terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Aprendizagem colaborativa no ensino a distância, utilizando os recursos de comunicação e o papel do tutor a distância no EaD



Aprendizagem colaborativa no ensino a distância, utilizando os recursos de comunicação e o papel do tutor a distância no EaD.

Participantes:
Eleusa Souza Rodrigues Pinheiro
Fabiulla dos Santos Silva
Kátia Gonçalves Castor
Nilton da Silva Santa Clara
Róbison Pimentel Garcia

Ao iniciar um curso a distância, percebemos que existem especificidades diversas, para as quais precisamos nos preparar, ou melhor, nos ambientar. Dentre estas podemos citar: conceitos, mecanismos de participação, linguagem dos professores, linguagem dos colegas, objetivos do curso e as expectativas dos professores. Se faz necessário, especialmente no início dos processos que o professor/tutor proceda de forma colaborativa com os alunos que necessitam conhecer e experimentar diversas novidades.

Esta aprendizagem necessita contar com a colaboração de todos aqueles que se sentem mais experientes no processo, especialmente o tutor a distância, considerado um facilitador no processo ensino e aprendizagem. Alcântara et al apud Siqueira (2003, p23) propõe que a atividade colaborativa é um processo de reaculturação que ajuda os estudantes a se tornarem membros de comunidades de conhecimento, cuja propriedade comum é diferente daquelas comunidades que já pertence. Cabe ao professor/ tutor a distância a promoção e estimulação da aprendizagem cooperativa.

A relação entre os alunos e o feedback é crucial para o desenvolvimento da autonomia. É importante combater a individualidade vigente em nossos dias, enfatizar a cooperação entre o corpo discente e, orientar os alunos que querem resistir à ideia de coletividade afirmando que o trabalho individual é melhor porque evita que colegas maus intencionados aproveitem do grupo.

Uma meta importante é enaltecer a relação entre os discentes. A aprendizagem cooperativa desenvolve a aprendizagem e a construção coletiva do saber. Nosso objetivo deve ser a coletividade e não a individualidade. "Um panorama inédito tem-se desvendado, no qual as pessoas podem passar a amar, trabalhar e estudar virtualmente, ao mesmo tempo em que ocorre um declínio nas interações presenciais. Sendo assim, questiona-se: EAD e aprendizagem cooperativa são compatíveis? É possível propiciar maior interação entre os pares na EAD? Como? As TICs podem contribuir para isto? Quais atividades podem favorecer a interação?" (CAPELLARO, p2, 2011).

Os TICs no EaD são fortes aliados nesta construção da interação social por uma sociedade mais solidária. No ensino a distância são necessárias ferramentas interativas que estimulem a colaboração e interação entre os participantes, tais como: chat, web-conferência, e-mail, fórum e a wiki.

O chat é uma comunicação síncrona, onde há a necessidade de marcar uma determinada hora para que seja realizada a comunicação entre duas ou mais pessoas. Através do chat as pessoas podem se aproximar com conversas mais descontraídos, esclarecendo dúvidas e tarefas a serem realizadas. Já o fórum, considerado como uma comunicação assíncrona, não exige dos cursistas uma interação em tempo real, mas favorece uma reflexão do conteúdo exposto pelo grupo com flexibilidade de horários para a participação de todos. O e-mail é também uma ferramenta assíncrona, porque independe de tempo e lugar de acesso, poderá revolucionar o processo de interação entre professores e estudantes, ele é considerado a ferramenta mais utilizada na Internet por permitir a troca de mensagens e compartilhamento de informações; o envio e recebimento de textos simples, arquivos de áudio, planilhas eletrônicas, imagens, anexos, podendo utilizar dispositivos de segurança para criptografar as mensagens. O uso do e-mail é praticamente o ponto de partida para a comunicação entre professor e alunos e, entre os próprios alunos, mesmo quando utilizado em cursos presenciais. O professor pode, através de e-mails, esclarecer dúvidas dos alunos, solicitar sua participação em alguma atividade específica, encaminhar informações, receber atividades realizadas por eles. Por fim citamos a wiki como ferramenta de grande potencial para a participação colaborativa entre os alunos. Através dela todos podem realizar pesquisas e trocas de experiências e conhecimentos. A partir de um determinado tema lançado pelo professor especialista os participantes são convidados a postar suas colaborações que devem dialogar entre si com o desafio de tecer um texto coletivo. "A importância da mediação de alguém mais experiente ficou evidente. O docente, muitas vezes, é a pessoa ideal neste caso. Todavia, há situações em que a intervenção de um colega é mais eficiente no processo de ensino-aprendizagem." (CAPELLARO, p 2, 2011).

A eficácia das ferramentas interativas no EaD ocorre quando se enfatiza que o essencial não é a tecnologia, mas um novo estilo de pedagogia sustentado por uma modalidade comunicacional que supõe interatividade, isto é, participação, cooperação e multiplicidade de conexões entre informações e atores envolvidos.

Mais do que nunca, o professor está desafiado a modificar sua comunicação em sala de aula e na educação, pois atuar no EaD não é uma tarefa simples, demanda conhecimento tanto das especificidades desta modalidade de ensino quanto das ferramentas disponíveis para produção e gerenciamento do curso.

Referências Bibliográficas:

CAPELLARO, Jacqueline Leire Roepke. EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E APRENDIZAGEM COOPERATIVA: INCOMPATIBILIDADE OU POSSIBILIDADE? Indaia - SC - Maio 2011

Concepções de Aprendizagem e o uso da tecnologia na Educação a Distância: Das Máquinas de Ensinar ao Conceito de Aprendizagem Colaborativas. disponível em: www.gente.eti.br/site/attachemts/042_CONCEPAPREUDEAD.pdf

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

EDUCADOR COMO INTELECTUAL E EDUCAÇÃO ENQUANTO PRÁTICA SOCIAL TRANSFORMADORA




EDUCADOR COMO INTELECTUAL E EDUCAÇÃO ENQUANTO PRÁTICA SOCIAL TRANSFORMADORA


(1) AMADA MARIANA COSTA DE MELO
(2) ELINEIDE SCOPEL LAPORTI LADISLAU
(3) RÓBISON PIMENTEL GARCIA


 

A – Formação docente, alinhando teoria e prática: as práticas pedagógicas encontradas frente os desafios impostos pelas realidades retratadas.
Na formação dos professores, é necessário, para que sejam profissionais da área da educação, que haja um currículo dos conteúdos. Quando nós, enquanto alunos, realizamos o estágio na escola, imaginamos encontrar uma escola prazerosa e democrática. Porém, na realidade, nos deparamos com uma realidade bem diferente da que imaginamos; encontramos uma escola com diversos problemas, como por exemplo, violência, indisciplina, entre outras. Infelizmente, as escolas públicas estão nessa situação. Ainda serão necessárias muitas mudanças para alcançarmos a escola democrática.
“[...] ao desenvolverem um currículo formal com conteúdos e atividades de estágios, distanciados da realidade das escolas, numa perspectiva burocrática [...].” (PIMENTA, 1997, p.5).

B – Postura do Educador diante da sociedade atual: atitude reflexiva dos professores.
Ensinar, em qualquer nível de ensino, continua sendo um desafio, principalmente devido a questões como: conteúdos extensos e, pouco tempo em sala de aula, necessidade dos alunos atentos ao conteúdo proposto, excesso de alunos em sala de aula. Isso sem falar que os alunos chegam ao ensino médio, despreparados em enfrentar os conteúdos a serem ministrados, sem a base devida, e enfrentam muitas dificuldades para acompanhar os conteúdos, trazendo mais desafios para o professor.
A relação do educador com o educando, assim como destes com o ambiente escolar deve ser uma relação prazerosa, alegre e agradável. É necessário o estímulo do professor de forma que desperte o interesse do aluno para aprender a ser, conviver, se relacionar e ser um cidadão consciente de sua atitude nesse mundo. A educação não é feita sozinha e muito menos dentro de quatro paredes, é necessária a abertura para o entorno, para a sociedade. É necessário que haja relacionamento, que se preze pela coletividade e que haja respeito e ética com o outro. Não há pessoa tão sábia que não possa aprender e nem pessoa tão vazia que não tenha nada a ensinar.
Diante da situação atual e com tantas mudanças tecnológicas, o professor não tem condições de saber mais do que o aluno o tempo todo. Com a internet, os alunos tem acesso a diversos tipos de informações e muitas vezes confrontam com o professor, devido a isso o processo de ensino aprendizagem deve ser uma mão dupla, onde tanto professor quanto ao aluno aprendam juntos. O professor deve ter uma atitude reflexiva de que ninguém é detentor de todo o conhecimento, afinal o conhecimento muda o tempo todo. É através das relações que é possível estreitar laços e aprender com o outro de forma efetiva. É preciso eliminar o abismo que existe entre professor e o aluno, onde o professor é detentor de conhecimento e o aluno um livro em branco que precisa ser preenchido de conhecimento e que não possui nada a ensinar.

C – Postura do Educador diante da sociedade atual: a relação educador x educando
Quando os professores se organizarem em debates de como melhorar a educação, programas de treinamento para os professores, mostrando a necessidade novas mudanças pedagógicas na educação pública, satisfazendo as necessidades do aluno em ser crítico, social e ativo no processo de ensino e aprendizagem.
As escolas públicas ensinam sobre o meio ambiente, história dos negros, formas de religião, que incorporam na vida do estudante uma visão holística no mundo em que vivem, de maneira que a maioria dos estudantes não contextualiza de forma democrática e crítica.
“[...] os professores deveriam se tornar intelectuais transformadores se quiserem educar os estudantes para serem cidadãos ativos e críticos [...]” (GIROUX, 1997).
O professor deve promover o aprendizado de forma amigável, aproveitando e explorando as características e habilidades de cada aluno de forma que floresça o que ele tem de melhor e que ele se sinta uma pessoa importante, de valor que pode contribuir com o espaço que o cerca, na sociedade, na sua cidade, no seu estado e no mundo.

D – O compromisso ético e a relação com a coletividade.
Não há necessidades de novas mudanças inovadores, mas sim adequar oportunidades para que o professor possa trabalhar em sala de aula com o aluno de maneira prazerosa e, necessidade se faz de salas de informáticas atualizadas, salas de leitura e biblioteca, salas dos professores em melhores condições e o livro em que o aluno não tem nenhum interesse em levar para a escola.
Nas escolas não existem murais para exposição dos trabalhos dos alunos. A família não participa ativamente na escola, são poucos que procuram saber sobre o andamento do aluno no ambiente educacional.
Necessidade se faz de escolas públicas democráticas e comprometidas em educar alunos nas linguagens da crítica, com iniciativa própria, conhecedor dos direitos e deveres dentro de um contexto educacional e social.
Existe a necessidade dos professores oferecerem aos alunos em serem intelectualmente livres, críticos e ativos. A existência de um clima político para que ocorram novos rumos na escola pública.
[...] “um ponto de partida para interrogar-se a função social dos professores enquanto intelectuais é ver as escolas como locais econômicos, culturais e sociais que estão inextrincavelmente atrelados às questões de poder e controle” [...] (GIROUX, 1997).
As escolas simplesmente repassam os conhecimentos de maneira objetiva e direta, não utilizam uma pedagogia crítica, formas de linguagens diferenciadas na contextualização dos conteúdos, não valorizam o conhecimento social mais amplo em relação aos valores sociais do estudante. O que podemos perceber é que existe uma disputa sobre autoridade, maneira da regulamentação da moral e do conhecimento.

E – Os desafios que essas experiências suscitam para a formação docente.
Antes de 1950, o modelo escolar era de reflexão dos conteúdos com ênfase na literatura e, as escolas eram destinadas para aqueles que seriam líderes. Após a década de 50, com a industrialização, as escolas começaram a direcionar os alunos para atender ao mercado industrial, perfazendo até a atualidade.
Às vezes os professores tem dificuldade em abordar os conteúdos de maneira motivadora. Igualitária, democrática e, prazerosa. O ensino médio considerado como o acúmulo de saberes, continua com a mesma finalidade do aluno em prosseguir seus estudos após o término do ensino médio em um curso técnico ou superior ou, iniciar no mundo do trabalho com somente a conclusão do ensino médio. Práticas direcionadas em sala com aula expositiva, contextualizada e utilizando laboratórios, facilitará aos alunos nas suas relações futuras, favorecendo em suas atividades no meio educacional e, ou no mundo do trabalho.
Os desafios para o educador alcançar uma educação típica da escola sem muros é grande, ele deve ser muito mais do que um detentor de conhecimento, ele deve ter interesse em aprender de tudo, ser motivado, confiante, autônomo e também ousado. Deve haver quebra de paradigmas para que se saia da zona de conforto e ocorra a mudança do modelo de ensino formal, onde um ensina e o outro aprende, um pensa e o outro repete, um pode e o outro não pode, um manda e o outro obedece. É preciso pensar muito mais do que no seu próprio umbigo, é ter visão da sua parcela de contribuição ou destruição numa sociedade ou num mundo como um todo.
(1) - Bióloga e Mestre em Ecologia e Biomonitoramento, formada pela UFBA. Tem experiência no ensino superior. Atualmente, desempenha a função de Diretora Acadêmica da Faculdade de Ensino Superior de Linhares - FACELI.
(2) - Farmacêutica -Aracruz - ES
(3) - Engenheiro Mecânico, formado pela UFES. Experiência na área de siderurgia, ensino fundamental, técnico e superior. Atualmente desempenho a função de professor de Física SEDU-ES, nos municípios de Vila Velha e Cariacica - ES e, curso técnico mecânico.

Referências Bibliográficas
GIROUX, Henry A. Os professores como intelectuais, rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Tradução de Daniel Bueno, Porto Alegre, Artes Médicas, cap 9 (p. 157 – 163). 1997.
PALESTRA DE VIVIANE MOSÉ O que a escola deveria aprender antes de ensinar. CPLF cultura. Café Filosófico: A educação por Viviane Mosé. Local Brasil, 2013, 49 min.
PIMENTA, Selma G. Formação de professores – saberes da docência do professor. Revista Nuances, volume III, setembro de 1997.

domingo, 15 de novembro de 2015

O FRACASSO DO MODELO TRADICIONAL NA EDUCAÇÃO E, PERSPECTIVAS DE MUDANÇAS








1 - Comentários sobre os motivos do fracasso do modelo tradicional na educação (criticado por Viviane Mosé), argumentando com suas percepções pessoais.
Ensinar no ensino médio continua sendo um desafio, principalmente devido a: conteúdos extensos, pouco tempo em sala de aula, necessidade dos alunos atento ao conteúdo proposto, excesso de alunos em sala de aula. Considerando que os alunos chegam ao ensino médio, despreparados em enfrentar os conteúdos a serem ministrados.
Às vezes os professores tem dificuldade em abordar os conteúdos de maneira motivadora. Igualitária, democrática e, prazerosa. O ensino médio considerado como o acúmulo de saberes, continua com a mesma finalidade do aluno em prosseguir seus estudos após o término do ensino médio em um curso técnico ou superior ou, iniciar no mundo do trabalho com somente a conclusão do ensino médio. Práticas direcionadas em sala com aula expositiva, contextualizada e utilizando laboratórios virtuais, facilitará aos alunos nas suas relações futuras, favorecendo em suas atividades no meio educacional e, ou no mundo do trabalho.
Viviane Mosé em seus comentários sobre o que a escola deve aprender antes de ensinar. Mostra que a escola é um fato de alienação, os alunos aprendem a produzir informação para o mundo do trabalho com, repetição e não criação de conteúdo, um espaço isolado da sociedade e em quatro paredes. O aluno passa a maior parte do tempo em elaborar os trabalhos mandados e, não são preparados para uma liderança, principalmente nos trabalhos escolares.
Antes de 1950, o modelo escolar era de reflexão dos conteúdos com ênfase na literatura e, as escolas eram destinadas para aqueles que seriam líderes. Após a década de 50, com a industrialização, as escolas começaram a direcionar os alunos para atender ao mercado industrial, perfazendo até a atualidade.
Mosé ainda comenta que “O conhecimento é abstrato, o professor desenha uma planta no quadro para explicar sobre detalhes de sua formação e, não abre a janela da sala para ver uma planta como exemplo”.
PALESTRA DE VIVIANE MOSÉ O que a escola deveria aprender antes de ensinar. CPLF cultura. Café Filosófico: A educação por Viviane Mosé. Local Brasil, 2013, 49 min.






2 - Comentários sobre a relação entre crise da educação e crise planetárias (ambiental ou de outra ordem), dentro da perspectiva (argumentação) adotada pela filosofa .
Algumas pessoas argumentam que a educação esta em crise e, Viviane Mosé argumenta que, como praticar pedagogia crítica, se não temos condições ideais de ensino nas escolas públicas e, a escola deveria ter capacidade de preparar o aluno em ser crítico, ativo e correr risco.
A escola não esta em crise, nela existe uma evolução permanente, duradoura e sem fim. Sempre existirá algo novo a ser realizado, moldado e, com novas estruturas direcionadas no processo ensino e aprendizagem. A escola estará sempre em transformação. Como exemplo de foco inovador na educação é sobre o meio ambiente, os quais estão sempre em debate no meio educacional, principalmente quando há problemas relacionados à crise da água e a poluição no meio ambiente, como poderemos observar sobre o desastre ecológico ocorrido recentemente na bacia do rio doce entre os estados de Minas Gerais e o Espírito Santo no nosso país.

PALESTRA DE VIVIANE MOSÉ O que a escola deveria aprender antes de ensinar. CPLF cultura. Café Filosófico: A educação por Viviane Mosé. Local Brasil, 2013, 49 min.

EDUCAÇÃO COMO ESFERA PÚBLICA E O PAPEL DO DOCENTE







Educação como esfera pública e o papel do docente


As escolas públicas no Brasil exercem o papel de educar o aluno principalmente no ensino médio ou, para um curso superior ou, o mercado de trabalho e de uma maneira abstrata. Não existem compromissos sociais com a educação do aluno, em orientá-lo para o mercado do trabalho, simplesmente existem atividades isoladas, mostrando que no mundo do trabalho os alunos entrarão como aprendizes, ajudantes ou atividades designadas de subemprego.
Os alunos após o ensino médio, não foram treinados para ocupar uma determinada função específica, simplesmente são inseridos em uma atividade qualquer no meio empresarial sem nenhuma orientação escolar.
Os professores poderiam se manifestar para que os estudantes sejam críticos nas injustiças econômicas, políticas e sociais. Uma luta para aperfeiçoar o caráter democrático como cidadão. Uma prática em sala de aula, formando cidadãos sociais, ativos e críticos nos meios educacionais e no meio social. Mostrar para o aluno, que tem capacidade de entender a realidade em que vivem e pensar novas ideias sobre o desenvolvimento para uma sociedade melhor.
Os currículos dos conteúdos do ensino médio são distanciados para o mundo do trabalho. Nas escolas públicas no Brasil existe um controle burocrático e distanciado da realidade educacional, comparado com as escolas particulares.
O papel do educador é ser reflexivo, que os alunos desenvolvam conhecimentos e habilidades, construindo seus conhecimentos de maneira crítica, dinâmica, dentro de uma realidade social vivenciada pelo aluno.



Referências Bibliográficas
GIROUX, Henry A. Os professores como intelectuais, rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Tradução de Daniel Bueno, Porto Alegre, Artes Médicas, cap 9 (p. 157 – 163). 1997.
PALESTRA DE VIVIANE MOSÉ O que a escola deveria aprender antes de ensinar. CPLF cultura. Café Filosófico: A educação por Viviane Mosé. Local Brasil, 2013, 49 min.
PIMENTA, Selma G. Formação de professores – saberes da docência do professor. Revista Nuances, volume III, setembro de 1997.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

MAPAS CONCEITUAIS E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA.

MAPAS CONCEITUAIS E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA.

1 INTRODUÇÃO
O ser humano, cada vez mais melhora a qualidade de seu trabalho e, a educação não poderia ficar esquecida, principalmente em uma maneira diferente de atuar em sala de aula, tanto para o professor como para o aluno.
Este texto procura refletir sobre um método, com possibilidade de complementar os modelos tradicionais de ensino, principalmente quando o aluno alcança o final do período letivo, onde já tem assimilado os conteúdos de físicas oferecidos durante quase todo o ano e, é a utilização de mapas conceituais. Os mapas conceituais são utilizados em qualquer processo de ensino e, na física é colocado como uma maneira diferenciada em como organizar um conhecimento e seus tópicos para os alunos e professores, a partir de uma determinada abordagem em sala de aula. Deveremos mostra também nesse texto que, novos conhecimentos adquiridos, necessitam de conceitos já identificados, no que chamamos de uma aprendizagem significativa.  
2 MAPAS CONCEITUAIS
Os mapas conceituais é uma maneira de organizar o conhecimento em forma de organograma. Se existe um determinado assunto e com divisões em vários tópicos, sendo todos os tópicos relacionados ao assunto principal. Poderemos elaborar mapas conceituais utilizando caixas adesivas e, no seu interior, escrever o assunto principal e em outras caixas adesivas, os seus tópicos, fazendo as ligações das caixas por meio de linhas, identificando assim um mapa conceitual, designado também como uma rede de comunicação, podendo existir ligações com todos os tópicos, além da ligação principal com o assunto proposto.
Mapas conceituais são estratégias para facilitar a aprendizagem significativa e um meio para analisar o conteúdo curricular. Utilizado tanto no ensino presencial como no ensino a distância. Nas avaliações dos alunos quando comparados com os mapas de cada um ou referencial na elaboração de uma prova.
Moreira (1992), no resumo do texto comenta que “Mapas conceituais são apresentados como instrumentos potencialmente úteis no ensino, na avaliação de aprendizagem e na análise do conteúdo curricular”.
[...] Diagramas que indicam relações entre conceitos. [...] diagramas hierárquicos que procuram refletir a organização conceitual de uma disciplina ou de parte dela. Ou seja, sua existência deriva da estrutura conceitual de uma disciplina. [...] diagramas bidimensionais que procuram mostrar relações hierárquicas entre conceitos de uma disciplina e que derivam sua existência da própria estrutura conceitual da disciplina. (MOREIRA, p.2 1992).

Conforme Moreira comenta, mapas conceituais podem ser utilizados em toda uma disciplina ou um tópico específico. Cada pessoa tem uma visão diferente de algum conceito na montagem de um mesmo tópico em uma mesma disciplina, mas a estrutura do mapa conceitual deverá permanecer a mesma.
Evitar utilizar setas no mapa conceitual, somente linhas são necessárias, poderá utilizar equações (fórmulas físicas) como conexão entre dois conceitos e, ou no final de um conceito. As setas utilizadas nas linhas de um mapa conceitual, identificando-o como um fluxograma.
Como exemplo na figura 1, temos um mapa conceitual. Nele poderemos relacionar a termodinâmica com o calor e a temperatura, sendo o calor utilizado para produzir trabalho e energia e, a temperatura relacionada com as escalas termométricas.


Falta colocar a imagem de uma mapa conceitual.


Figura 1 – Exemplo de um mapa conceitual
No mapa conceitual não deveremos utilizar o processo de uma atividade. Um exemplo é sobre a temperatura, escrever somente temperatura, e não tentar explicar que a temperatura é medida em grau Celsius, podendo também existir outras unidades de medidas de temperatura. Utilizar somente o conceito temperatura, calor, termodinâmica, trabalho, energia e escalas termométricas e, ordenar sempre de cima para baixo, podendo existir relações cruzadas entre conceitos, como exemplo a luz pode ser relacionada com velocidade e, o veículo também com a velocidade.
Como outro exemplo, poderemos citar que, para captar o conhecimento de calorimetria e utilizando a fórmula do cálculo da quantidade de calor, Q=m.c.∆t, deveríamos primeiro conhecer as escalas termométricas e o calor específico de uma substância, sendo que calorimetria no primeiro plano do mapa e as escalas termométricas e o calor específico logo abaixo e, no final do mapa conceitual colocar a fórmula física Q=m.c.∆t, não é muito recomendado, mas alguns alunos e professores utilizam colocar a fórmula física nos mapas conceituais.
3 APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
Aprendizagem significativa foi definida por David Ausubel (1963) como o indivíduo adquirir novos conhecimentos em relação com os conhecimentos que já adquiriram. As novas informações adquiridas necessitam dos conceitos já disponíveis.
Em um dos textos propostos para a leitura, comenta sobre a aprendizagem significativa: Um conceito subjacente. Não se fala mais em: Estímulo, resposta, reforço positivo, objetivos operacionais, instrução programada e tecnologia educacional (não de significados). Atualmente é a aprendizagem significativa, mudança conceitual e construtivismo. Significativa no sentido de uma maneira não arbitrária (AUSUBEL, p.58 1963) e construtivismo como o desenvolvimento da inteligência das ações mútuas entre o indivíduo e o meio.
Conhecimentos especificamente relevantes e, Ausubel chama de subsunçores e, o conhecimento prévio é importante para os novos conhecimentos.
No texto proposto para a leitura, Caballero mostra as diferentes maneiras de interpretar a aprendizagem significativa como:
Podemos imaginar a construção cognitiva em termos dos subsunçores de Ausubel, dos esquemas de (ação) assimilação de Piaget, da internalização de instrumentos e signos de Vygotsky, dos construtos pessoais de Kelly ou dos modelos mentais de Johnson-Laird. Creio que em qualquer destas teorias tem sentido falar em aprendizagem significativa. (CABALLERO P.14 1997)
Caballero faz comentário que qualquer dessas teorias citadas anteriormente, tem sentido em falar em aprendizagem significativa. Não vê problema em:
[...] pensar que o resultado da equilibração majorante é uma aprendizagem significativa ou que a conversão de relações pessoais em processos mentais, mediada por instrumentos e signos e via interação social, resulte em aprendizagem significativa. Também não vejo dificuldade em interpretar como aprendizagem significativa a construção de modelos mentais ou de construtos pessoais; tanto uns como outros implicam dar significados a eventos ou objetos. (CABALLERO P.14 1997)
“Os conceitos chave da teoria de Piaget (1971, 1973, 1977) são assimilação, acomodação, adaptação e equilibração. A assimilação designa o fato de que é do sujeito a iniciativa na interação com o meio.” (CABALLERO p.15 1977)
Podemos dizer que um ensino para ser motivo de boas interpretações, deverá ser construtivista e promover mudanças conceituais, facilitando assim a aprendizagem significativa.
4 CONCLUSÃO
Joseph Novak divulgou a teoria de aprendizagem significativa, modificando o foco de estímulos com resposta e reforço positivo para: aprendizagem significativa, mudança conceitual e construtivismo.
Aprendizagem significativa é a interação de uma informação nova com uma já existente. Joseph Novak desenvolveu na década de 70 a teoria a respeito dos mapas conceituais, são definidos como representações gráficas semelhantes a um fluxograma ou a um diagrama, com linhas de ligações entre os temas e não são utilizadas setas nas linhas, sendo as ligações de cima para baixo, podendo existir ligações laterais entre os temas apresentados. Os mapas conceituais ajudam na organização dos pensamentos sobre determinado conhecimento adquirido pelo aluno ou, a ser ministrado em sala de aula pelo professor.

Referências Bibliográficas
AUSUBEL, D.P The psychology of meaningful verbal learning. New York, Grune and Stratton. (1963).
AUSUBEL, D.P.; NOVAK, J.D. e HANESIAN, H. (1980). Psicologia educacional. Rio de Janeiro, Interamericana. Tradução para português.
CABALLERO M. A., Rodriguez, M. L. Actas Del encuentro internacional sobre El aprendizaje significativo. Burgos, España PP. 19-44. 1997.
MOREIRA M. A. Mapas conceituais no ensino de física. Porto Alegre: Instituto de Física – UFRGS. 44p: il (textos de apoio ao professor de física, no. 3). (1992).
MOREIRA, M. A., VEIT E. A. Aprendizagem significativa em mapas conceituais. 55p; V.24 n.6 (texto de apoio ao professor de física, v.24 n.6, 2013) Instituto de física UFRGS. Programa de pós-graduação em ensino de física. Mestrado profissional em ensino de física.
NOVAK, J.D. y GOWIN, D.B. Aprendiendo a aprender. Barcelona, Martínez Roca. (1988). Traducción al español del original Learning how to learn.
NOVAK, J. D. Uma teoria da educação. São Paulo: Pioneira. Trad. de M. A. Moreira. 252 p. (1980).

PIAGET, J. Psicologia da inteligência. Rio de Janeiro, Zahar Editores. (1977).