AS CONCEPÇÕES
ACERCA DO ENSINO DE FÍSICA E A APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA.
Esta atividade tem o objetivo de identificar as
concepções sobre o ensino de física, elaborar um cenário de investigação para
os professores, definir e identificar os conceitos subsunçores. Pesquisa em educação
em ciência e a prática e o que funciona na pesquisa.
No primeiro texto sugerido para leitura com o título “A
prática do professor e a pesquisa em ensino de física: novos elementos para
repensar essa relação”, nesse texto, faz abordagem das evidências na
investigação e trabalho das atividades de Física, sobre a pesquisa em educação
em ciência e a prática, que talvez seja em praticar a pesquisa sobre a teoria
aplicada em sala de aula.
No texto, os autores questionam o papel desempenhado
pelos resultados da pesquisa em educação e ciências como:
Um caminho proposto pelo autor seria
incorporar nas publicações a discussão sobre possíveis impactos educacionais,
que incluiriam motivações, pretensões, implicações mesmo nos casos em que não
se consiga identificar claramente o contexto de sua possível implementação. Por
outro lado, o autor reconhece a complexidade desta relação e questiona o papel
desempenhado pelos resultados da pesquisa em Educação em Ciências oriundos de
um dado contexto diferente da realidade onde se insere a prática docente.
(REZENDE, OSTERMANN, P.318 2005).
Porlán e Rivero (1998) citam dos problemas sobre a
prática das ciências em sala de aula e, relata que é escassa a integração de
diferentes tipos de conhecimento nos conteúdos sobre a ciência, o plano de
atividades sem detalhes ou rígido e por último, uma visão e atitudes do aluno
em entender ou não dos fatos apresentados.
No presente trabalho, os autores mostram questões sobre a
prática do professor e a pesquisa em ensino de Física, com,
Novos elementos para a reflexão sobre a
relação entre os resultados da pesquisa acadêmica e a prática do professor,
propondo o confrontamento entre problemas da prática pedagógica do professor de
física com o que a pesquisa em ensino-aprendizagem de física tem proporcionado
nos últimos anos. Esse caminho é orientado, basicamente, pelas seguintes
questões: Quais são os problemas da prática pedagógica do professor de Física?
Como se caracteriza o ensino e a aprendizagem de Física segundo a pesquisa em
ensino de Física no Braisl no período de 2000 a 2004? Em que medida essa
pesquisa responde aos problemas da prática pedagógica do professor de Física?
(RESENDE, OSTERMANN, P. 319, 2005).
Muitos professores, em sua prática docente e na pesquisa
acadêmica, geram dados para seus trabalhos científicos, existindo uma escolha
das investigações do projeto, da coleta de dados e análise às vezes sem
relevância.
No texto, relata o que pode influenciar no ensino de
física como: condições estruturais e condições de trabalho, salas não
adequadas, excesso de alunos em sala de aula e com diferentes culturas. A
existência de uma falta de perspectiva profissional, o professor ensina de
forma tradicional e com evasiva utilização de fórmulas físicas.
No período da elaboração desse texto entre os anos de 2000
até 2004, é citado que o aluno não comprava o livro e que na atualidade, os
alunos têm o livro, principalmente nas escolas públicas, mas não levam para a
escola para utilizá-lo em sala de aula, existem muitos conteúdos nos livros
didáticos e os professores se acomodam em não utilizá-los, utilizam o método
tradicional em colocar o resumo no quadro, explicar as fórmulas físicas,
exemplificar com exercícios simples. Nesse período citado acima, não existiam
especialistas em utilizar as tecnologias de informação, foi um período em que a
informática passou a ser utilizada e os professores não eram familiarizados em
utilizar e as não gostavam e sem interesse. Atualmente existem salas com
tecnologias e não são suficientes para a quantidade de turmas nas escolas
públicas. Existem uma sala de informática para cada escola pública, sem
manutenção adequada e não atende a uma escola com em média de quatrocentos
alunos do ensino médio por cada turno de estudo. Nessa mesma época, os
professores conheciam a teoria do construtivismo (teoria de aprendizagem) e não
praticavam devido ao excesso de alunos por turma. Atualmente, continua com a
mesma situação, existindo também a conversa, o celular e pouco interesse dos
alunos nos conteúdos propostos em sala de aula.
Os alunos tinham a dificuldade em relacionar o conteúdo
teórico com os fenômenos do cotidiano e, atualmente existe mais facilidade
nessa comparação, devido principalmente
informações nos livros didáticos, da importância e da aplicação da maioria das
atividades propostas em física.
A existência de pouco tempo para o planejamento dos
conteúdos a serem ministrados em sala de aula e preparação para as provas e que
atualmente, professores tem um maior tempo para o planejamento, preparar provas
e corrigi-las.
Não sabiam como equilibrar as orientações para o
vestibular e na atualidade, com a existência da internet, existem informações
sobre os conteúdos aplicados nos vestibulares e as escolas utilizam avaliações
trimestrais, interdisciplinar, envolvendo avaliações semelhantes às aplicas nas
provas do vestibular.
Falta de base na matemática, leitura e compreensão dos
enunciados dos problemas e como encontrar a solução. Na atualidade, continuam
com o mesmo problema, os alunos alcançam o ensino médio com dificuldade em
elaborar pequenas operações da matemática, não sabem a tabuada e querem
elaborar as provas em dupla e com a utilização da calculadora do celular que na
realidade vem com as colas nos textos fotografados pelo celular.
A atitude do aluno sobre a Física é negativa e impede o
desenvolvimento e o professor tenta quebrar os preconceitos. Continua até hoje,
identificam o professor de Física como um complicador no processo ensino e
aprendizagem, não entendem os conceitos apresentados devido a não se
interessarem em interpretá-los, não sabem como interpretar pequenos textos.
Alunos sem interesse e acham que a educação não irá
garantir o seu futuro, principalmente nas cidades do interior. Atualmente, com
cursos técnicos no país, principalmente a distância, essa perspectiva frente ao
interesse tem melhorado.
A indisciplina ruim, hoje continua a mesma indisciplina
em sala de aula com muita conversa e disputas pessoas que atrapalham o processo
ensino e aprendizagem.
Na atualidade, com o advento da internet, os professores
tem mais facilidade em exemplificar os conteúdos com as aplicações tecnológicas
no meio industrial, meio ambiente e no seu ambiente familiar, com dinâmica de
grupo e, interdisciplinaridade. Um exemplo seria a corrente elétrica, condução
de eletricidade, luz, cor, relação entre força e movimento, as imagens no
espelho côncavo e conceitos de calor que, no passado não eram contextualizados
e atualmente existem equipamentos tecnológicos que facilitam explicar esses
conceitos de Física como: Motores de combustão interna, caldeiras a vapor,
óculos, binóculos, utensílios elétricos e eletrônicos utilizados no meio
familiar.
No período dessa pesquisa (2001 até 2004), existiam
encontros e desencontros no processo de ensino e aprendizagem de Física. Muitos
atualmente foram solucionados e um deles é o livro didático contextualizado com
os assuntos abordados em sala de aula.
Até hoje, não existem aplicações de pesquisas como
atividade interdisciplinar em sala de aula, não existem interesse por ambas as
partes, aluno e professor, devido principalmente ao excesso de alunos em sala
de aula, sala de informática insuficiente e os alunos não tem compromisso com o
estudo. Atualmente existe uma tentativa das escolas públicas em implantar dois
turnos de estudos, denominada de “escola viva” com disponibilidades de práticas
e ensino no segundo turno de estudo.
No segundo texto para leitura sobre “A concepção dos
alunos sobre a Física do ensino médio: Um estudo exploratório” mostra a relação
entre a física e a tecnologia, a física e a matemática e a física e o
cotidiano. Na atualidade existem novos desafios. A escola atual não esta
atendendo às expectativas dos alunos, principalmente no que diz respeito à
pesquisa e, a internet é disponível vinte e quatro horas por dia, nessa
situação os alunos poderiam utilizá-la e os professores não oferecem
oportunidades com trabalhos extra classe para pesquisa e, quando oferecem, os
trabalhos são entregues conforme esta
publicado na internet, simplesmente providenciam uma cópia xerox.
Na atualidade, temos as transformações sociais, às
diferenças e a competitividade a todo o momento e, às adaptações as mudanças é
importante, devido principalmente aos avanços tecnológicos, podendo levar a uma
fragilidade do resultado esperado, devido a educação não acompanhar em tempo
real aos novos meios de produção.
O ensino médio considerado como o acúmulo de saberes,
continua com a mesma finalidade do aluno prosseguir seus estudos, após o
término do ensino médio, em um curso técnico ou superior. Práticas direcionadas
nos livros didáticos somente para o exame de vestibular. O ensino médio não é
profissionalizante, apenas acúmulo de saberes.
Quanto aos aspectos metodológicos do ensino, foi
realizada uma pesquisa no primeiro semestre do ano de 2005 e, os alunos da
disciplina de prática de ensino em Física I, do Curso de Licenciatura em Física
da Universidade Católica de Brasília, foram responsáveis pelo levantamento e
divulgação dos assuntos e os resultados abordados pelos alunos do ensino médio.
Foram utilizadas na pesquisa dezoito turmas do ensino médio de escolas públicas
em um total de trezentos e cinquenta alunos e, quatro turmas do primeiro e
terceiro ano com um total de noventa alunos. O assunto abordado foi sobre as
concepções e representações sociais da física escolar com questionário aberto e
perguntas do tipo:
a) Você gosta de estudar Física? Por quê?
45,5% dos entrevistados responderam que sim, com frases curtas É semelhante à
matemática, em cima de fórmulas. O restante dos alunos, disseram que não gostam
e existem muitos cálculos. Decorar a resolução sem compreender os conhecimentos
de física envolvidos.
b) Qual a diferença que você vê entre a
Física e a Matemática? 35% admitem a existência de diferença entre a Física e a
Matemática. A matemática sem sentido. A Física procura entender coisas simples
do nosso cotidiano. Para saber física tem que saber matemática. A matemática é
apenas o papel de instrumento das outras disciplinas. Os restantes dos alunos
não admitem a diferença entre a física e a matemática e tudo é cálculo.
c) Você acha o ensino de Física
importante? Por quê? 79% dos alunos responderam que sim, a Física é importante,
nosso dia a dia e, utilizada para o vestibular. Os restantes dos alunos
responderam que não serve para nada, não vai utilizar na vida.
d) Em sua opinião, como seria um bom
professor de Física? Inteligente, maluco, curioso, chato, arrogante entre
outras opiniões não relatadas. O professor deverá buscar renovar seu conteúdo,
aulas monótonas, sem motivação, mais aulas práticas em laboratório, pois não
existem. Tem apegos afetivos, paciência.
e) Você vê relação com o que aprende em
física com o seu cotidiano e com as tecnologias? 68% dos alunos responderam que
sim, apenas responderam. Alguns alunos fizeram observações como: O estudo da
velocidade é importante, fabricação do vidro (esquentar a areia), construções,
eletricidade, gravidade, dilatação do ferro, sendo essas respostas evasivas e
sem explicação mostrando a relação da pergunta.
Na pesquisa, os alunos responderam que a maioria deles,
são originários de famílias de baixa renda.
Quando as propostas para o PCN, DCNEM (LDB/96) e no
artigo 35 da LDB/96 “O ensino médio é a etapa final da educação básica”. As
DCNEM a educação com novo papel “Autonomia intelectual e do pensamento crítico
do aluno”. O aluno decidirá se entra no mercado de trabalho, se prosseguirá no
estudo ou ambos, sempre existiu isso no passado, o porquê do comentário no
texto se atualmente não houve alteração quanto o motivo de aprendizagem do
ensino médio e, continua a mesma coisa, após o seu término, terminar seus
estudos em um curso técnico ou superior.
No PCN + 2002, no ensino médio com conhecimentos
práticos, contextualizados, que correspondem à vida contemporânea com práticas
com a realidade vivida do aluno e sugerem que “O desenvolvimento dos fenômenos elétricos
e magnéticos, por exemplo, pode ser dirigido para a compreensão dos
equipamentos elétricos que povoam nosso cotidiano”
Nas práticas pedagógicas do professor de física, utilizam
essas maneiras de ensinar como exemplo para os alunos do segundo ano quando
comenta sobre máquinas térmicas e em motores de combustão interna, geladeira e
ar condicionado relacionando com o calor. Na dilatação dos materiais na
construção civil. No primeiro ano, nos movimentos sobre a velocidade dos
veículos inclusive a utilização para multas dos veículos em radares eletrônicos
como é a relação do espaço percorrido marcado antes do semáforo, o tempo gasto
nesse percurso e o cálculo da velocidade instantânea e ao mesmo tempo, com a
velocidade da luz e, finalmente a fotografia do veículo infrator. A força em
relação à massa e o peso para os transportes no cotidiano. No momento de uma
força, são mostradas as ferramentas como o martelo, serrote, carrinho de mão e
a tesoura. O que condiz que os professores de Física estão utilizando
conhecimentos práticos contextualizados no processo de ensino e aprendizagem.
No terceiro texto proposto para a leitura, comenta sobre
a aprendizagem significativa: Um conceito subjacente. Não se fala mais em:
Estímulo, resposta, reforço positivo, objetivos operacionais, instrução
programada e tecnologia educacional (não de significados). Atualmente é a
aprendizagem significativa, mudança conceitual e construtivismo. Significativa
no sentido de uma maneira não arbitrária (AUSUBEL, P.58 1963) e construtivismo
como o desenvolvimento da inteligência das ações mútuas entre o indivíduo e o
meio.
Conhecimentos especificamente relevantes e, Ausubel chama
de subsunçores e, o conhecimento prévio é importante para os novos
conhecimentos.
No texto proposto para a leitura, Caballero mostra as
diferentes maneiras de interpretar a aprendizagem significativa como:
Podemos imaginar a
construção cognitiva em termos dos subsunçores de Ausubel, dos esquemas de
(ação) assimilação de Piaget, da internalização de instrumentos e signos de
Vygotsky, dos construtos pessoais de Kelly ou dos modelos mentais de
Johnson-Laird. Creio que em qualquer destas teorias tem sentido falar em
aprendizagem significativa. (CABALLERO P.14 1997)
Caballero faz comentário que qualquer dessas teorias
citadas anteriormente, tem sentido em falar em aprendizagem significativa. Não
vê problema em:
[...] pensar que o resultado da
equilibração majorante é uma aprendizagem significativa ou que a conversão de
relações pessoais em processos mentais, mediada por instrumentos e signos e via
interação social, resulte em aprendizagem significativa. Também não vejo
dificuldade em interpretar como aprendizagem significativa a construção de
modelos mentais ou de construtos pessoais; tanto uns como outros implicam dar
significados a eventos ou objetos. (CABALLERO P.14 1997)
“Os
conceitos chave da teoria de Piaget (1971, 1973, 1977) são assimilação,
acomodação, adaptação e equilibração. A assimilação designa o fato de que é do sujeito a iniciativa na
interação com o meio.” (CABALLERO P. 15 1977)
Podemos dizer que um ensino para ser motivo de boas
interpretações, deverá ser construtivista e promover mudanças conceituais, facilitando
assim a aprendizagem significativa.
Uma das maneiras de melhorar o
ensino em sala de aula é o professor elaborar comentários sobre o meio ambiente
em que vivem os estudantes, podendo trazer informações importantes para que o
aluno possa assimilar os conceitos propostos em sala de aula, são exemplos de
como obter determinadas tecnologias de utilização no seu cotidiano, que podem
traduzir em interpretações facilitadoras no processo ensino e
aprendizagem. Poderemos identificar a aprendizagem significativa como uma assimilação,
acomodação e finalmente a uma equilibração das propostas apresentadas em sala
de aula.
.Referências Bibliográficas
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