sexta-feira, 30 de outubro de 2015

MAPAS CONCEITUAIS E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA.

MAPAS CONCEITUAIS E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA.

1 INTRODUÇÃO
O ser humano, cada vez mais melhora a qualidade de seu trabalho e, a educação não poderia ficar esquecida, principalmente em uma maneira diferente de atuar em sala de aula, tanto para o professor como para o aluno.
Este texto procura refletir sobre um método, com possibilidade de complementar os modelos tradicionais de ensino, principalmente quando o aluno alcança o final do período letivo, onde já tem assimilado os conteúdos de físicas oferecidos durante quase todo o ano e, é a utilização de mapas conceituais. Os mapas conceituais são utilizados em qualquer processo de ensino e, na física é colocado como uma maneira diferenciada em como organizar um conhecimento e seus tópicos para os alunos e professores, a partir de uma determinada abordagem em sala de aula. Deveremos mostra também nesse texto que, novos conhecimentos adquiridos, necessitam de conceitos já identificados, no que chamamos de uma aprendizagem significativa.  
2 MAPAS CONCEITUAIS
Os mapas conceituais é uma maneira de organizar o conhecimento em forma de organograma. Se existe um determinado assunto e com divisões em vários tópicos, sendo todos os tópicos relacionados ao assunto principal. Poderemos elaborar mapas conceituais utilizando caixas adesivas e, no seu interior, escrever o assunto principal e em outras caixas adesivas, os seus tópicos, fazendo as ligações das caixas por meio de linhas, identificando assim um mapa conceitual, designado também como uma rede de comunicação, podendo existir ligações com todos os tópicos, além da ligação principal com o assunto proposto.
Mapas conceituais são estratégias para facilitar a aprendizagem significativa e um meio para analisar o conteúdo curricular. Utilizado tanto no ensino presencial como no ensino a distância. Nas avaliações dos alunos quando comparados com os mapas de cada um ou referencial na elaboração de uma prova.
Moreira (1992), no resumo do texto comenta que “Mapas conceituais são apresentados como instrumentos potencialmente úteis no ensino, na avaliação de aprendizagem e na análise do conteúdo curricular”.
[...] Diagramas que indicam relações entre conceitos. [...] diagramas hierárquicos que procuram refletir a organização conceitual de uma disciplina ou de parte dela. Ou seja, sua existência deriva da estrutura conceitual de uma disciplina. [...] diagramas bidimensionais que procuram mostrar relações hierárquicas entre conceitos de uma disciplina e que derivam sua existência da própria estrutura conceitual da disciplina. (MOREIRA, p.2 1992).

Conforme Moreira comenta, mapas conceituais podem ser utilizados em toda uma disciplina ou um tópico específico. Cada pessoa tem uma visão diferente de algum conceito na montagem de um mesmo tópico em uma mesma disciplina, mas a estrutura do mapa conceitual deverá permanecer a mesma.
Evitar utilizar setas no mapa conceitual, somente linhas são necessárias, poderá utilizar equações (fórmulas físicas) como conexão entre dois conceitos e, ou no final de um conceito. As setas utilizadas nas linhas de um mapa conceitual, identificando-o como um fluxograma.
Como exemplo na figura 1, temos um mapa conceitual. Nele poderemos relacionar a termodinâmica com o calor e a temperatura, sendo o calor utilizado para produzir trabalho e energia e, a temperatura relacionada com as escalas termométricas.


Falta colocar a imagem de uma mapa conceitual.


Figura 1 – Exemplo de um mapa conceitual
No mapa conceitual não deveremos utilizar o processo de uma atividade. Um exemplo é sobre a temperatura, escrever somente temperatura, e não tentar explicar que a temperatura é medida em grau Celsius, podendo também existir outras unidades de medidas de temperatura. Utilizar somente o conceito temperatura, calor, termodinâmica, trabalho, energia e escalas termométricas e, ordenar sempre de cima para baixo, podendo existir relações cruzadas entre conceitos, como exemplo a luz pode ser relacionada com velocidade e, o veículo também com a velocidade.
Como outro exemplo, poderemos citar que, para captar o conhecimento de calorimetria e utilizando a fórmula do cálculo da quantidade de calor, Q=m.c.∆t, deveríamos primeiro conhecer as escalas termométricas e o calor específico de uma substância, sendo que calorimetria no primeiro plano do mapa e as escalas termométricas e o calor específico logo abaixo e, no final do mapa conceitual colocar a fórmula física Q=m.c.∆t, não é muito recomendado, mas alguns alunos e professores utilizam colocar a fórmula física nos mapas conceituais.
3 APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
Aprendizagem significativa foi definida por David Ausubel (1963) como o indivíduo adquirir novos conhecimentos em relação com os conhecimentos que já adquiriram. As novas informações adquiridas necessitam dos conceitos já disponíveis.
Em um dos textos propostos para a leitura, comenta sobre a aprendizagem significativa: Um conceito subjacente. Não se fala mais em: Estímulo, resposta, reforço positivo, objetivos operacionais, instrução programada e tecnologia educacional (não de significados). Atualmente é a aprendizagem significativa, mudança conceitual e construtivismo. Significativa no sentido de uma maneira não arbitrária (AUSUBEL, p.58 1963) e construtivismo como o desenvolvimento da inteligência das ações mútuas entre o indivíduo e o meio.
Conhecimentos especificamente relevantes e, Ausubel chama de subsunçores e, o conhecimento prévio é importante para os novos conhecimentos.
No texto proposto para a leitura, Caballero mostra as diferentes maneiras de interpretar a aprendizagem significativa como:
Podemos imaginar a construção cognitiva em termos dos subsunçores de Ausubel, dos esquemas de (ação) assimilação de Piaget, da internalização de instrumentos e signos de Vygotsky, dos construtos pessoais de Kelly ou dos modelos mentais de Johnson-Laird. Creio que em qualquer destas teorias tem sentido falar em aprendizagem significativa. (CABALLERO P.14 1997)
Caballero faz comentário que qualquer dessas teorias citadas anteriormente, tem sentido em falar em aprendizagem significativa. Não vê problema em:
[...] pensar que o resultado da equilibração majorante é uma aprendizagem significativa ou que a conversão de relações pessoais em processos mentais, mediada por instrumentos e signos e via interação social, resulte em aprendizagem significativa. Também não vejo dificuldade em interpretar como aprendizagem significativa a construção de modelos mentais ou de construtos pessoais; tanto uns como outros implicam dar significados a eventos ou objetos. (CABALLERO P.14 1997)
“Os conceitos chave da teoria de Piaget (1971, 1973, 1977) são assimilação, acomodação, adaptação e equilibração. A assimilação designa o fato de que é do sujeito a iniciativa na interação com o meio.” (CABALLERO p.15 1977)
Podemos dizer que um ensino para ser motivo de boas interpretações, deverá ser construtivista e promover mudanças conceituais, facilitando assim a aprendizagem significativa.
4 CONCLUSÃO
Joseph Novak divulgou a teoria de aprendizagem significativa, modificando o foco de estímulos com resposta e reforço positivo para: aprendizagem significativa, mudança conceitual e construtivismo.
Aprendizagem significativa é a interação de uma informação nova com uma já existente. Joseph Novak desenvolveu na década de 70 a teoria a respeito dos mapas conceituais, são definidos como representações gráficas semelhantes a um fluxograma ou a um diagrama, com linhas de ligações entre os temas e não são utilizadas setas nas linhas, sendo as ligações de cima para baixo, podendo existir ligações laterais entre os temas apresentados. Os mapas conceituais ajudam na organização dos pensamentos sobre determinado conhecimento adquirido pelo aluno ou, a ser ministrado em sala de aula pelo professor.

Referências Bibliográficas
AUSUBEL, D.P The psychology of meaningful verbal learning. New York, Grune and Stratton. (1963).
AUSUBEL, D.P.; NOVAK, J.D. e HANESIAN, H. (1980). Psicologia educacional. Rio de Janeiro, Interamericana. Tradução para português.
CABALLERO M. A., Rodriguez, M. L. Actas Del encuentro internacional sobre El aprendizaje significativo. Burgos, España PP. 19-44. 1997.
MOREIRA M. A. Mapas conceituais no ensino de física. Porto Alegre: Instituto de Física – UFRGS. 44p: il (textos de apoio ao professor de física, no. 3). (1992).
MOREIRA, M. A., VEIT E. A. Aprendizagem significativa em mapas conceituais. 55p; V.24 n.6 (texto de apoio ao professor de física, v.24 n.6, 2013) Instituto de física UFRGS. Programa de pós-graduação em ensino de física. Mestrado profissional em ensino de física.
NOVAK, J.D. y GOWIN, D.B. Aprendiendo a aprender. Barcelona, Martínez Roca. (1988). Traducción al español del original Learning how to learn.
NOVAK, J. D. Uma teoria da educação. São Paulo: Pioneira. Trad. de M. A. Moreira. 252 p. (1980).

PIAGET, J. Psicologia da inteligência. Rio de Janeiro, Zahar Editores. (1977).

PROBLEMATIZAÇÃO, CONTEXTUALIZAÇÃO E UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA NA UTILIZAÇÃO DOS LABORATÓRIOS VIRTUAIS NO ENSINO DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO.

PROBLEMATIZAÇÃO, CONTEXTUALIZAÇÃO E UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA NA UTILIZAÇÃO DOS LABORATÓRIOS VIRTUAIS NO ENSINO DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO.

1 INTRODUÇÃO
Em uma atividade no meio educacional de problematização, contextualização e de uma sequência didática na utilização dos laboratórios virtuais no ensino de física no ensino médio, poderemos considerar que o planejamento também poderá ser importante nesse processo de ensino e aprendizagem. O planejamento é definido como o que, quando, onde, quem e como fazer uma determinada atividade, auxiliando na execução das etapas previstas e facilitando o acompanhamento, com possibilidade de controlar os desvios durante o ensino e reflexões dos estudos apresentados em sala de aula. No planejamento podem definir as atividades, os recursos, a data prevista e o responsável pela execução. Na educação, o professor conhecendo como são as técnicas para elaborar um planejamento escolar como os objetivos, conteúdos, procedimentos metodológicos, recursos e por fim as avaliações e, de posse de seu plano de curso (contendo todo o conteúdo do ano), o professor com conhecimento de sua vivência educacional, terá êxito na elaboração de um planejamento de seu plano de aula, sendo o envolvimento nesse processo somente o professor, pincipalmente quando há possibilidade de utilizar um laboratório virtual como meio de complementar os ensinamentos previstos para o ensino de física.
O ensino médio considerado como o acúmulo de saberes, continua com a mesma finalidade do aluno em prosseguir seus estudos após o término do ensino médio em um curso técnico ou superior ou, iniciar no mundo do trabalho com somente a conclusão do ensino médio. Práticas direcionadas em sala com aula expositiva, contextualizada  e utilizando laboratórios virtuais, facilitará aos alunos nas suas relações futuras, favorecendo em suas atividades no meio educacional e, ou no mundo do trabalho.
A problematização e a contextualização de um tema após um plano de aula, poderá envolver três momentos pedagógicos como a problematização inicial, organização do conhecimento e sua aplicação no ensino de física do ensino médio e, é importante no processo de ensino e aprendizagem. Para essa atividade de problematização e contextualização com a utilização de laboratório virtual, partiremos de um plano de aula e, no nosso caso será exemplificado sobre o comportamento térmico dos gases, conhecido também como as propriedades dos gases, conteúdo ministrado no segundo ano do ensino médio, conforme é mostrado a seguir.

2 PLANO DE AULA


PLANO DE AULA


TEMA: Comportamento térmico dos gases.


TURMA:  2º ano do ensino médio da EEEFM Coronel Olímpio Cunha (turma da manhã)

OBJETIVOS
GERAL: Analisar por meio de uma fórmula física o comportamento térmico dos gases.
ESPECÍFICOS:
  • Verificar a relação entre a pressão, volume e temperatura.
  • Relacionar a pressão, volume e temperatura.
  • Apresentar cálculos sobre a pressão, volume e temperatura.
CONTEÚDOS
  • Noções gerais sobre a pressão, volume, temperatura e a gravidade.
  • Grandezas e medidas da pressão, volume, temperatura e a gravidade.
  • Fórmula básica do estudo dos gases.
  • O valor da gravidade no nível do mar é 9,81 m/s2 e a influência dos valores com relação à posição e movimentos dos gases em um ambiente.
METODOLOGIA DE ENSINO
  • Aula expositiva sobre o pressão, volume, temperatura e a gravidade.
  • Exercícios sobre o cálculo da pressão, volume e temperatura, fornecendo valores.
  • Mostrar que no estudo dos gases a pressão, volume e temperatura são calculados em função das variações previstas no ambiente em que se encontram.
  • Debater com os alunos o resultado encontrado nos exercícios propostos.
  • Informar aos alunos que a utillização das unidades de medidas utilizadas são importantes nos cálculos da pressão, volume e temperatura.
  • Simular a variação dos valores da pressão, volume e temperatura, utilizando o software “sofisica” no laboratório de informática.
  • Contextualizar sobre a utilização da pressão, volume e temperatura, no meio social e nos ambientes de trabalho.
AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM
  • Após a elaboração das atividades em sala de aula, o aluno deverá responder algumas perguntas sobre como são elaborados os cálculos da pressão, volume e temperatura.
  • Avaliação final na última aula com exercícios do cálculo da pressão, volume e temperatura, fornecendo valores diferentes dos propostos em sala de aula.
RECURSOS NECESSÁRIOS
REFERÊNCIAS
·         Básica: GASPAR, Alberto. Física, volume único / Alberto Gaspar, ilustradores Sidnei Moura, Exata: Paulo Manzi. 1ª Ed. São Paulo: Ática, 2014.
·         Complementar: software www.sofisica.com.br

3 SITUAÇÃO PROBLEMA
Após a elaboração do plano de aula, o professor poderá elaborar uma situação problema para dar mais significado ao tema sugerido para estudo, com sequências de apresentação em atividades em sala de aula e no laboratório virtual na sala de informática, apresentando contextualização sobre o tema, possibilitando assim, um melhor entendimento dos conceitos a serem apresentados no ambiente educacional.
Uma sequencia de atividades propostas em sala de aula e com um planejamento propondo a utilização de uma ferramenta facilitadora de aprendizagem como o laboratório virtual, poderá obter um entendimento dos significados do conteúdo de física de melhor qualidade para o aluno, com envolvimento das realidades no cotidiano. Recorrer da utilização de fórmulas físicas sobre as atividades propostas continuam sendo uma prática na solução de exercícios de fixação e revisão dos conteúdos, com utilização de cálculos matemáticos simples na obtenção dos resultados finais.
As atividades propostas em sala de aula, tem o objetivo de identificar e elaborar um cenário de investigação entre os alunos e os professores no ensino de física, definir e identificar os conceitos em uma educação em ciência, utilizando uma prática não somente em sala de aula, mas também nos laboratórios virtuais com utilização da informática.
O papel desempenhado pelos resultados da pesquisa em educação e ciências como e atividades virtuais no processo de ensino e aprendizagem poderão ser considerados como uma atividade de pesquisa.
Um caminho proposto pelo autor seria incorporar nas publicações a discussão sobre possíveis impactos educacionais, que incluiriam motivações, pretensões, implicações mesmo nos casos em que não se consiga identificar claramente o contexto de sua possível implementação. Por outro lado, o autor reconhece a complexidade desta relação e questiona o papel desempenhado pelos resultados da pesquisa em Educação em Ciências oriundos de um dado contexto diferente da realidade onde se insere a prática docente. (REZENDE, OSTERMANN, P.318 2005).
Após a atividade de apresentação do conteúdo de estudo em sala de aula, o professor poderá complementar as explicações, utilizando simulação em um laboratório virtual de aprendizagem com o software www.sofisica.com.br.
3 PRPOSTA DE ESTUDO
Uma situação proposta seria o estudo do comportamento térmico dos gases, no qual mostra como o calor poderá influenciar no comportamento dos gases, podendo fornecer trabalho principalmente no meio industrial, seria uma situação problema para que o aluno possa se interessar pelo estudo proposto em sala de aula.
Poderemos citar alguns tópicos interessantes para esse estudo como: o gás, o calor, a gravidade, a pressão e as leis do gás ideal, lei de Boyle-Mariotte, lei de Charles e Gay-Lussac, lei de Charles e a equação geral dos gases.
Em sala de aula, comentar que durante décadas, vários estudiosos trabalharam no sentido de explicar como a influência da pressão, volume e temperatura, pode alterar o comportamento dos gases. Os estudiosos trabalharam em diferentes situações e explicando como a pressão e volume (processo isotérmico), pressão e temperatura (processo isométrico) e, volume e temperatura (processo isobárico), e mantendo constante a temperatura, a pressão e ou, o volume, poderemos identificar comportamentos diferentes na utilização dos gases.
Explicar que existem variedades tipos de gases como o hélio, neônio, argônio, criptônio, xenônio, oxigênio, nitrogênio, gás carbono e o vapor de água que é considerado como um gás. O gás não tem volume determinado e quase todos são invisíveis. A pressão é medida pelo manômetro e a unidade de medida é em atmosfera, o volume é o do recipiente que o contém e é medido em litros e finalmente a temperatura, medida por um termômetro e utilizado a escala termométrica kelvin.
As explicações quanto ao aumento e ou a diminuição do volume é quando o gás esta contido em um cilindro fechado com um êmbolo móvel e em outra situação quando utilizamos um recipiente totalmente rígido.
Existem leis para explicar o comportamento dos gases, uma delas é a Lei de Boyle–Mariotte mostrando que a pressão é inversamente proporcional ao volume do gás, com o aumento da pressão, o volume diminui utilizando uma situação com um êmbolo móvel (PV=constante). Outra lei é a de Charles e Gay-Lussac, explica que o volume em que o gás ocupa varia com o aumento da temperatura, o volume é diretamente proporcional à temperatura e nessa situação utilizamos na explicação um êmbolo móvel (V/T=constante), na Lei de Charles, a pressão é diretamente proporcional à temperatura, nessa situação o volume do recipiente em que se encontra o gás é rígido e, não se altera com o aumento da temperatura no interior do cilindro, consequentemente a pressão interna do gás aumenta na mesma proporção (P/T=constante) e, por último temos a Equação Geral dos Gases em que quando existe a variação da pressão, volume e ou da temperatura do gás conforme uma situação com valores inicial e final. (PV/T=constante).
Após interação em sala de aula com apresentação de textos introdutórios, definições dos conceitos, relação com as leis e, alguns exercícios de aplicação com formulação de questões em grau crescente de dificuldade, o professor poderá propor experiências em laboratório virtual na sala de informática e nessa situação, utiliza-se o software www.sofisica.com.br.
4 LABORATÓRIO VIRTUAL
Na experiência proposta no software sofisica, e com o título propriedade dos gases, existe um recipiente com umas das paredes móveis e com indicadores da quantidade da pressão, volume e temperatura, o volume do gás indica o número de moléculas e, a velocidade em metros por segundo (m/s). Existe uma bomba no simulador para inserir o gás no recipiente móvel, sendo a pressão em atmosfera e, o marcador da temperatura em kelvin. A simulação acontece quando alteramos os dados da temperatura, pressão ou volume. Quando é adicionado o calor no controle de calor do simulador, a temperatura e a pressão aumentam para um mesmo volume do gás existente no recipiente. Alterando o volume do recipiente, aumentando o seu valor, a pressão diminui e a temperatura permanece constante. No simulador, poderemos verificar que a gravidade influencia na pressão interna do recipiente, com valores maiores da gravidade diminui a pressão e a temperatura aumenta de valor. Quando o calor é removido, a pressão e a temperatura tende a diminuir de valor.
No laboratório virtual sobre a utilização do gás, mostra que quando inserimos moléculas do gás em uma caixa fechada, verificamos o que acontece quando você altera os valores do volume indicado no visor. Adicione o calor e poderá verificar que as moléculas dos gases se movimentam e a pressão aumenta de valor, podendo influenciar os valores com relação à gravidade. Medindo inicialmente os valores da pressão, temperatura e volume, em uma situação inicial, e fornecendo calor no gás, aparecerá em uma situação final novos valores para a pressão, temperatura e volume, comprovando que os gases podem modificar o seu comportamento conforme a influência recebida do calor no meio em que se encontra.
Poderemos alterar valores das variáveis com a fórmula física PV/T (pressão, volume e temperatura) e enumerar quais outras influências em outras propriedades dos gases, predizendo como a alteração da temperatura sobre o gás afetará a velocidade das moléculas. Poderemos observar também na experiência virtual de como a velocidade das moléculas dos gases em equilíbrio, com base nas suas massas, podem ser alterada em função da variação da temperatura no interior do recipiente.
5 CONTEXTUALIZAÇÃO
Sobre o estudo do comportamento de um gás existem várias oportunidades de contextualização em sala de aula, como: Caldeiras a vapor, funcionamento da geladeira, do ar condicionado, o ar atmosférico no interior dos pneus e, o ar-comprimido utilizado nas indústrias.
Na contextualização sobre caldeiras a vapor, podermos comentar que o vapor é considerado como um gás e existem aplicações na produção de trabalho. Um exemplo de aplicação, podemos citar a utilização do vapor produzido em uma caldeira a vapor. Os vapores produzidos nas caldeiras são utilizados nos movimentos das turbinas as quais são acopladas em geradores de eletricidade, como poderá ser utilizado o vapor nas indústrias têxteis e de produção do chocolate, na extração do petróleo em plataformas, nos hospitais, nos hotéis e nas grandes empresas sendo em algumas delas, com a queima de resíduos industriais nas caldeiras de vapor para a geração de energia elétrica. Mostrar que nas indústrias não poderemos utilizar diretamente uma chama no processo de produção e o vapor é de primordial importância nesse processo.
Outro momento de contextualização seria em um sistema de refrigeração, que utiliza um gás em um circuito fechado no processo de resfriamento de uma geladeira ou um ar condicionado. O gás refrigerante é colocado em movimento pelo compressor, fornecendo o trabalho, aumentando a pressão (P) e a temperatura (T). Para que o gás diminua a temperatura em uma mesma pressão, ele é exposto em contato com o meio ambiente, na parte de trás da geladeira, mudando de fase nessa situação no qual chamamos de condensador, passando do estado de gás para o líquido. Logo em seguida, agora como líquido, o gás passa pelo tubo capilar, diminuindo o volume (V), a temperatura e a pressão, quando o líquido chega no interior da geladeira onde recebe o calor do ambiente interno, mudando de fase e transformando em gás, chamado de evaporador, retornando ao compressor para o reinício de todo o processo. O gás utilizado nesse processo era o R11, R12, entre outros que utilizam o cloro, flúor e o carbono (CFC) e, um dos gases recomendados atualmente nos aparelhos de refrigeração é o R 134a, contendo o hidrogênio, flúor e o carbono, quando liberado para o ar atmosférico não agride a camada de ozônio.
Mostrar aos alunos que no sistema de refrigeração nos ambientes em que utilizam pessoas, ou produtos armazenados em ambientes confinados, o processo de refrigeração é o mesmo da geladeira, bastando para isso utilizar um ventilador para direcionar o ar refrigerado.
Outra situação de contextualização é sobre os movimentos dos caminhões nas estradas. No interior dos pneus utiliza o ar atmosférico e, a pressão interna é controlada por um manômetro instalado na cabine do veículo. Essa necessidade é devido ao aquecimento dos pneus durante a viagem, principalmente durante o dia, com a temperatura elevada na pista de rolamento. A transmissão do calor do pneu para o ar no seu interior, faz com que a pressão nas paredes do pneu aumente e consequentemente o pneu fica mais duro, transmitindo para o caminhão todos os impactos das imperfeições da pista de rolamento.
6 PRÁTICA DAS CIÊNCIAS EM SALA DE AULA
Problemas sobre a prática das ciências em sala de aula, Porlán e Rivero (1998), relata que é escassa a integração de diferentes tipos de conhecimento nos conteúdos sobre a ciência, o plano de atividades sem detalhes ou rígido e por último, uma visão e atitudes do aluno em entender ou não dos fatos apresentados.
As questões sobre a prática do professor e a pesquisa em ensino de física e de grande importância na transmissão dos conhecimentos no ambiente escolar e,
Novos elementos para a reflexão sobre a relação entre os resultados da pesquisa acadêmica e a prática do professor, propondo o confronto entre problemas da prática pedagógica do professor de física com o que a pesquisa em ensino-aprendizagem de física tem proporcionado nos últimos anos. Esse caminho é orientado, basicamente, pelas seguintes questões: Quais são os problemas da prática pedagógica do professor de Física? Como se caracteriza o ensino e a aprendizagem de Física segundo a pesquisa em ensino de Física no Brasil no período de 2000 a 2004? Em que medida essa pesquisa responde aos problemas da prática pedagógica do professor de Física? (RESENDE, OSTERMANN, P. 319, 2005).
Em respostas as estas questões, mostra a dificuldade do aluno em: relacionar o conteúdo teórico com os fenômenos do cotidiano, entender o que o professor esta explicando, dificuldade na interpretação das atividades propostas em sala de aula, existência de uma barreira durante a comunicação professor aluno em sala de aula devido à falta de interesse sobre a matéria ou salas lotadas e turmas indisciplinadas.
Apesar da atitude do aluno sobre a física é negativa e, impede o desenvolvimento, o professor tenta quebrar os preconceitos, apresentando novos modelos dos conteúdos propostos em sala de aula, mostrando que no ensino de física poderão ser apresentados conceitos simples de entender e interpretar, bastando para isso, momentos de interação e intepretação dos dados com exemplos no nosso cotidiano, utilização de sites educacionais, principalmente aos relacionas em experiências virtuais.
7 - CONCLUSÃO
Na atualidade e com o advento da internet, os professores tem mais facilidade em exemplificar os conteúdos com as aplicações tecnológicas utilizadas: na indústria, no meio ambiente e ou no seu ambiente familiar, utilizando dinâmica de grupo, interdisciplinaridade e laboratórios virtuais na sala de informática. Alguns exemplos seriam: a utilização da corrente elétrica, a condução de eletricidade, a luz, a relação entre força e movimento, as imagens no espelho côncavo e os conceitos de calor que, no passado não eram contextualizados e atualmente existem equipamentos tecnológicos que facilitam explicar esses conceitos de física como: Motores de combustão interna, caldeiras a vapor, óculos, binóculos, utensílios elétricos e eletrônicos utilizados no mundo atual.
Uma das maneiras de melhorar o ensino em sala de aula é o professor elaborar comentários sobre o meio ambiente em que vivem os estudantes, podendo trazer informações importantes para que o aluno possa assimilar os conceitos propostos em sala de aula, são exemplos de como obter determinadas tecnologias de utilização no seu cotidiano, que podem traduzir em interpretações facilitadoras no processo ensino e aprendizagem.  

Referências Bibliográficas
Brasil, Parâmetros curriculares nacionais: Ensino Médio (Ministério da Educação, Brasília, 1999).
Brasil, PCN+ Ensino Médio: Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais, Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias (Ministério da Educação, Brasília, 2002).
CABALLERO M. A., Rodriguez, M. L. Actas Del encuentro internacional sobre El aprendizaje significativo. Burgos, España PP. 19-44. 1997.
DELIZOICOV, Demétrio; ANGOTTI, José André. Livro de Física. (1992, p.29-31). São Paulo: Cortez, 1992.

LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez, 1995.

PORTAL DE FÍSICA (copyright@2008-2015) só física, grupo virtuous. www.sofisica.com.br/conteudos/indice.php.

PORLÃN, R.; RIVERO, A. El conocimiento de lós professores – uma prouesta formativa em El área de ciências. Sevilha: Diada Editora, 1998.
REZENDE F. OSTERMANN F. A prática do professor e a pesquisa em ensino de Física: Novos elementos para repensar essa relação. Núcleo de tecnologia educacional para a saúde UFRJ rio de Janeiro – RJ. Cad. Brás. Ens. Fis. V.22, n.3: p. 316-337, dez. 2005.

RICARDO, Elio C. e FREIRE, Janaína C. A. A concepção dos alunos sobre a Física do ensino médio: Um estudo exploratório (2006). Publicado na Revista Brasileira de ensino de Física, V. 20, M.2, p.251-266, 2007 Pesquisa em Ensino de Física.  WWW.sbfisica.org.br.

EXPLORAR OS OBSTÁCULOS SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DA EDUCAÇÃO CTS NO CONTEXTO ESCOLAR

Explorar os obstáculos sobre a Implementação da Educação CTS no contexto escolar.
No mundo atual, a cada momento temos vivenciado o aparecimento de avanços científicos e tecnológicos, tanto na área industrial como no meio social. Os jovens tem maior facilidade de interagir com as novas tecnologias e podem transmitir com mais facilidade os seus conhecimentos adquiridos tanto no meio familiar como no meio educacional.
A educação CTSA, que significa Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente é objeto de estudo na educação atual, uma nova forma de contextualizar os conteúdos curriculares na escolha de informações não somente no que diz respeito aos conceitos utilizados para explicar como são compreendidos os assuntos abordados em sala de aula, mas também com ênfase nas informações de como são os funcionamentos das coisas e das questões tecnológicas, tanto no meio educacional, social ou industrial.
Nos livros didáticos de Física, comentam de como é o funcionamento de um motor de combustão interna e diferencia do combustível diesel e gasolina, o funcionamento de uma geladeira e do ar condicionado e, alguns componentes eletrônicos no nosso meio social. Mas ainda falta ir mais além, explicando como é o processo de fabricação, construção ou modificação desses aparelhos e equipamentos, envolvendo tanto a física, química, biologia e ou a história dos avanços tecnológicos ocorridos no mundo em que vivemos.
Serão alternativas para aproximar os estudantes do ensino médio ao mundo tecnológico com grandes chances de que no final do percurso, como estudante do ensino médio, possa direcioná-los ao mundo do trabalho.
Um exemplo em que poderia ser utilizado nos livros didáticos, seriam os conhecimentos de fabricação do aço, envolvendo a física e a química, que poderia interagir desde a extração da matéria prima, o minério de ferro, até a mistura com o carvão para a produção do ferro gusa em um alto forno siderúrgico e até ao processo da transformação do ferro gusa em aço em uma aciaria com a retirada do carbono do ferro gusa com a utilização do oxigênio no interior da matéria prima. Processos simples de explicar e entender.
Poderemos também não deixar de comentar que a produção do papel, do tecido, dos aparelhos elétricos e eletrônicos e do automóvel, tanto na explicação nos livros didáticos de física, química ou de biologia.
Existem opiniões em que os saberes da tecnologia impulsionam a um mundo melhor e nunca teriam um fim, pois a cada momento existem novas inovações e novas formas de viver em sociedade, mostrando que não poderemos mais ficar alheio à cultura científica, que se renova a cada momento, principalmente no ensino médio não podemos mais viver sem cultura científica “se admite cada vez mais que sem cultura científica e tecnológica os sistemas democráticos se tornam cada vez mais vulneráveis a tecnocracia” (FOUREZ, P. 23 1997).
 Apesar das disciplinas científicas, física, química e biologia, não serem bem aceita entre os alunos do ensino médio, poderemos mudar esse contexto no sentido de que o governo e os meios de comunicação social, abram espaços para informações e comentários sobre a importância dessas disciplinas. Como exemplo, poderemos citar os sites educacionais das instituições de ensino. Esses sites poderiam abrir um espaço para mostrar a importância dessas disciplinas, citando novas inovações tecnológicas, como funcionam determinados utensílios domésticos, como são fabricados os materiais e ferramentas que nos auxiliam no nosso cotidiano, entre outros assuntos que poderiam despertar o interesse dos alunos do ensino médio nas disciplinas científicas no processo de ensino e aprendizagem.
O ensino médio atual é atuante no que diz a uma conscientização dos alunos em envolvê-los de como ele poderá ingressar em um curso técnico ou superior, mas somente isso não supre os saberes da ciência e da tecnologia em como é a verdadeira concepção dos objetos que a todo o momento tem nos auxiliados em nossa sociedade como poderemos citar os utensílios domésticos, eletrônicos, elétricos, farmacêutico, meios de transporte, mostrando o funcionamento e fabricação mecânica, elétrica, eletrônica e de construção civil.
A ciência química tem uma indústria química correspondente, a qual pode influenciar a elaboração dos programas de formação dos químicos e fazer incorporar as concepções do mundo do trabalho, com implicações no ensino da química. Isso não ocorre com a mesma intensidade na formação do físico. (RICARDO, p. 5. 2007)
Em um dos textos sugeridos para leitura com o título “A prática do professor e a pesquisa em ensino de física: novos elementos para repensar essa relação”, nesse texto, faz abordagem das evidências na investigação e trabalho das atividades de Física, sobre a pesquisa em educação em ciência e a prática, que talvez seja em praticar a pesquisa sobre a teoria aplicada em sala de aula.
No texto, os autores questionam o papel desempenhado pelos resultados da pesquisa em educação e ciências como:
Um caminho proposto pelo autor seria incorporar nas publicações a discussão sobre possíveis impactos educacionais, que incluiriam motivações, pretensões, implicações mesmo nos casos em que não se consigam identificar claramente o contexto de sua possível implementação. Por outro lado, o autor reconhece a complexidade desta relação e questiona o papel desempenhado pelos resultados da pesquisa em Educação em Ciências oriundos de um dado contexto diferente da realidade onde se insere a prática docente. (REZENDE, OSTERMANN, P.318 2005).
Porlán e Rivero (1998) citam dos problemas sobre a prática das ciências em sala de aula e, relata que é escassa a integração de diferentes tipos de conhecimento nos conteúdos sobre a ciência, o plano de atividades sem detalhes ou rígido e por último, uma visão e atitudes do aluno em entender ou não dos fatos apresentados.
No texto, relata o que pode influenciar no ensino de física como: condições estruturais e condições de trabalho, salas não adequadas, excesso de alunos em sala de aula e com diferentes culturas. A existência de uma falta de perspectiva profissional, o professor ensina de forma tradicional e com evasiva utilização de fórmulas físicas.
Atualmente existem salas com tecnologias e não são suficientes para a quantidade de turmas nas escolas públicas. Existe uma sala de informática para cada escola pública, sem manutenção adequada e não atende a uma escola com em média de quatrocentos alunos do ensino médio por cada turno de estudo. Os alunos tem dificuldade em relacionar o conteúdo teórico com os fenômenos do cotidiano e, nos livros didáticos, mostram da importância e da aplicação da maioria das atividades propostas em física.
Falta de base na matemática, leitura e compreensão dos enunciados dos problemas e como encontrar a solução. Os alunos alcançam o ensino médio com dificuldade em elaborar pequenas operações da matemática, não sabem a tabuada e querem elaborar as provas em dupla e com a utilização da calculadora do celular que na realidade vem com as colas nos textos fotografados pelos próprios alunos.
A atitude do aluno sobre a Física é negativa e impede o desenvolvimento e o professor tenta quebrar os preconceitos. O professor de Física é visto como um complicador no processo ensino e aprendizagem, os alunos não entendem os conceitos apresentados devido a não se interessarem em interpretá-los, não sabem como interpretar pequenos textos.
A indisciplina ruim em sala de aula, com muita conversa e disputas pessoas que atrapalham o processo ensino e aprendizagem.
Com o advento da internet, os professores tem mais facilidade em exemplificar os conteúdos com as aplicações tecnológicas no meio industrial, meio ambiente e no seu ambiente familiar, com dinâmica de grupo e, interdisciplinaridade.
Um exemplo seria a corrente elétrica, condução de eletricidade, luz, cor, relação entre força e movimento, as imagens no espelho côncavo e conceitos de calor que, no passado não eram contextualizados e atualmente existem equipamentos tecnológicos que facilitam em explicar esses conceitos de Física como: Motores de combustão interna, caldeiras a vapor, óculos, binóculos, utensílios elétricos e eletrônicos utilizados no meio familiar.
Até hoje, não existem aplicações de pesquisas como atividade interdisciplinar em sala de aula, não existem interesse por ambas as partes, aluno e professor, devido principalmente ao excesso de alunos em sala de aula, sala de informática insuficiente e os alunos não tem compromisso com o estudo. Atualmente existe uma tentativa das escolas públicas em implantar dois turnos de estudos, denominada de “escola viva” com disponibilidades de práticas e ensino no segundo turno de estudo.
O ensino médio considerado como o acúmulo de saberes, continua com a mesma finalidade do aluno prosseguir seus estudos, após o término do ensino médio, em um curso técnico ou superior. Práticas direcionadas nos livros didáticos somente para o exame de vestibular. O ensino médio não é profissionalizante, apenas acúmulo de saberes.
No PCN+ 2002, no ensino médio com conhecimentos práticos, contextualizados, que correspondem à vida contemporânea com práticas com a realidade vivida do aluno e sugerem que “O desenvolvimento dos fenômenos elétricos e magnéticos, por exemplo, pode ser dirigido para a compreensão dos equipamentos elétricos que povoam nosso cotidiano”
Nas práticas pedagógicas do professor de física, utilizam essas maneiras de ensinar como exemplo para os alunos do segundo ano quando os professores comentam sobre máquinas térmicas e em motores de combustão interna, geladeira e ar condicionado relacionando com o calor, na dilatação dos materiais na construção civil. No primeiro ano do ensino médio, nos movimentos sobre a velocidade dos veículos inclusive a utilização para multas dos veículos em radares eletrônicos como é a relação do espaço percorrido marcado antes do semáforo, o tempo gasto nesse percurso e o cálculo da velocidade instantânea e ao mesmo tempo, com a velocidade da luz e, finalmente a fotografia do veículo infrator. A força em relação à massa e o peso para os transportes no cotidiano. No momento de uma força, são mostradas as ferramentas como o martelo, serrote, carrinho de mão e a tesoura. O que condiz que os professores de Física estão utilizando conhecimentos práticos contextualizados no processo de ensino e aprendizagem.
Uma das maneiras de melhorar o ensino em sala de aula é o professor elaborar comentários sobre o meio ambiente em que vivem os estudantes, podendo trazer informações importantes para que o aluno possa assimilar os conceitos propostos em sala de aula, são exemplos de como obter determinadas tecnologias de utilização no seu cotidiano, que podem traduzir em interpretações facilitadoras no processo ensino e aprendizagem.  
Referências Bibliográficas
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