EDUCADOR COMO INTELECTUAL E EDUCAÇÃO ENQUANTO PRÁTICA SOCIAL TRANSFORMADORA
(1) AMADA MARIANA COSTA DE MELO
(2) ELINEIDE SCOPEL LAPORTI
LADISLAU
(3) RÓBISON PIMENTEL GARCIA
A
– Formação docente, alinhando teoria e prática: as práticas pedagógicas
encontradas frente os desafios impostos pelas realidades retratadas.
Na formação dos
professores, é necessário, para que sejam profissionais da área da educação, que
haja um currículo dos conteúdos. Quando nós, enquanto alunos, realizamos o
estágio na escola, imaginamos encontrar uma escola prazerosa e democrática.
Porém, na realidade, nos deparamos com uma realidade bem diferente da que
imaginamos; encontramos uma escola com diversos problemas, como por exemplo,
violência, indisciplina, entre outras. Infelizmente, as escolas públicas estão
nessa situação. Ainda serão necessárias muitas mudanças para alcançarmos a escola
democrática.
“[...] ao
desenvolverem um currículo formal com conteúdos e atividades de estágios, distanciados
da realidade das escolas, numa perspectiva burocrática [...].” (PIMENTA, 1997,
p.5).
B
– Postura do Educador diante da sociedade atual: atitude reflexiva dos
professores.
Ensinar, em
qualquer nível de ensino, continua sendo um desafio, principalmente devido a
questões como: conteúdos extensos e, pouco tempo em sala de aula, necessidade
dos alunos atentos ao conteúdo proposto, excesso de alunos em sala de aula. Isso
sem falar que os alunos chegam ao ensino médio, despreparados em enfrentar os
conteúdos a serem ministrados, sem a base devida, e enfrentam muitas
dificuldades para acompanhar os conteúdos, trazendo mais desafios para o
professor.
A relação do
educador com o educando, assim como destes com o ambiente escolar deve ser uma
relação prazerosa, alegre e agradável. É necessário o estímulo do professor de
forma que desperte o interesse do aluno para aprender a ser, conviver, se
relacionar e ser um cidadão consciente de sua atitude nesse mundo. A educação
não é feita sozinha e muito menos dentro de quatro paredes, é necessária a
abertura para o entorno, para a sociedade. É necessário que haja
relacionamento, que se preze pela coletividade e que haja respeito e ética com
o outro. Não há pessoa tão sábia que não possa aprender e nem pessoa tão vazia
que não tenha nada a ensinar.
Diante da situação
atual e com tantas mudanças tecnológicas, o professor não tem condições de
saber mais do que o aluno o tempo todo. Com a internet, os alunos tem acesso a
diversos tipos de informações e muitas vezes confrontam com o professor, devido
a isso o processo de ensino aprendizagem deve ser uma mão dupla, onde tanto
professor quanto ao aluno aprendam juntos. O professor deve ter uma atitude
reflexiva de que ninguém é detentor de todo o conhecimento, afinal o
conhecimento muda o tempo todo. É através das relações que é possível estreitar
laços e aprender com o outro de forma efetiva. É preciso eliminar o abismo que
existe entre professor e o aluno, onde o professor é detentor de conhecimento e
o aluno um livro em branco que precisa ser preenchido de conhecimento e que não
possui nada a ensinar.
C
– Postura do Educador diante da sociedade atual: a relação educador x educando
Quando os
professores se organizarem em debates de como melhorar a educação, programas de
treinamento para os professores, mostrando a necessidade novas mudanças
pedagógicas na educação pública, satisfazendo as necessidades do aluno em ser
crítico, social e ativo no processo de ensino e aprendizagem.
As escolas públicas
ensinam sobre o meio ambiente, história dos negros, formas de religião, que
incorporam na vida do estudante uma visão holística no mundo em que vivem, de
maneira que a maioria dos estudantes não contextualiza de forma democrática e
crítica.
“[...] os
professores deveriam se tornar intelectuais transformadores se quiserem educar
os estudantes para serem cidadãos ativos e críticos [...]” (GIROUX, 1997).
O professor deve
promover o aprendizado de forma amigável, aproveitando e explorando as
características e habilidades de cada aluno de forma que floresça o que ele tem
de melhor e que ele se sinta uma pessoa importante, de valor que pode
contribuir com o espaço que o cerca, na sociedade, na sua cidade, no seu estado
e no mundo.
D
– O compromisso ético e a relação com a coletividade.
Não há necessidades
de novas mudanças inovadores, mas sim adequar oportunidades para que o
professor possa trabalhar em sala de aula com o aluno de maneira prazerosa e,
necessidade se faz de salas de informáticas atualizadas, salas de leitura e
biblioteca, salas dos professores em melhores condições e o livro em que o
aluno não tem nenhum interesse em levar para a escola.
Nas escolas não
existem murais para exposição dos trabalhos dos alunos. A família não participa
ativamente na escola, são poucos que procuram saber sobre o andamento do aluno
no ambiente educacional.
Necessidade se faz
de escolas públicas democráticas e comprometidas em educar alunos nas
linguagens da crítica, com iniciativa própria, conhecedor dos direitos e
deveres dentro de um contexto educacional e social.
Existe a
necessidade dos professores oferecerem aos alunos em serem intelectualmente
livres, críticos e ativos. A existência de um clima político para que ocorram
novos rumos na escola pública.
[...] “um ponto de
partida para interrogar-se a função social dos professores enquanto
intelectuais é ver as escolas como locais econômicos, culturais e sociais que
estão inextrincavelmente atrelados às questões de poder e controle” [...]
(GIROUX, 1997).
As escolas
simplesmente repassam os conhecimentos de maneira objetiva e direta, não
utilizam uma pedagogia crítica, formas de linguagens diferenciadas na
contextualização dos conteúdos, não valorizam o conhecimento social mais amplo
em relação aos valores sociais do estudante. O que podemos perceber é que existe
uma disputa sobre autoridade, maneira da regulamentação da moral e do
conhecimento.
E
– Os desafios que essas experiências suscitam para a formação docente.
Antes
de 1950, o modelo escolar era de reflexão dos conteúdos com ênfase na
literatura e, as escolas eram destinadas para aqueles que seriam líderes. Após
a década de 50, com a industrialização, as escolas começaram a direcionar os
alunos para atender ao mercado industrial, perfazendo até a atualidade.
Às vezes os
professores tem dificuldade em abordar os conteúdos de maneira motivadora.
Igualitária, democrática e, prazerosa. O ensino médio
considerado como o acúmulo de saberes, continua com a mesma finalidade do aluno
em prosseguir seus estudos após o término do ensino médio em um curso técnico
ou superior ou, iniciar no mundo do trabalho com somente a conclusão do ensino
médio. Práticas direcionadas em sala com aula expositiva, contextualizada e
utilizando laboratórios, facilitará aos alunos nas suas relações futuras,
favorecendo em suas atividades no meio educacional e, ou no mundo do trabalho.
Os
desafios para o educador alcançar uma educação típica da escola sem muros é
grande, ele deve ser muito mais do que um detentor de conhecimento, ele deve
ter interesse em aprender de tudo, ser motivado, confiante, autônomo e também
ousado. Deve haver quebra de paradigmas para que se saia da zona de conforto e
ocorra a mudança do modelo de ensino formal, onde um ensina e o outro aprende,
um pensa e o outro repete, um pode e o outro não pode, um manda e o outro
obedece. É preciso pensar muito mais do que no seu próprio umbigo, é ter visão
da sua parcela de contribuição ou destruição numa sociedade ou num mundo como
um todo.
(1) - Bióloga e Mestre em Ecologia e Biomonitoramento, formada pela UFBA. Tem experiência no ensino superior. Atualmente, desempenha a função de Diretora Acadêmica da Faculdade de Ensino Superior de Linhares - FACELI.
(2) - Farmacêutica -Aracruz - ES
(3) - Engenheiro Mecânico, formado pela UFES. Experiência na área de siderurgia, ensino fundamental, técnico e superior. Atualmente desempenho a função de professor de Física SEDU-ES, nos municípios de Vila Velha e Cariacica - ES e, curso técnico mecânico.
(2) - Farmacêutica -Aracruz - ES
(3) - Engenheiro Mecânico, formado pela UFES. Experiência na área de siderurgia, ensino fundamental, técnico e superior. Atualmente desempenho a função de professor de Física SEDU-ES, nos municípios de Vila Velha e Cariacica - ES e, curso técnico mecânico.
Referências
Bibliográficas
GIROUX,
Henry A. Os professores como
intelectuais, rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Tradução de
Daniel Bueno, Porto Alegre, Artes Médicas, cap 9 (p. 157 – 163). 1997.
PALESTRA
DE VIVIANE MOSÉ O que a escola deveria
aprender antes de ensinar. CPLF cultura. Café Filosófico: A educação por
Viviane Mosé. Local Brasil, 2013, 49 min.
PIMENTA, Selma G.
Formação de professores – saberes da
docência do professor. Revista Nuances, volume III, setembro de 1997.



