sexta-feira, 30 de outubro de 2015

MAPAS CONCEITUAIS E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA.

MAPAS CONCEITUAIS E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA.

1 INTRODUÇÃO
O ser humano, cada vez mais melhora a qualidade de seu trabalho e, a educação não poderia ficar esquecida, principalmente em uma maneira diferente de atuar em sala de aula, tanto para o professor como para o aluno.
Este texto procura refletir sobre um método, com possibilidade de complementar os modelos tradicionais de ensino, principalmente quando o aluno alcança o final do período letivo, onde já tem assimilado os conteúdos de físicas oferecidos durante quase todo o ano e, é a utilização de mapas conceituais. Os mapas conceituais são utilizados em qualquer processo de ensino e, na física é colocado como uma maneira diferenciada em como organizar um conhecimento e seus tópicos para os alunos e professores, a partir de uma determinada abordagem em sala de aula. Deveremos mostra também nesse texto que, novos conhecimentos adquiridos, necessitam de conceitos já identificados, no que chamamos de uma aprendizagem significativa.  
2 MAPAS CONCEITUAIS
Os mapas conceituais é uma maneira de organizar o conhecimento em forma de organograma. Se existe um determinado assunto e com divisões em vários tópicos, sendo todos os tópicos relacionados ao assunto principal. Poderemos elaborar mapas conceituais utilizando caixas adesivas e, no seu interior, escrever o assunto principal e em outras caixas adesivas, os seus tópicos, fazendo as ligações das caixas por meio de linhas, identificando assim um mapa conceitual, designado também como uma rede de comunicação, podendo existir ligações com todos os tópicos, além da ligação principal com o assunto proposto.
Mapas conceituais são estratégias para facilitar a aprendizagem significativa e um meio para analisar o conteúdo curricular. Utilizado tanto no ensino presencial como no ensino a distância. Nas avaliações dos alunos quando comparados com os mapas de cada um ou referencial na elaboração de uma prova.
Moreira (1992), no resumo do texto comenta que “Mapas conceituais são apresentados como instrumentos potencialmente úteis no ensino, na avaliação de aprendizagem e na análise do conteúdo curricular”.
[...] Diagramas que indicam relações entre conceitos. [...] diagramas hierárquicos que procuram refletir a organização conceitual de uma disciplina ou de parte dela. Ou seja, sua existência deriva da estrutura conceitual de uma disciplina. [...] diagramas bidimensionais que procuram mostrar relações hierárquicas entre conceitos de uma disciplina e que derivam sua existência da própria estrutura conceitual da disciplina. (MOREIRA, p.2 1992).

Conforme Moreira comenta, mapas conceituais podem ser utilizados em toda uma disciplina ou um tópico específico. Cada pessoa tem uma visão diferente de algum conceito na montagem de um mesmo tópico em uma mesma disciplina, mas a estrutura do mapa conceitual deverá permanecer a mesma.
Evitar utilizar setas no mapa conceitual, somente linhas são necessárias, poderá utilizar equações (fórmulas físicas) como conexão entre dois conceitos e, ou no final de um conceito. As setas utilizadas nas linhas de um mapa conceitual, identificando-o como um fluxograma.
Como exemplo na figura 1, temos um mapa conceitual. Nele poderemos relacionar a termodinâmica com o calor e a temperatura, sendo o calor utilizado para produzir trabalho e energia e, a temperatura relacionada com as escalas termométricas.


Falta colocar a imagem de uma mapa conceitual.


Figura 1 – Exemplo de um mapa conceitual
No mapa conceitual não deveremos utilizar o processo de uma atividade. Um exemplo é sobre a temperatura, escrever somente temperatura, e não tentar explicar que a temperatura é medida em grau Celsius, podendo também existir outras unidades de medidas de temperatura. Utilizar somente o conceito temperatura, calor, termodinâmica, trabalho, energia e escalas termométricas e, ordenar sempre de cima para baixo, podendo existir relações cruzadas entre conceitos, como exemplo a luz pode ser relacionada com velocidade e, o veículo também com a velocidade.
Como outro exemplo, poderemos citar que, para captar o conhecimento de calorimetria e utilizando a fórmula do cálculo da quantidade de calor, Q=m.c.∆t, deveríamos primeiro conhecer as escalas termométricas e o calor específico de uma substância, sendo que calorimetria no primeiro plano do mapa e as escalas termométricas e o calor específico logo abaixo e, no final do mapa conceitual colocar a fórmula física Q=m.c.∆t, não é muito recomendado, mas alguns alunos e professores utilizam colocar a fórmula física nos mapas conceituais.
3 APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
Aprendizagem significativa foi definida por David Ausubel (1963) como o indivíduo adquirir novos conhecimentos em relação com os conhecimentos que já adquiriram. As novas informações adquiridas necessitam dos conceitos já disponíveis.
Em um dos textos propostos para a leitura, comenta sobre a aprendizagem significativa: Um conceito subjacente. Não se fala mais em: Estímulo, resposta, reforço positivo, objetivos operacionais, instrução programada e tecnologia educacional (não de significados). Atualmente é a aprendizagem significativa, mudança conceitual e construtivismo. Significativa no sentido de uma maneira não arbitrária (AUSUBEL, p.58 1963) e construtivismo como o desenvolvimento da inteligência das ações mútuas entre o indivíduo e o meio.
Conhecimentos especificamente relevantes e, Ausubel chama de subsunçores e, o conhecimento prévio é importante para os novos conhecimentos.
No texto proposto para a leitura, Caballero mostra as diferentes maneiras de interpretar a aprendizagem significativa como:
Podemos imaginar a construção cognitiva em termos dos subsunçores de Ausubel, dos esquemas de (ação) assimilação de Piaget, da internalização de instrumentos e signos de Vygotsky, dos construtos pessoais de Kelly ou dos modelos mentais de Johnson-Laird. Creio que em qualquer destas teorias tem sentido falar em aprendizagem significativa. (CABALLERO P.14 1997)
Caballero faz comentário que qualquer dessas teorias citadas anteriormente, tem sentido em falar em aprendizagem significativa. Não vê problema em:
[...] pensar que o resultado da equilibração majorante é uma aprendizagem significativa ou que a conversão de relações pessoais em processos mentais, mediada por instrumentos e signos e via interação social, resulte em aprendizagem significativa. Também não vejo dificuldade em interpretar como aprendizagem significativa a construção de modelos mentais ou de construtos pessoais; tanto uns como outros implicam dar significados a eventos ou objetos. (CABALLERO P.14 1997)
“Os conceitos chave da teoria de Piaget (1971, 1973, 1977) são assimilação, acomodação, adaptação e equilibração. A assimilação designa o fato de que é do sujeito a iniciativa na interação com o meio.” (CABALLERO p.15 1977)
Podemos dizer que um ensino para ser motivo de boas interpretações, deverá ser construtivista e promover mudanças conceituais, facilitando assim a aprendizagem significativa.
4 CONCLUSÃO
Joseph Novak divulgou a teoria de aprendizagem significativa, modificando o foco de estímulos com resposta e reforço positivo para: aprendizagem significativa, mudança conceitual e construtivismo.
Aprendizagem significativa é a interação de uma informação nova com uma já existente. Joseph Novak desenvolveu na década de 70 a teoria a respeito dos mapas conceituais, são definidos como representações gráficas semelhantes a um fluxograma ou a um diagrama, com linhas de ligações entre os temas e não são utilizadas setas nas linhas, sendo as ligações de cima para baixo, podendo existir ligações laterais entre os temas apresentados. Os mapas conceituais ajudam na organização dos pensamentos sobre determinado conhecimento adquirido pelo aluno ou, a ser ministrado em sala de aula pelo professor.

Referências Bibliográficas
AUSUBEL, D.P The psychology of meaningful verbal learning. New York, Grune and Stratton. (1963).
AUSUBEL, D.P.; NOVAK, J.D. e HANESIAN, H. (1980). Psicologia educacional. Rio de Janeiro, Interamericana. Tradução para português.
CABALLERO M. A., Rodriguez, M. L. Actas Del encuentro internacional sobre El aprendizaje significativo. Burgos, España PP. 19-44. 1997.
MOREIRA M. A. Mapas conceituais no ensino de física. Porto Alegre: Instituto de Física – UFRGS. 44p: il (textos de apoio ao professor de física, no. 3). (1992).
MOREIRA, M. A., VEIT E. A. Aprendizagem significativa em mapas conceituais. 55p; V.24 n.6 (texto de apoio ao professor de física, v.24 n.6, 2013) Instituto de física UFRGS. Programa de pós-graduação em ensino de física. Mestrado profissional em ensino de física.
NOVAK, J.D. y GOWIN, D.B. Aprendiendo a aprender. Barcelona, Martínez Roca. (1988). Traducción al español del original Learning how to learn.
NOVAK, J. D. Uma teoria da educação. São Paulo: Pioneira. Trad. de M. A. Moreira. 252 p. (1980).

PIAGET, J. Psicologia da inteligência. Rio de Janeiro, Zahar Editores. (1977).

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