser considerado como a reflexão para se construir novos conhecimentos em relação à realidade das escolas, ampliando e compreendendo situações vividas e observadas no ambiente escolar. “elaboração de projetos de pesquisa a serem desenvolvidos concomitantemente ou após o período de estágio” (PIMENTA E LIMA, 2004, p.51).

Existe o compromisso da escola em orientar o estudante estagiário, de forma adequada sobre os procedimentos educacionais, espírito de pesquisa, ser reflexivo e participativo e às vezes poderá ser esse o seu futuro ambiente de trabalho.

Existem situações que os professores veem no meio educacional, uma fragilidade no ambiente de trabalho, aliada a contradições em encontrar um tema a pesquisar, existindo os conflitos entre os participantes, o questionamento de terceiros e as negações recebidas, vinculadas a responsabilidade, poderão dificultar as pesquisas do estagiário no processo ensino e aprendizagem. Lembrando que o estagiário não tem um vínculo direto com a instituição escolar e o seu período de aprendizagem não condiz com a real necessidade para concluir trabalhos de pesquisa de interesse mútuo.

O estudante no estágio entra em contato direto com o ambiente de trabalho real em sala de aula, identificando problemas, conteúdos e maneiras diferentes de lidar com o aspecto social na convivência com o aluno no processo ensino e aprendizagem.

Para o professor ser atuante, dinâmico, criativo e capaz de atuar no cotidiano escolar, articulando uma visão holística dos programas institucionais, propostas e os projetos da escola, facilitará a viabilização e implantação de uma pesquisa, construindo um conhecimento com interesse único, mesma ideia e ações para a obtenção de um resultado compatível com as reais necessidades da escola, tornando assim uma pesquisa consciente, viva, em que todos possam auxiliar na reflexão, assegurando uma eficiência e eficácia nas ações durante o estágio. Pesquisas participativas, dinâmicas, vinculadas aos projetos e programas institucionais com foco na parceria, compartilhamento e articulando ações no processo ensino e aprendizagem, evitando que as pesquisas durante o estágio, se tornem apenas levantamentos das dificuldades encontradas durante a sua permanência na escola como estagiário.
Referências Bibliográficas

LIMA, Maria S. L. A formação contínua dos professores nos caminhos e descaminhos do desenvolvimento profissional. 2001. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, 2001.

LIMA, Maria S. L. Pesquisa e Prática Pedagógica IV Projeto de Estágio. SEAD/UECE 2010.

LIMA, Maria S. L. O estágio nos cursos de licenciatura e a metáfora da árvore. Santos Pesquiseduca, V.1 n.1 p.45-48, jan. jun.2009

PIMENTA, Selma G. &  LIMA, Maria Socorro L. Estágio e docência, São Paulo. Cortez Editora. 2004.

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