sexta-feira, 30 de outubro de 2015

AS CONCEPÇÕES ACERCA DO ENSINO DE FÍSICA E A APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA.

AS CONCEPÇÕES ACERCA DO ENSINO DE FÍSICA E A APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA.

Esta atividade tem o objetivo de identificar as concepções sobre o ensino de física, elaborar um cenário de investigação para os professores, definir e identificar os conceitos subsunçores. Pesquisa em educação em ciência e a prática e o que funciona na pesquisa.
No primeiro texto sugerido para leitura com o título “A prática do professor e a pesquisa em ensino de física: novos elementos para repensar essa relação”, nesse texto, faz abordagem das evidências na investigação e trabalho das atividades de Física, sobre a pesquisa em educação em ciência e a prática, que talvez seja em praticar a pesquisa sobre a teoria aplicada em sala de aula.
No texto, os autores questionam o papel desempenhado pelos resultados da pesquisa em educação e ciências como:
Um caminho proposto pelo autor seria incorporar nas publicações a discussão sobre possíveis impactos educacionais, que incluiriam motivações, pretensões, implicações mesmo nos casos em que não se consiga identificar claramente o contexto de sua possível implementação. Por outro lado, o autor reconhece a complexidade desta relação e questiona o papel desempenhado pelos resultados da pesquisa em Educação em Ciências oriundos de um dado contexto diferente da realidade onde se insere a prática docente. (REZENDE, OSTERMANN, P.318 2005).
Porlán e Rivero (1998) citam dos problemas sobre a prática das ciências em sala de aula e, relata que é escassa a integração de diferentes tipos de conhecimento nos conteúdos sobre a ciência, o plano de atividades sem detalhes ou rígido e por último, uma visão e atitudes do aluno em entender ou não dos fatos apresentados.
No presente trabalho, os autores mostram questões sobre a prática do professor e a pesquisa em ensino de Física, com,
Novos elementos para a reflexão sobre a relação entre os resultados da pesquisa acadêmica e a prática do professor, propondo o confrontamento entre problemas da prática pedagógica do professor de física com o que a pesquisa em ensino-aprendizagem de física tem proporcionado nos últimos anos. Esse caminho é orientado, basicamente, pelas seguintes questões: Quais são os problemas da prática pedagógica do professor de Física? Como se caracteriza o ensino e a aprendizagem de Física segundo a pesquisa em ensino de Física no Braisl no período de 2000 a 2004? Em que medida essa pesquisa responde aos problemas da prática pedagógica do professor de Física? (RESENDE, OSTERMANN, P. 319, 2005).
Muitos professores, em sua prática docente e na pesquisa acadêmica, geram dados para seus trabalhos científicos, existindo uma escolha das investigações do projeto, da coleta de dados e análise às vezes sem relevância.
No texto, relata o que pode influenciar no ensino de física como: condições estruturais e condições de trabalho, salas não adequadas, excesso de alunos em sala de aula e com diferentes culturas. A existência de uma falta de perspectiva profissional, o professor ensina de forma tradicional e com evasiva utilização de fórmulas físicas.
No período da elaboração desse texto entre os anos de 2000 até 2004, é citado que o aluno não comprava o livro e que na atualidade, os alunos têm o livro, principalmente nas escolas públicas, mas não levam para a escola para utilizá-lo em sala de aula, existem muitos conteúdos nos livros didáticos e os professores se acomodam em não utilizá-los, utilizam o método tradicional em colocar o resumo no quadro, explicar as fórmulas físicas, exemplificar com exercícios simples. Nesse período citado acima, não existiam especialistas em utilizar as tecnologias de informação, foi um período em que a informática passou a ser utilizada e os professores não eram familiarizados em utilizar e as não gostavam e sem interesse. Atualmente existem salas com tecnologias e não são suficientes para a quantidade de turmas nas escolas públicas. Existem uma sala de informática para cada escola pública, sem manutenção adequada e não atende a uma escola com em média de quatrocentos alunos do ensino médio por cada turno de estudo. Nessa mesma época, os professores conheciam a teoria do construtivismo (teoria de aprendizagem) e não praticavam devido ao excesso de alunos por turma. Atualmente, continua com a mesma situação, existindo também a conversa, o celular e pouco interesse dos alunos nos conteúdos propostos em sala de aula.
Os alunos tinham a dificuldade em relacionar o conteúdo teórico com os fenômenos do cotidiano e, atualmente existe mais facilidade nessa  comparação, devido principalmente informações nos livros didáticos, da importância e da aplicação da maioria das atividades propostas em física.
A existência de pouco tempo para o planejamento dos conteúdos a serem ministrados em sala de aula e preparação para as provas e que atualmente, professores tem um maior tempo para o planejamento, preparar provas e corrigi-las.
Não sabiam como equilibrar as orientações para o vestibular e na atualidade, com a existência da internet, existem informações sobre os conteúdos aplicados nos vestibulares e as escolas utilizam avaliações trimestrais, interdisciplinar, envolvendo avaliações semelhantes às aplicas nas provas do vestibular.
Falta de base na matemática, leitura e compreensão dos enunciados dos problemas e como encontrar a solução. Na atualidade, continuam com o mesmo problema, os alunos alcançam o ensino médio com dificuldade em elaborar pequenas operações da matemática, não sabem a tabuada e querem elaborar as provas em dupla e com a utilização da calculadora do celular que na realidade vem com as colas nos textos fotografados pelo celular.
A atitude do aluno sobre a Física é negativa e impede o desenvolvimento e o professor tenta quebrar os preconceitos. Continua até hoje, identificam o professor de Física como um complicador no processo ensino e aprendizagem, não entendem os conceitos apresentados devido a não se interessarem em interpretá-los, não sabem como interpretar pequenos textos.
Alunos sem interesse e acham que a educação não irá garantir o seu futuro, principalmente nas cidades do interior. Atualmente, com cursos técnicos no país, principalmente a distância, essa perspectiva frente ao interesse tem melhorado.
A indisciplina ruim, hoje continua a mesma indisciplina em sala de aula com muita conversa e disputas pessoas que atrapalham o processo ensino e aprendizagem.
Na atualidade, com o advento da internet, os professores tem mais facilidade em exemplificar os conteúdos com as aplicações tecnológicas no meio industrial, meio ambiente e no seu ambiente familiar, com dinâmica de grupo e, interdisciplinaridade. Um exemplo seria a corrente elétrica, condução de eletricidade, luz, cor, relação entre força e movimento, as imagens no espelho côncavo e conceitos de calor que, no passado não eram contextualizados e atualmente existem equipamentos tecnológicos que facilitam explicar esses conceitos de Física como: Motores de combustão interna, caldeiras a vapor, óculos, binóculos, utensílios elétricos e eletrônicos utilizados no meio familiar.
No período dessa pesquisa (2001 até 2004), existiam encontros e desencontros no processo de ensino e aprendizagem de Física. Muitos atualmente foram solucionados e um deles é o livro didático contextualizado com os assuntos abordados em sala de aula.
Até hoje, não existem aplicações de pesquisas como atividade interdisciplinar em sala de aula, não existem interesse por ambas as partes, aluno e professor, devido principalmente ao excesso de alunos em sala de aula, sala de informática insuficiente e os alunos não tem compromisso com o estudo. Atualmente existe uma tentativa das escolas públicas em implantar dois turnos de estudos, denominada de “escola viva” com disponibilidades de práticas e ensino no segundo turno de estudo.
No segundo texto para leitura sobre “A concepção dos alunos sobre a Física do ensino médio: Um estudo exploratório” mostra a relação entre a física e a tecnologia, a física e a matemática e a física e o cotidiano. Na atualidade existem novos desafios. A escola atual não esta atendendo às expectativas dos alunos, principalmente no que diz respeito à pesquisa e, a internet é disponível vinte e quatro horas por dia, nessa situação os alunos poderiam utilizá-la e os professores não oferecem oportunidades com trabalhos extra classe para pesquisa e, quando oferecem, os trabalhos são entregues  conforme esta publicado na internet, simplesmente providenciam uma cópia xerox.
Na atualidade, temos as transformações sociais, às diferenças e a competitividade a todo o momento e, às adaptações as mudanças é importante, devido principalmente aos avanços tecnológicos, podendo levar a uma fragilidade do resultado esperado, devido a educação não acompanhar em tempo real aos novos meios de produção.
O ensino médio considerado como o acúmulo de saberes, continua com a mesma finalidade do aluno prosseguir seus estudos, após o término do ensino médio, em um curso técnico ou superior. Práticas direcionadas nos livros didáticos somente para o exame de vestibular. O ensino médio não é profissionalizante, apenas acúmulo de saberes.
Quanto aos aspectos metodológicos do ensino, foi realizada uma pesquisa no primeiro semestre do ano de 2005 e, os alunos da disciplina de prática de ensino em Física I, do Curso de Licenciatura em Física da Universidade Católica de Brasília, foram responsáveis pelo levantamento e divulgação dos assuntos e os resultados abordados pelos alunos do ensino médio. Foram utilizadas na pesquisa dezoito turmas do ensino médio de escolas públicas em um total de trezentos e cinquenta alunos e, quatro turmas do primeiro e terceiro ano com um total de noventa alunos. O assunto abordado foi sobre as concepções e representações sociais da física escolar com questionário aberto e perguntas do tipo:
a)    Você gosta de estudar Física? Por quê? 45,5% dos entrevistados responderam que sim, com frases curtas É semelhante à matemática, em cima de fórmulas. O restante dos alunos, disseram que não gostam e existem muitos cálculos. Decorar a resolução sem compreender os conhecimentos de física envolvidos.
b)    Qual a diferença que você vê entre a Física e a Matemática? 35% admitem a existência de diferença entre a Física e a Matemática. A matemática sem sentido. A Física procura entender coisas simples do nosso cotidiano. Para saber física tem que saber matemática. A matemática é apenas o papel de instrumento das outras disciplinas. Os restantes dos alunos não admitem a diferença entre a física e a matemática e tudo é cálculo.
c)    Você acha o ensino de Física importante? Por quê? 79% dos alunos responderam que sim, a Física é importante, nosso dia a dia e, utilizada para o vestibular. Os restantes dos alunos responderam que não serve para nada, não vai utilizar na vida.
d)    Em sua opinião, como seria um bom professor de Física? Inteligente, maluco, curioso, chato, arrogante entre outras opiniões não relatadas. O professor deverá buscar renovar seu conteúdo, aulas monótonas, sem motivação, mais aulas práticas em laboratório, pois não existem. Tem apegos afetivos, paciência.
e)    Você vê relação com o que aprende em física com o seu cotidiano e com as tecnologias? 68% dos alunos responderam que sim, apenas responderam. Alguns alunos fizeram observações como: O estudo da velocidade é importante, fabricação do vidro (esquentar a areia), construções, eletricidade, gravidade, dilatação do ferro, sendo essas respostas evasivas e sem explicação mostrando a relação da pergunta.
Na pesquisa, os alunos responderam que a maioria deles, são originários de famílias de baixa renda.
Quando as propostas para o PCN, DCNEM (LDB/96) e no artigo 35 da LDB/96 “O ensino médio é a etapa final da educação básica”. As DCNEM a educação com novo papel “Autonomia intelectual e do pensamento crítico do aluno”. O aluno decidirá se entra no mercado de trabalho, se prosseguirá no estudo ou ambos, sempre existiu isso no passado, o porquê do comentário no texto se atualmente não houve alteração quanto o motivo de aprendizagem do ensino médio e, continua a mesma coisa, após o seu término, terminar seus estudos em um curso técnico ou superior.
No PCN + 2002, no ensino médio com conhecimentos práticos, contextualizados, que correspondem à vida contemporânea com práticas com a realidade vivida do aluno e sugerem que “O desenvolvimento dos fenômenos elétricos e magnéticos, por exemplo, pode ser dirigido para a compreensão dos equipamentos elétricos que povoam nosso cotidiano”
Nas práticas pedagógicas do professor de física, utilizam essas maneiras de ensinar como exemplo para os alunos do segundo ano quando comenta sobre máquinas térmicas e em motores de combustão interna, geladeira e ar condicionado relacionando com o calor. Na dilatação dos materiais na construção civil. No primeiro ano, nos movimentos sobre a velocidade dos veículos inclusive a utilização para multas dos veículos em radares eletrônicos como é a relação do espaço percorrido marcado antes do semáforo, o tempo gasto nesse percurso e o cálculo da velocidade instantânea e ao mesmo tempo, com a velocidade da luz e, finalmente a fotografia do veículo infrator. A força em relação à massa e o peso para os transportes no cotidiano. No momento de uma força, são mostradas as ferramentas como o martelo, serrote, carrinho de mão e a tesoura. O que condiz que os professores de Física estão utilizando conhecimentos práticos contextualizados no processo de ensino e aprendizagem.
No terceiro texto proposto para a leitura, comenta sobre a aprendizagem significativa: Um conceito subjacente. Não se fala mais em: Estímulo, resposta, reforço positivo, objetivos operacionais, instrução programada e tecnologia educacional (não de significados). Atualmente é a aprendizagem significativa, mudança conceitual e construtivismo. Significativa no sentido de uma maneira não arbitrária (AUSUBEL, P.58 1963) e construtivismo como o desenvolvimento da inteligência das ações mútuas entre o indivíduo e o meio.
Conhecimentos especificamente relevantes e, Ausubel chama de subsunçores e, o conhecimento prévio é importante para os novos conhecimentos.
No texto proposto para a leitura, Caballero mostra as diferentes maneiras de interpretar a aprendizagem significativa como:
Podemos imaginar a construção cognitiva em termos dos subsunçores de Ausubel, dos esquemas de (ação) assimilação de Piaget, da internalização de instrumentos e signos de Vygotsky, dos construtos pessoais de Kelly ou dos modelos mentais de Johnson-Laird. Creio que em qualquer destas teorias tem sentido falar em aprendizagem significativa. (CABALLERO P.14 1997)
Caballero faz comentário que qualquer dessas teorias citadas anteriormente, tem sentido em falar em aprendizagem significativa. Não vê problema em:
[...] pensar que o resultado da equilibração majorante é uma aprendizagem significativa ou que a conversão de relações pessoais em processos mentais, mediada por instrumentos e signos e via interação social, resulte em aprendizagem significativa. Também não vejo dificuldade em interpretar como aprendizagem significativa a construção de modelos mentais ou de construtos pessoais; tanto uns como outros implicam dar significados a eventos ou objetos. (CABALLERO P.14 1997)
“Os conceitos chave da teoria de Piaget (1971, 1973, 1977) são assimilação, acomodação, adaptação e equilibração. A assimilação designa o fato de que é do sujeito a iniciativa na interação com o meio.” (CABALLERO P. 15 1977)
Podemos dizer que um ensino para ser motivo de boas interpretações, deverá ser construtivista e promover mudanças conceituais, facilitando assim a aprendizagem significativa.
Uma das maneiras de melhorar o ensino em sala de aula é o professor elaborar comentários sobre o meio ambiente em que vivem os estudantes, podendo trazer informações importantes para que o aluno possa assimilar os conceitos propostos em sala de aula, são exemplos de como obter determinadas tecnologias de utilização no seu cotidiano, que podem traduzir em interpretações facilitadoras no processo ensino e aprendizagem.   Poderemos identificar a aprendizagem significativa como uma assimilação, acomodação e finalmente a uma equilibração das propostas apresentadas em sala de aula.

.Referências Bibliográficas
RICARDO, Elio C. e FREIRE, Janaína C. A. A concepção dos alunos sobre a Física do ensino médio: Um estudo exploratório (2006). Publicado na Revista Brasileira de ensino de Física, V. 20, M.2, p.251-266, 2007 Pesquisa em Ensino de Física.  WWW.sbfisica.org.br
REZENDE F. OSTERMANN F. A prática do professor e a pesquisa em ensino de Física: Novos elementos para repensar essa relação. Núcleo de tecnologia educacional para a saúde UFRJ rio de Janeiro – RJ. Cad. Brás. Ens. Fis., V.22, n.3: p. 316-337, dez. 2005
PORLÃN, R.; RIVERO, A. El conocimiento de lós professores – uma prouesta formativa em El área de ciências. Sevilha: Diada Editora, 1998.
Brasil, Parâmetros curriculares nacionais: Ensino Médio (Ministério da Educação, Brasília, 1999).
CABALLERO M. A., Rodriguez, M. L. Actas Del encuentro internacional sobre El aprendizaje significativo. Burgos, España PP. 19-44. 1997.
Brasil, PCN+ Ensino Médio: Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais, Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias (Ministério da Educação, Brasília, 2002).
AUSUBEL, D.P.; NOVAK, J.D. e HANESIAN, H. (1980). Psicologia educacional. Rio de Janeiro, Interamericana. Tradução para português, de Eva Nick et al., da segunda edição de Educational psychology: a cognitive view
VYGOTSKY, L.S. Pensamento e linguagem. 1° ed. brasileira. São Paulo, Martins Fontes. (1987)
NOVAK, J.D. y GOWIN, D.B. Aprendiendo a aprender. Barcelona, Martínez Roca. (1988). Traducción al español del original Learning how to learn.
AUSUBEL, D.PThe psychology of meaningful verbal learning. New York, Grune and Stratton. (1963).

PIAGET, J. Psicologia da inteligência. Rio de Janeiro, Zahar Editores. (1977).

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

AVALIAÇÃO ESCOLAR E APRENDIZAGEM


Avaliação Escolar e Aprendizagem


A avaliação do conteúdo proposto em sala de aula e na maioria das vezes tem como finalidade verificar o que o aluno aprendeu.

É também um meio de medir a capacidade do professor se conseguiu apresentar e interagir com os alunos os conteúdos realizados em sala de aula.

A avaliação tem como ligação ao conhecimento adquirido pelo aluno e pode classificar o desempenho do aluno.

Na prática utilizamos a avaliação em prova objetiva, discursiva, oral, relatório dos trabalhos em grupo de alunos, comportamento dos alunos em sala, exercícios em sala de aulas ou em casa com visto no caderno.

Sempre houve e haverá a necessidade de uma maneira de medir e registrar as avaliações dos alunos, classificando assim o seu desempenho.

No texto sugerido para leitura de Chueiri, comenta sobre a classificação da avaliação escolar em:
1.    Pedagogia tradicional com provas.
2.    Tecnicista como medidas.
3.    Como instrumento para a regulação do desempenho.
4.    Quantitativa da avaliação.

Referência Bibliográfica:

CHUEIRI, M. S. F. Avaliação escolar e a aprendizagem,
HTTP://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/eae/arquivos/1418/1418,pdf

COMPARATIVO DAS TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS LIBERAIS E PROGRESSISTAS





Comparativo das tendências pedagógicas liberais e progressistas.

1 INTRODUÇÃO
O professor conhecendo as teorias e as tendências pedagógicas, ele poderá se adaptar em uma ou, em parte delas na sua prática escolar, facilitando o processo ensino e aprendizagem. Qual é a melhor teoria ou tendência ao seu desempenho didático, que adequações com outras teorias ou tendências, o educador utilizará na sua vivência educacional. Mas, a principal intenção do professor, principalmente aquele compromissado com a educação, será em despertar nos alunos em serem críticos e criativos na sua vivência escolar.
Neste texto, apresentamos informações sobre as tendências liberais e progressistas, comentários sobre o papel das escolas, os conteúdos, os métodos utilizados, o professor, o aluno, a aprendizagem e algumas informações sobre cada um desses métodos pedagógicos.
2 TENDÊNCIAS LIBERAIS E PROGRESSISTAS

No Brasil, temos dois grupos de tendências da educação e estão classificadas em Liberais e Progressistas. A seguir, apresentamos um esquema com a divisão dessas tendências.





Fonte: http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/tendências-pedagogicas-brasileiras.htm

2.1 Tendências Pedagógicas Brasileiras

 2.1.1 Tendências Liberais
As tendências liberais são aquelas envolvidas com o capitalismo e, os alunos são preparados para assumir um posto de trabalho pré – determinado em uma empresa.
No texto sugerido para a leitura de Libâneo (p 2 1992), relata que:

A pedagogia liberal sustenta a ideia de que a escola tem por função preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões individuais. Para isso, os indivíduos precisam aprender a adaptar-se aos valores e às normas vigentes na sociedade de classes, através do desenvolvimento da cultura individual.

Essas tendências são classificadas em: tradicional, renovadora progressista, renovada não diretiva (escola nova) e a tecnicista.

As características principais de cada tendência liberal mostrando: o papel da escola, os conteúdos, seus métodos, a atividade do professor e aluno e, o tipo de aprendizagem, são apresentadas no quadro 1 a seguir.

Quadro 1 – Características principais das tendências pedagógicas das escolas liberais.

Nome da tendência pedagógica e Manifestações
O Papel da Escola
Os Conteúdos
Os Métodos
Professor x
Aluno.
Aprendizagem
Tendência Liberal Tradicional
(Nas escolas que adotam filosofias humanistas clássicas ou científicas).
Preparação Intelectual e moral dos alunos para assumir seu papel na sociedade.
São conhecimentos e valores sociais acumulados através dos tempos e repassados aos alunos como verdades absolutas.
Exposição e demonstração verbal da matéria e ou por meio de modelos.
Autoridade do professor que exige atitude receptiva do aluno. O professor é o dono da verdade a ser absorvida.
É receptiva e mecânica, sem considerar as características de cada idade.
Tendência Liberal
Renovada Progressivista
(Montessorf, Decroly, Dewey, Piaget, Cousinet, Lauro de Oliveira Lima).
A escola deve adequar as necessidades individuais ao meio social
Os conteúdos são estabelecidos a partir das experiências vividas pelos alunos frente às situações problema.
Por meio de experiências, pesquisas e método de solução de problemas. O aluno aprende fazendo.
O professor é auxiliador no desenvolvimento livre da criança.
É baseada na motivação e na estimulação de problemas. O ambiente é o meio estimulador.
Tendência Liberal Renovadora. Não-diretiva (Escola Nova).
(Carl Rogers, “Sumerhill”, escola de A. Neill).
Formação de atitudes. Favorecer ao aluno um clima de auto desenvolvimento e relação social.
Baseia-se na busca dos conhecimentos pelos próprios alunos.
Método baseado na facilitação da aprendizagem. O professor é o facilitador.
Educação centralizada no aluno; o professor deve garantir um clima de relacionamento pessoal.
Aprender e modificar as percepções da realidade.
Tendência Liberal Tecnicista
(Skinner, Gagné, Bloom, Mager. (Leis 5.540/68 e 5,692/71).
É modeladora do comportamento humano através de técnicas específicas
São informações ordenadas numa sequência lógica e psicológica.
Procedimentos e técnicas para a transmissão e recepção de informações.
Relação objetiva onde o professor transmite informações e o aluno vai fixa-las. Sem debate e discussões.
Aprendizagem baseada no desempenho. Enfoque diretivo do ensino.


A Tendência Liberal Tradicional é considerada a primeira tendência utilizada no Brasil. É exigida a memorização do conteúdo e o aluno recebe passivamente as informações e o professor é o centro das atenções. Como sugestão, para esta escola se completar, seriam alguns conceitos da escola renovada progressivista como: Apresentar às necessidades individuais ao meio social de cada aluno com situações problemas e soluções, pesquisa e o aluno aprenderia fazendo. Para tais realizações a escola deveria colocar em prática um aumento da carga horária em outro turno de estudo.

Quanto a Tendência Liberal Renovada Progressista, foi à segunda tendência utilizada no Brasil. Nela o aluno passa a ser ativo e curioso, aprende fazendo, pesquisa com naturalidade e o professor auxilia na elaboração de situações de aprendizagem com testes e são visualizadas as necessidades individuais do aluno. A utilização dessa tendência seria interessante nas primeiras séries do ensino fundamental, onde cada criança tem um ritmo de aprendizagem diferente.

Na Tendência Liberal Renovadora não diretiva (escola nova), também utilizada no Brasil. É um método centrado no aluno, ele aprende com suas percepções e modificando-as. Essa tendência preocupa-se com a parte psicológica e o professor garantira um clima de relacionamento pessoal.

Por último, temos a Tendência Liberal Tecnicista em que o aluno recebe os conhecimentos passivamente através de associações pré - estabelecidas. Os conteúdos ligados a uma produção empresarial e direcionando o aluno para o mundo do trabalho. Essa tendência é utilizada nas escolas técnicas particulares e nas escolas chamadas sistema 5S (SESC/SESI, SENAI/SESI E SENAT/SEST).
2.1.2 Tendências Progressistas
As Tendências Progressistas, não estão fixadas nas ideias implantadas pelo capitalismo, utiliza uma análise crítica das realidades sociais vivenciadas pelos alunos e um instrumento de luta dos professores. São tendências anti-autoritarismo e com atividade grupal de modalidade não formal e sim práticas sociais, são exemplos de tendências progressistas: a libertadora, libertária e a crítico social dos conteúdos ou também chamada de histórico-crítica.
No quadro 2 a seguir, apresentamos as características principais de cada tendência progressista.
Quadro 2 – Características principais das tendências pedagógicas das escolas progressistas.

Nome da tendência pedagógica e Manifestações
O Papel da Escola
Os Conteúdos
Os Métodos
Professor x
Aluno.
Aprendiza-gem
Tendência Progressista Libertadora
(Paulo Freire)
Não atua em escolas, porém visa levar professores e alunos a atingir um nível de consciência da realidade em que vivem na busca da transformação social.
Temas geradores da prática vivenciada no cotidiano do aluno.
Grupo de discussão e o grupo escolhe o tema.
A relação é de igual para igual, horizontalmente. O professor é um animador e interfere o mínimo possível.
Resolução da situação problema. Valorização da experiência vivida como base da relação educativa.
Tendência Progressista Libertária.
(Lobrot, C. Freinet, Miguel Gonzales Arroyo, Vasquez, Oury, Maurício Tragtemberg, Ferrer y Guardia)
Transformação da personalidade num sentido libertário e autogestionário. O aluno leva para a escola tudo o que aprendeu na instituição externa.
As matérias são colocadas mas não exigidas. Os conteúdos são às experiências vividas pelos grupos.
Vivência grupal na forma de auto-gestão. Os alunos com iniciativas e liberdade de trabalhar.
É não diretiva, o professor é o orientador e os alunos livres. O professor mistura ao grupo para reflexão em comum.
Aprendizagem informal via grupo. Não existe repressão e os alunos crescem com o grupo.
Tendência Progressista “Crítico social dos conteúdos” ou “histórico crítica”
(Makarenko, B. Charlot, Suchodolskl, Manacorda, G. Snyders,Demerval Saviani).
Difusão dos conteúdos. Apropriar os conteúdos escolares básicos que tenham ressonâncias na vida dos alunos.
Conteúdos culturais universais que são incorporados pela humanidade. Os conteúdos sejam associados a significação humana e social.
O método parte de uma relação direta da experiência do aluno confrontada com o saber.
Papel do aluno como participador e do professor como mediador entre o saber e o aluno.
Baseadas nas estruturas cognitivas já estruturadas nos alunos.

A Tendência Progressista Libertadora, não atua em escolas. Faz discussão de temas sociais e políticos e, da realidade em que vive o aluno. O professor coordena as atividades com os alunos.
A Tendência Progressista Libertária em que o aluno é de livre expressão e os conteúdos não serão exigidos, o saber somente será estudado se houver uma utilização prática. O professor orienta os conteúdos com aconselhamentos.
Por último temos a Tendência Progressista “crítico social dos conteúdos” ou “histórico crítica” que prepara o aluno para o mundo adulto com a socialização. O professor é mediador e o conhecimento é adquirido pela experiência pessoal.
 3  CONCLUSÃO
Todos esses métodos pedagógicos apontados nesse texto, às tendências liberais e progressistas, foram elaborados em épocas diferentes e na maioria das vezes, havia a necessidade de uma melhor sociedade em uma nação, uma nova liberdade de escolha e, a educação era um meio de mostrar os princípios, direitos e deveres do cidadão e do estado. Houve fusões de tendências com teorias e vice versa, mas sempre prevalecia uma visão para melhorar a educação no processo ensino e aprendizagem e combater as diferenças individuais em toda uma sociedade.
As diferenças individuais, comentada por Saviani (p.7, 2009) como:

[...] os homens são essencialmente diferentes; não se repetem; cada indivíduo é único. Portanto, a marginalidade não pode ser explicada pelas diferenças entre os homens, quaisquer que elas sejam: não apenas diferenças de cor, de raça, de credo ou de classe, o que já era defendido pela pedagogia tradicional; mas também diferenças no domínio do conhecimento, na participação do saber, no desem­penho cognitivo. Marginalizados são os “anormais”, isto é, os desajustados e inadaptados de todos os matizes. Mas a “anormalidade” não é algo, em si, negativo; ela é, simplesmente, uma diferença.

Existe a fusão de uma tendência com outra e, um exemplo é a Tendência Liberal Tradicional, primeira tendência utilizada no Brasil, é exigida a memorização do conteúdo e o professor é o centro das atenções. Como sugestão para esta escola se completar, alguns conceitos da escola renovada progressivista foi inserido como: Apresentar às necessidades individuais ao meio social de cada aluno com situações problemas e soluções, pesquisa e o aluno aprenderia fazendo.

Referências Bibliográficas
SAVIANI, Demerval. Escola e democracia: teorias da educação, curvatura da vara, onze teses sobre a educação política. 41a. Ed. Revista –  Campinas, SP Autores Associados, 2009.

LIBÂNEO, Jose Carlos, Tendências pedagógicas na prática escolar. São Paulo: Loyola, 1992. Capítulo 1.