quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Plano de aula


 
PLANO DE AULA
 
 
TEMA: Comportamento térmico dos gases.
 
 
TURMA:  2º ano do ensino médio (colocar o nome da escolar)
PROF: Róbison Pimentel Garcia
 
OBJETIVOS
GERAL: Analisar por meio de uma fórmula física o comportamento térmico dos gases.
ESPECÍFICOS:
  • Verificar a relação entre a pressão, volume e temperatura.
  • Relacionar a pressão, volume e temperatura.
  • Apresentar cálculos sobre a pressão, volume e temperatura.
CONTEÚDOS
  • Noções gerais sobre a pressão, volume, temperatura e a gravidade.
  • Grandezas e medidas da pressão, volume, temperatura e a gravidade.
  • Fórmula básica do estudo dos gases.
  • O valor da gravidade no nível do mar é 9,81 m/s2 e a influência dos valores com relação à posição e movimentos dos gases em um ambiente.
METODOLOGIA DE ENSINO
  • Aula expositiva sobre o pressão, volume, temperatura e a gravidade.
  • Exercícios sobre o cálculo da pressão, volume e temperatura, fornecendo valores.
  • Mostrar que no estudo dos gases a pressão, volume e temperatura são calculados em função das variações previstas no ambiente em que se encontram.
  • Debater com os alunos o resultado encontrado nos exercícios propostos.
  • Informar aos alunos que a utillização das unidades de medidas utilizadas são importantes nos cálculos da pressão, volume e temperatura.
  • Simular a variação dos valores da pressão, volume e temperatura, utilizando o software “sofisica” no laboratório de informática.
  • Contextualizar sobre a utilização da pressão, volume e temperatura, no meio social e nos ambientes de trabalho.
AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM
  • Após a elaboração das atividades em sala de aula, o aluno deverá responder algumas perguntas sobre como são elaborados os cálculos da pressão, volume e temperatura.
  • Avaliação final na última aula com exercícios do cálculo da pressão, volume e temperatura, fornecendo valores diferentes dos propostos ems ala de aula.
RECURSOS NECESSÁRIOS
REFERÊNCIAS

·         Básica: GASPAR, Alberto. Física, volume único / Alberto Gaspar, ilustradores Sidnei Moura, Exata: Paulo Manzi. 1ª Ed. São Paulo: Ática, 2014.
·         Complementar: software www.sofisica.com.br
 

 

Problematização, contextualização e uma sequência didática na utilização dos laboratórios virtuais no ensino de física no ensino médio.


 
 
PROBLEMATIZAÇÃO, CONTEXTUALIZAÇÃO E UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA NA UTILIZAÇÃO DOS LABORATÓRIOS VIRTUAIS NO ENSINO DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO.
 
 
Em uma atividade no meio educacional de problematização, contextualização e de uma sequência didática na utilização dos laboratórios virtuais no ensino de Física no ensino médio, consideramos o planejamento importante nesse processo de ensino e aprendizagem e, planejar é definido como o que, quando, onde, quem e como fazer uma determinada atividade, auxiliando na execução das etapas previstas e facilitando o acompanhamento, com possibilidade de controlar os desvios durante o ensino e reflexões dos estudos apresentados em sala de aula. No planejamento podem definir as atividades, os recursos, a data prevista e o responsável pela execução. Na educação, o professor conhecendo como são as técnicas para elaborar um planejamento escolar como os objetivos, conteúdos, procedimentos metodológicos, recursos e por fim as avaliações e, de posse de seu plano de curso (contendo todo o conteúdo do ano, elaborado no início do período letivo), o professor com conhecimento de sua vivência educacional, terá êxito na elaboração de um planejamento de uma determinada aula com a elaboração do plano de aula, sendo o envolvimento nesse processo somente o professor, pincipalmente quando há possibilidade de utilizar um laboratório virtual como meio de complementar os ensinamentos previstos para o ensino de Física.
 
O ensino médio considerado como o acúmulo de saberes, continua com a mesma finalidade do aluno em prosseguir seus estudos após o término do ensino médio, em um curso técnico ou superior ou, iniciar no mundo do trabalho com somente a conclusão do ensino médio. Práticas direcionadas em sala de aula utilizando aulas expositivas e laboratórios virtuais, facilitará aos alunos nas suas relações futuras, favorecendo em suas atividades no meio educacional e, ou no meio produtivo.
A problematização e a contextualização de um tema após um plano de aula, poderá envolver três momentos pedagógicos como a problematização inicial, organização do conhecimento e sua aplicação no ensino de Física do ensino médio e, é importante no processo de ensino e aprendizagem. Para essa atividade de problematização e contextualização com a utilização de laboratório virtual, partiremos de um plano de aula e, no nosso caso será exemplificado sobre o comportamento térmico dos gases, conhecido também como as propriedades dos gases, conteúdo ministrado no segundo ano do ensino médio, conforme é mostrado a seguir.

 
PLANO DE AULA
 
 
TEMA: Comportamento térmico dos gases.
 
 
TURMA:  2º ano do ensino médio da EEEFM Coronel Olímpio Cunha (turma da manhã)
 
OBJETIVOS
GERAL: Analisar por meio de uma fórmula física o comportamento térmico dos gases.
ESPECÍFICOS:
  • Verificar a relação entre a pressão, volume e temperatura.
  • Relacionar a pressão, volume e temperatura.
  • Apresentar cálculos sobre a pressão, volume e temperatura.
CONTEÚDOS
  • Noções gerais sobre a pressão, volume, temperatura e a gravidade.
  • Grandezas e medidas da pressão, volume, temperatura e a gravidade.
  • Fórmula básica do estudo dos gases.
  • O valor da gravidade no nível do mar é 9,81 m/s2 e a influência dos valores com relação à posição e movimentos dos gases em um ambiente.
METODOLOGIA DE ENSINO
  • Aula expositiva sobre o pressão, volume, temperatura e a gravidade.
  • Exercícios sobre o cálculo da pressão, volume e temperatura, fornecendo valores.
  • Mostrar que no estudo dos gases a pressão, volume e temperatura são calculados em função das variações previstas no ambiente em que se encontram.
  • Debater com os alunos o resultado encontrado nos exercícios propostos.
  • Informar aos alunos que a utillização das unidades de medidas utilizadas são importantes nos cálculos da pressão, volume e temperatura.
  • Simular a variação dos valores da pressão, volume e temperatura, utilizando o software “sofisica” no laboratório de informática.
  • Contextualizar sobre a utilização da pressão, volume e temperatura, no meio social e nos ambientes de trabalho.
AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM
  • Após a elaboração das atividades em sala de aula, o aluno deverá responder algumas perguntas sobre como são elaborados os cálculos da pressão, volume e temperatura.
  • Avaliação final na última aula com exercícios do cálculo da pressão, volume e temperatura, fornecendo valores diferentes dos propostos ems ala de aula.
RECURSOS NECESSÁRIOS
REFERÊNCIAS

·         Básica: GASPAR, Alberto. Física, volume único / Alberto Gaspar, ilustradores Sidnei Moura, Exata: Paulo Manzi. 1ª Ed. São Paulo: Ática, 2014.
·         Complementar: software www.sofisica.com.br
 
Após a elaboração do plano de aula, o professor poderá elaborar uma situação problema para dar mais significado ao tema, com sequências de apresentação com atividades em sala de aula e em um laboratório virtual na sala de informática, apresentando contextualização sobre o tema e, possibilitando assim, um melhor entendimento dos conceitos apresentados no ambiente educacional.
Uma sequencia de atividades propostas em sala de aula e com um planejamento propondo a utilização de uma ferramenta facilitadora de aprendizagem como o laboratório virtual, poderá obter um entendimento dos significados do conteúdo de física de melhor qualidade para o aluno, com envolvimento das realidades no cotidiano. Recorrer da utilização de fórmulas físicas sobre as atividades propostas continuam sendo uma prática na solução de exercícios de fixação e revisão dos conteúdos, com utilização de cálculos matemáticos simples na obtenção dos resultados finais.
Esta atividade tem o objetivo de identificar e elaborar um cenário de investigação entre os alunos e os professores no ensino de física, definir e identificar os conceitos em uma educação em ciência utilizando uma prática não somente em sala de aula, mas também nos laboratórios virtuais com utilização da informática.
O papel desempenhado pelos resultados da pesquisa em educação e ciências como e atividades virtuais no processo de ensino e aprendizagem poderão ser considerados como uma atividade de pesquisa.

Um caminho proposto pelo autor seria incorporar nas publicações a discussão sobre possíveis impactos educacionais, que incluiriam motivações, pretensões, implicações mesmo nos casos em que não se consiga identificar claramente o contexto de sua possível implementação. Por outro lado, o autor reconhece a complexidade desta relação e questiona o papel desempenhado pelos resultados da pesquisa em Educação em Ciências oriundos de um dado contexto diferente da realidade onde se insere a prática docente. (REZENDE, OSTERMANN, P.318 2005).

Como atividade em de estudo em sala de aula como em um laboratório virtual de aprendizagem, utilizamos o software www.sofisica.com.br no estudo do comportamento térmico dos gases, no qual mostra como o calor poderá influenciar no comportamento dos gases, podendo fornecer trabalho principalmente no meio industrial, seria uma situação problema para que o aluno possa se interessar pelo estudo proposto em sala de aula.
Poderemos citar alguns tópicos interessantes para esse estudo como: o gás, o calor, a gravidade, a pressão e as leis do gás ideal, lei de Boyle-Mariotte, lei de Charles e Gay-Lussac, lei de Charles e a equação geral dos gases.

Em sala de aula, comentar que durante décadas, vários estudiosos trabalharam no sentido de explicar como a influência da pressão, volume e temperatura, pode alterar o comportamento dos gases. Eles trabalharam em diferentes situações como a pressão e volume (processo isotérmico), pressão e temperatura (processo isométrico) e, volume e temperatura (processo isobárico), mostrando que mantendo constante a temperatura, a pressão e ou, o volume, poderemos identificar comportamentos diferentes na utilização dos gases.

Explicar que existem variedades tipos de gases como o hélio, neônio, argônio, criptônio, xenônio, oxigênio, nitrogênio, gás carbono e o vapor de água que é considerado como um gás. O gás não tem volume determinado e quase todos são invisíveis. A pressão é medida pelo manômetro e a unidade de medida é em atmosfera, o volume é o do recipiente que o contém e é medido em litros e finalmente a temperatura, medida por um termômetro e utilizado a escala termométrica kelvin.

As explicações quanto ao aumento e ou a diminuição do volume é quando o gás esta contido em um cilindro fechado com um êmbolo móvel e em outra situação quando utilizamos um recipiente totalmente rígido.

As leis dos gases são consideramos como: Lei de Boyle–Mariotte mostrando que a pressão é inversamente proporcional ao volume, com o aumento da pressão, o volume diminui em uma situação com um êmbolo móvel (PV=constante). Lei de Charles e Gay-Lussac, explica que o volume varia com o aumento da temperatura, o volume é diretamente proporcional a temperatura e nessa situação utilizamos na explicação um cilindro móvel (V/T=constante). Lei de Charles, a pressão é diretamente proporcional à temperatura, nessa situação o volume do recipiente em que se encontra o gás é rígido, não se altera com o aumento da temperatura no interior do cilindro, consequentemente a pressão interna do gás aumenta na mesma proporção (P/T=constante) e, por último temos a Equação Geral em quando a variação da pressão, volume e da temperatura são variáveis (PV/T=constante).

Após interação em sala de aula com apresentação de textos introdutórios, definições dos conceitos, relação com as leis e, alguns exercícios de aplicação com formulação de questões em grau crescente de dificuldade, o professor poderá propor experiências em laboratório virtual na sala de informática e nessa situação, utilizaremos o software www.sofisica.com.br.

Na experiência proposta no software "sofisica", e com o título propriedade dos gases, existe um recipiente com umas das paredes móveis e com indicadores da quantidade da pressão, volume e temperatura, o volume do gás indica o número de moléculas e, a velocidade em metros por segundo (m/s). Existe uma bomba no simulador para inserir o gás no recipiente móvel, sendo a pressão em atmosfera, o marcador de temperatura em kelvin. A simulação acontece quando alteração dos dados da temperatura, pressão ou volume. Quando é adicionado o calor no controle de calor do simulador, a temperatura e a pressão aumentam para um mesmo volume do gás existente no recipiente, se movimenta o volume do recipiente, aumentando o seu valor, a pressão diminui e a temperatura permanece constante. No simulador, poderemos verificar que a gravidade influencia na pressão interna do recipiente, com valores maiores da gravidade diminui a pressão e a temperatura aumenta de valor. Quando o calor é removido, a pressão e a temperatura tende a diminuir de valor.

No laboratório virtual sobre a utilização do gás, mostra que quando inserimos moléculas do gás em uma caixa fechada, verificamos o que acontece quando você altera os valores do volume indicado no visor. Adicione o calor e poderá verificar que as moléculas dos gases se movimentam e a pressão aumenta de valor, podendo influenciar os valores com relação à gravidade. Medindo os valores da pressão, temperatura e volume e alterando algum valores, isso nos mostrará que os gases podem modificar o seu comportamento conforme a influência recebida do calor no meio em que se encontra.

Poderemos alterar valores das variáveis com a fórmula física PV/T (pressão, volume e temperatura) e enumerar quais outras influências em outras propriedades dos gases, predizendo como a alteração da temperatura sobre o gás afetará a velocidade das moléculas. Poderemos observar também na experiência virtual de como a velocidade das moléculas dos gases em equilíbrio, com base nas suas massas, podem ser alterada em função da variação da temperatura no interior do recipiente.

Sobre o estudo do comportamento de um gás existem várias oportunidades de contextualização em sala de aula, como: Caldeiras a vapor, funcionamento da geladeira, do ar condicionado, o ar atmosférico no interior dos pneus e, o ar comprimido utilizado na indústria.

Na contextualização sobre caldeiras a vapor, podermos comentar que o vapor é considerado como um gás e existem aplicações na produção de trabalho. Um exemplo de aplicação, podemos citar a utilização do vapor produzido em uma caldeira a vapor. Os vapores produzidos nas caldeiras são utilizados nos movimentos das turbinas as quais são acopladas em geradores de eletricidade, como poderá ser utilizado o vapor nas indústrias têxteis e de produção do chocolate, na extração do petróleo em plataformas, nos hospitais, nos hotéis e nas grandes empresas sendo em algumas delas, com a queima de resíduos industriais nas caldeiras de vapor para a geração de energia elétrica. Mostrar que nas indústrias não poderemos utilizar diretamente uma chama no processo de produção e o vapor é de primordial importância nesse processo.

Outro momento de contextualização seria no circuito fechado da utilização de um gás em uma geladeira ou um ar condicionado, o gás refrigerante é colocado em movimento pelo compressor, fornecendo o trabalho, aumentando a pressão (P) e a temperatura (T). Para que o gás diminua a temperatura em uma mesma pressão, ele é exposto em contato com o meio ambiente, na parte de trás da geladeira, mudando de fase nessa situação no qual chamamos de condensador, passando do estado de gás para o líquido. Logo em seguida, agora como líquido, o gás passa pelo tubo capilar e com a diminuição do volume (V) diminui a temperatura e a pressão, indo em direção para o interior da geladeira onde recebe o calor do ambiente interno, mudando de fase e transformando em gás, chamado de evaporador, retornando ao compressor para o reinício de todo o processo. O gás utilizado nesse processo era o R11, R12, entre outros que utilizam o cloro, flúor e o carbono (CFC) e o gás atual recomendado nos aparelhos de refrigeração é o R 134a e, contem o hidrogênio, flúor e o carbono e não agride a camada de ozônio, quando liberado para o ar atmosférico da terra.

Mostrar que no sistema de refrigeração dos ambientes em que utilizam pessoas, ou produtos armazenados em ambientes confinados, o processo de refrigeração é o mesmo da geladeira, bastando para isso utilizar um ventilador para direcionar o ar refrigerado.

Outra situação de contextualização é sobre os movimentos dos caminhões nas estradas. No interior dos pneus, utilizam o ar atmosférico e a pressão interna é controlada por um manômetro instalado na cabine do veículo. Essa necessidade é devido ao aquecimento dos pneus durante a viagem, principalmente durante o dia com a temperatura elevada na pista de rolamento, a transmissão do calor do pneu para o ar no seu interior, faz com que a pressão aumente e consequentemente o pneu fica mais duro, transmitindo para o caminhão todos os impactos das imperfeições da pista de rolamento.

Problemas sobre a prática das ciências em sala de aula, Porlán e Rivero (1998), relata que é escassa a integração de diferentes tipos de conhecimento nos conteúdos sobre a ciência, o plano de atividades sem detalhes ou rígido e por último, uma visão e atitudes do aluno em entender ou não dos fatos apresentados.

As questões sobre a prática do professor e a pesquisa em ensino de Física e de grande importância na transmissão dos conhecimentos no ambiente escolar e,

Novos elementos para a reflexão sobre a relação entre os resultados da pesquisa acadêmica e a prática do professor, propondo o confronto entre problemas da prática pedagógica do professor de física com o que a pesquisa em ensino-aprendizagem de física tem proporcionado nos últimos anos. Esse caminho é orientado, basicamente, pelas seguintes questões: Quais são os problemas da prática pedagógica do professor de Física? Como se caracteriza o ensino e a aprendizagem de Física segundo a pesquisa em ensino de Física no Brasil no período de 2000 a 2004? Em que medida essa pesquisa responde aos problemas da prática pedagógica do professor de Física? (RESENDE, OSTERMANN, P. 319, 2005).

Os alunos tem a dificuldade em relacionar o conteúdo teórico com os fenômenos do cotidiano e, atualmente existe mais facilidade nessa comparação, devido principalmente informações nos sites educacionais, principalmente aos relacionados em experiência virtuais.

Apesar da atitude do aluno sobre a Física é negativa e, impede o desenvolvimento, o professor tenta quebrar os preconceitos, apresentando novos modelos dos conteúdos propostos em sala de aula, mostrando que no ensino de Física poderão ser apresentados conceitos simples de entender e interpretar, bastando para isso, momentos de interação e intepretação dos dados com exemplos no nosso cotidiano.

Na atualidade, com o advento da internet, os professores tem mais facilidade em exemplificar os conteúdos com as aplicações tecnológicas utilizadas no meio industrial, meio ambiente e no seu ambiente familiar, com dinâmica de grupo, interdisciplinaridade e nos laboratórios virtuais na sala de informática. Um exemplo seria a corrente elétrica, condução de eletricidade, luz, cor, relação entre força e movimento, as imagens no espelho côncavo e conceitos de calor que, no passado não eram contextualizados e atualmente existem equipamentos tecnológicos que facilitam explicar esses conceitos de Física como: Motores de combustão interna, caldeiras a vapor, óculos, binóculos, utensílios elétricos e eletrônicos utilizados no mundo atual.

Uma das maneiras de melhorar o ensino em sala de aula é o professor elaborar comentários sobre o meio ambiente em que vivem os estudantes, podendo trazer informações importantes para que o aluno possa assimilar os conceitos propostos em sala de aula, são exemplos de como obter determinadas tecnologias de utilização no seu cotidiano, que podem traduzir em interpretações facilitadoras no processo ensino e aprendizagem.  

Referências Bibliográficas

Brasil, Parâmetros curriculares nacionais: Ensino Médio (Ministério da Educação, Brasília, 1999).

Brasil, PCN+ Ensino Médio: Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais, Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias (Ministério da Educação, Brasília, 2002).

CABALLERO M. A., Rodriguez, M. L. Actas Del encuentro internacional sobre El aprendizaje significativo. Burgos, España PP. 19-44. 1997.

DELIZOICOV, Demétrio; ANGOTTI, José André. Livro de Física. (1992, p.29-31). São Paulo: Cortez, 1992.
LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez, 1995.

PORTAL DE FÍSICA (copyright@2008-2015) só física, grupo virtuous. www.sofisica.com.br/conteudos/indice.php.

PORLÃN, R.; RIVERO, A. El conocimiento de lós professores – uma prouesta formativa em El área de ciências. Sevilha: Diada Editora, 1998.

REZENDE F. OSTERMANN F. A prática do professor e a pesquisa em ensino de Física: Novos elementos para repensar essa relação. Núcleo de tecnologia educacional para a saúde UFRJ rio de Janeiro – RJ. Cad. Brás. Ens. Fis. V.22, n.3: p. 316-337, dez. 2005.
RICARDO, Elio C. e FREIRE, Janaína C. A. A concepção dos alunos sobre a Física do ensino médio: Um estudo exploratório (2006). Publicado na Revista Brasileira de ensino de Física, V. 20, M.2, p.251-266, 2007 Pesquisa em Ensino de Física.  WWW.sbfisica.org.br.

sábado, 26 de setembro de 2015

Conceito de Estágio; Relação Teoria e Prática no Estágio e o Estágio como Pesquisa.

 
 
O estágio é uma maneira de colocar o estudante com a atividade que ira exercer e, é de primordial importância a sua participação, assim, poderá verificar o que será vivenciado na realidade educacional em consonância com as teorias de ideias básicas do conhecimento adquirido durante o período conceitual preliminar.
Durante o estágio, o professor poderá ministrar aulas em várias salas para adquirir prática, cada ambiente de aula é um novo desafio, mesmo no mesmo ano do ensino e, nesse contexto, o diálogo é importante Os professores precisam recorrer ao conhecimento da área de sua especialidade no sentido de referenciar e comparar o conteúdo em sala de aula com questões, valorizando a importância do estágio. O praticante recebe orientações sobre como será realizado o processo de ensino em sala de aula, tornando-o capaz de refletir sobre o seu fazer, capacitando-o em todo o contexto escolar.
O estudante no estágio entra em contato direto com o ambiente de trabalho real em sala de aula, identificando problemas, conteúdos e maneiras diferentes de lidar com o aspecto social na convivência com o aluno no processo ensino e aprendizagem.
O estágio é a prática de uma profissão e, realizada para obter conhecimentos de caráter sócio educativo, complementar a teoria obtida durante a sua formação inicial. "Ele é sempre incompleto porque é no efetivo exercício da profissão que se aprende e se constrói as especificidades do oficio. [...] onde irão trabalhar." (LIMA, 2001, P.21).
O estágio como pesquisa pode ser considerado como a reflexão para se construir novos conhecimentos em relação à realidade das escolas, ampliando e compreendendo situações vividas e observadas na escola. "elaboração de projetos de pesquisa a serem desenvolvidos concomitantemente ou após o período de estágio" (PIMENTA E LIMA, 2004, p.51).
Existe o compromisso da escola em orientar o estudante de forma adequada sobre os procedimentos educacionais, espírito de pesquisa, ser reflexivo e participativo e às vezes poderá ser esse o seu futuro ambiente de trabalho.
Referências Bibliográficas

LIMA, Maria S. L. A formação contínua dos professores nos caminhos e descaminhos do desenvolvimento profissional. 2001. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, 2001.
LIMA, Maria S. L. Pesquisa e Prática Pedagógica IV Projeto de Estágio. SEAD/UECE 2010.
LIMA, Maria S. L. O estágio nos cursos de licenciatura e a metáfora da árvore. Santos Pesquiseduca, V.1 n.1 p.45-48, jan. jun.2009
PIMENTA, Selma G. & LIMA, Maria Socorro L. Estágio e docência, São Paulo. Cortez Editora. 2004.


A Lesgislação Brasileira da Lingua de Sinais e a Educação Bilingue



A globalização ampliou fronteiras e, novos meios de comunicação surgiram no longo do tempo, mostrando que as diferenças culturais estão mais acentuadas e a intolerância e o desrespeito às essas diferenças culturais nos mostra que o homem vem desenvolvendo a capacidade de conviver, principalmente no que diz respeito aos portadores de deficiência auditiva.

Nós professores, precisamos recorrer ao conhecimento da área de sua especialidade no sentido de referenciar e comparar o conteúdo em sala de aula com questões valorizando o respeito aos portadores de surdez, não importando sobre a sua origem, lembrando que a diversidade da nossa nação Brasileira é composta de índios, negros, orientais, brancos e mestiços.

Quando citar exemplos dos conteúdos escolares em salas de aulas, lembrar que existem pessoas que tem dificuldades em ouvir o que é mostrado durante as aulas, procurar também comunicar não somente por intermédio de palavras, mas também por imagem estabelecida pelas mãos, corpo e principalmente pela expressão facial, procurar postar de frente da pessoa com deficiência auditiva, para que possa existir uma melhor visualização do que se pretende ensinar.

"Reconhecendo-se a importância de o espaço escolar ser utilizado para fortalecer e dar voz aos grupos oprimidos na sociedade, impõe-se como tarefa primordial dos educadores trabalharem no sentido de reverter essa tendência histórica presente na escola, construindo um projeto pedagógico que expresse e dê sentido democrático à diversidade cultural." (SANTOS; LOPES, 2011, p.36).

Na atualidade e, em todo o mundo, existem leis e princípios democráticos, mostrando que o surdo é uma pessoa normal como qualquer outra, sendo provida de todos os outros sentidos e, capacidade de aprender como qualquer outro ser humano.

"[...] a fala é o privilégio do homem, o único e correto veículo de pensamento, a dádiva divina, da qual foi dito verdadeiramente: a fala é a expressão da alma, como a alma é a expressão do pensamento vivo." (STROBEL, 2008, p.50).

No passado, os surdos eram considerados como pessoas divinas e em outros períodos da história no mundo como pecadores e desprovidos de inteligência humana.
Os surdos foram rotulados como preguiçosos, eram inertes a língua oral e, existiam situações que eram condenados à morte.
Em outros momentos da história no mundo, os desprovidos de audição eram alfabetizados por meio de sinais e em outras ocasiões, condenados a não se comunicarem, principalmente no processo ensino e aprendizagem.

A seguir, temos algumas datas importantes sobre a utilização da língua de sinais no Brasil.

1855 - No Brasil, os surdos eram ignorados, sem direitos civis e ineducáveis. D. Pedro II convida o professor Francês Eduad Huet, especialista em língua de sinais. É inaugurada a primeira escola de surdos em nossa nação, tanto que em 1957 fundou-se o Instituto de Educação dos Surdos – INES, na cidade do Rio de Janeiro e, o alfabeto dos surdos era de origem Francesa.

1977 - Cria-se a Federação Nacional de Educação e Integração dos Deficientes Auditivos – FENEIDA, na cidade do Rio de Janeiro.

1984 - Funda-se a Confederação Brasileira de Desportos dos Surdos – CBDS, na cidade de São Paulo.

1987 - No Rio de Janeiro, funda-se a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos - FENEIS, com nova estruturação da extinta FENEIDA.

1996 - Foi o início do projeto de lei em parceria com a FENEIS, sobre o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais.

1997 - Foi ao ar na televisão um recurso “closed caption” no qual mostra na parte inferior da tela, uma pessoa fazendo ao mesmo tempo da fala do locutor, com a língua de sinais.

1999 - Publicado pela FENEIS, a primeira revista sobre a utilização do ensino de libras.

2000 - Foi fundado o Centro Educacional ao Atendimento e Assistência ao Deficiente Auditivo – CEAADA, “Prof. Arlete Pereira Migueletti”, na cidade de Cuiabá no estado do Mato Grosso, utilizando o ensino regular às crianças, jovens e adultos surdos sobre a Lingua Brasileira de Sinais – LIBRA.

2002 - Sancionada a Lei 10.436 de 24 de abril de 2002, reconhecendo a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, como forma legal de comunicação entre os surdos no âmbito social e no espaço escolar, principalmente no processo ensino e aprendizagem, inclusive com apoio de um profissional intérprete em sala de aula em todas as escolas do Brasil.

2005 - Nesta data temos a aprovação do decreto 5626/05 de 22 de dezembro de 2005, que regulamenta a lei de número 10.436 de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre Libras. No artigo de número 2 e parágrafo único, considera a perda auditiva de quarenta e um decibéis ou mais. Nos capítulos desse decreto constam de: A inclusão do ensino de libras como disciplina curricular, da formação de professor de libras e do instrutor de libras, do uso e da difusão da disciplina de libras e da língua portuguesa para o acesso das pessoas surdas à educação, da formação do tradutor e intérprete de libras – língua portuguesa, da garantia do direito à educação das pessoas surdas ou com deficiência auditiva, da garantia do direito à saúde das pessoas surdas ou com deficiência auditiva, do papel do poder público e das empresas que detêm concessão ou permissão de serviços públicos, no apoio ao uso e difusão de libras e as disposições finais.

O ensino da linguagem de sinais com a utilização das mãos, corpo e principalmente pela expressão facial, é de vital importância no processo ensino e aprendizagem. No Brasil existe a Língua Brasileira de Sinais – LIBRA, conforme foi citado nesse texto, para facilitar a comunicação com a pessoa surda e familiarizar-se com temas importantes, principalmente com a gramática de libras.

É importante que os professores aprendam a utilização desse instrumento de comunicação, abraçando a ideia de que em algum dia, possam utiliza-la em sala de aula quando da existência de um aluno portador de deficiência auditiva.

O bilinguismo utiliza as duas línguas, a portuguesa e a de sinais. A portuguesa no auxílio da escrita e da leitura e a de sinais com a utilização dos movimentos das mãos, do corpo e das feições faciais. Ambas as línguas facilitam no processo de ensino e aprendizagem.

Poderemos observar que em todos os espaços da sociedade, a língua de sinais tem mostrado que no cotidiano, mais pessoas se interessam pelos portadores de deficiências auditivas e que não existem mais retrocesso nesse processo que auxiliam na atividade do ensino e aprendizagem.

Referências Bibliográficas
DUARTE, Anderson Simão, Libras, Cuiabá 2012.
SANTOS, Lucíola Licínio de C. P.; LOPES, José de Souza Miguel. Globalização, Multiculturalismo e Currículo. In. MOREIRA, Flávio Barbosa. (org). Currículo: questões atuais. Campinas/SP: Papirus, 2011.
STROBEL, Karin, As imagens do outro sobre a cultura surda, Florianópolis, editora UFSC, 2008.

EDUCAÇÃO CTSA: Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente.


Obstáculos da implementação da educação CTSA no contexto escolar.

No mundo atual, a cada momento temos vivenciado o aparecimento de avanços científicos e tecnológicos, tanto na área industrial como no meio social. Os jovens tem maior facilidade de interagir com as novas tecnologias e podem transmitir com mais facilidade os seus conhecimentos adquiridos tanto no meio familiar como no meio educacional.

A educação CTSA, que significa Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente é objeto de estudo na educação atual, uma nova forma de contextualizar os conteúdos curriculares na escolha de informações não somente no que diz respeito aos conceitos utilizados para explicar como são compreendidos os assuntos abordados em sala de aula, mas também com ênfase nas informações de como são os funcionamentos das coisas e das questões tecnológicas, tanto no meio educacional, social ou industrial.

Nos livros didáticos de Física, comentam de como é o funcionamento de um motor de combustão interna e diferencia do combustível diesel e gasolina, o funcionamento de uma geladeira e do ar condicionado e, alguns componentes eletrônicos no nosso meio social. Mas ainda falta ir mais além, explicando como é o processo de fabricação, construção ou modificação desses aparelhos e equipamentos, envolvendo tanto a física, química, biologia e ou a história dos avanços tecnológicos ocorridos no mundo em que vivemos.

Serão alternativas para aproximar os estudantes do ensino médio ao mundo tecnológico com grandes chances de que no final do percurso, como estudante do ensino médio, possa direcioná-los ao mundo do trabalho.

Um exemplo em que poderia ser utilizado nos livros didáticos, seriam os conhecimentos de fabricação do aço, envolvendo a física e a química, que poderia interagir desde a extração da matéria prima, o minério de ferro, até a mistura com o carvão para a produção do ferro gusa em um alto forno siderúrgico e até ao processo da transformação do ferro gusa em aço em uma aciaria com a retirada do carbono do ferro gusa com a utilização do oxigênio no interior da matéria prima. Processos simples de explicar e entender.

Poderemos também não deixar de comentar que a produção do papel, do tecido, dos aparelhos elétricos e eletrônicos e do automóvel, tanto na explicação nos livros didáticos de física, química ou de biologia.

Existem opiniões em que os saberes da tecnologia impulsionam a um mundo melhor e nunca teriam um fim, pois a cada momento existem novas inovações e novas formas de viver em sociedade, mostrando que não poderemos mais ficar alheio à cultura científica, que se renova a cada momento, principalmente no ensino médio não podemos mais viver sem cultura científica “se admite cada vez mais que sem cultura científica e tecnológica os sistemas democráticos se tornam cada vez mais vulneráveis a tecnocracia” (FOUREZ, P. 23 1997).

 Apesar das disciplinas científicas, física, química e biologia, não serem bem aceita entre os alunos do ensino médio, poderemos mudar esse contexto no sentido de que o governo e os meios de comunicação social, abram espaços para informações e comentários sobre a importância dessas disciplinas. Como exemplo, poderemos citar os sites educacionais das instituições de ensino. Esses sites poderiam abrir um espaço para mostrar a importância dessas disciplinas, citando novas inovações tecnológicas, como funcionam determinados utensílios domésticos, como são fabricados os materiais e ferramentas que nos auxiliam no nosso cotidiano, entre outros assuntos que poderiam despertar o interesse dos alunos do ensino médio nas disciplinas científicas no processo de ensino e aprendizagem.

O ensino médio atual é atuante no que diz a uma conscientização dos alunos em envolvê-los de como ele poderá ingressar em um curso técnico ou superior, mas somente isso não supre os saberes da ciência e da tecnologia em como é a verdadeira concepção dos objetos que a todo o momento tem nos auxiliados em nossa sociedade como poderemos citar os utensílios domésticos, eletrônicos, elétricos, farmacêutico, meios de transporte, mostrando o funcionamento e fabricação mecânica, elétrica, eletrônica e de construção civil.

A ciência química tem uma indústria química correspondente, a qual pode influenciar a elaboração dos programas de formação dos químicos e fazer incorporar as concepções do mundo do trabalho, com implicações no ensino da química. Isso não ocorre com a mesma intensidade na formação do físico. (RICARDO, p. 5. 2007)

Em um dos textos sugeridos para leitura com o título “A prática do professor e a pesquisa em ensino de física: novos elementos para repensar essa relação”, nesse texto, faz abordagem das evidências na investigação e trabalho das atividades de Física, sobre a pesquisa em educação em ciência e a prática, que talvez seja em praticar a pesquisa sobre a teoria aplicada em sala de aula.

No texto, os autores questionam o papel desempenhado pelos resultados da pesquisa em educação e ciências como:

Um caminho proposto pelo autor seria incorporar nas publicações a discussão sobre possíveis impactos educacionais, que incluiriam motivações, pretensões, implicações mesmo nos casos em que não se consigam identificar claramente o contexto de sua possível implementação. Por outro lado, o autor reconhece a complexidade desta relação e questiona o papel desempenhado pelos resultados da pesquisa em Educação em Ciências oriundos de um dado contexto diferente da realidade onde se insere a prática docente. (REZENDE, OSTERMANN, P.318 2005).

Porlán e Rivero (1998) citam dos problemas sobre a prática das ciências em sala de aula e, relata que é escassa a integração de diferentes tipos de conhecimento nos conteúdos sobre a ciência, o plano de atividades sem detalhes ou rígido e por último, uma visão e atitudes do aluno em entender ou não dos fatos apresentados.

No texto, relata o que pode influenciar no ensino de física como: condições estruturais e condições de trabalho, salas não adequadas, excesso de alunos em sala de aula e com diferentes culturas. A existência de uma falta de perspectiva profissional, o professor ensina de forma tradicional e com evasiva utilização de fórmulas físicas.

Atualmente existem salas com tecnologias e não são suficientes para a quantidade de turmas nas escolas públicas. Existe uma sala de informática para cada escola pública, sem manutenção adequada e não atende a uma escola com em média de quatrocentos alunos do ensino médio por cada turno de estudo. Os alunos tem dificuldade em relacionar o conteúdo teórico com os fenômenos do cotidiano e, nos livros didáticos, mostram da importância e da aplicação da maioria das atividades propostas em física.

Falta de base na matemática, leitura e compreensão dos enunciados dos problemas e como encontrar a solução. Os alunos alcançam o ensino médio com dificuldade em elaborar pequenas operações da matemática, não sabem a tabuada e querem elaborar as provas em dupla e com a utilização da calculadora do celular que na realidade vem com as colas nos textos fotografados pelos próprios alunos.

A atitude do aluno sobre a Física é negativa e impede o desenvolvimento e o professor tenta quebrar os preconceitos. O professor de Física é visto como um complicador no processo ensino e aprendizagem, os alunos não entendem os conceitos apresentados devido a não se interessarem em interpretá-los, não sabem como interpretar pequenos textos.

A indisciplina ruim em sala de aula, com muita conversa e disputas pessoas que atrapalham o processo ensino e aprendizagem.

Com o advento da internet, os professores tem mais facilidade em exemplificar os conteúdos com as aplicações tecnológicas no meio industrial, meio ambiente e no seu ambiente familiar, com dinâmica de grupo e, interdisciplinaridade.

Um exemplo seria a corrente elétrica, condução de eletricidade, luz, cor, relação entre força e movimento, as imagens no espelho côncavo e conceitos de calor que, no passado não eram contextualizados e atualmente existem equipamentos tecnológicos que facilitam em explicar esses conceitos de Física como: Motores de combustão interna, caldeiras a vapor, óculos, binóculos, utensílios elétricos e eletrônicos utilizados no meio familiar.

Até hoje, não existem aplicações de pesquisas como atividade interdisciplinar em sala de aula, não existem interesse por ambas as partes, aluno e professor, devido principalmente ao excesso de alunos em sala de aula, sala de informática insuficiente e os alunos não tem compromisso com o estudo. Atualmente existe uma tentativa das escolas públicas em implantar dois turnos de estudos, denominada de “escola viva” com disponibilidades de práticas e ensino no segundo turno de estudo.

O ensino médio considerado como o acúmulo de saberes, continua com a mesma finalidade do aluno prosseguir seus estudos, após o término do ensino médio, em um curso técnico ou superior. Práticas direcionadas nos livros didáticos somente para o exame de vestibular. O ensino médio não é profissionalizante, apenas acúmulo de saberes.

No PCN+ 2002, no ensino médio com conhecimentos práticos, contextualizados, que correspondem à vida contemporânea com práticas com a realidade vivida do aluno e sugerem que “O desenvolvimento dos fenômenos elétricos e magnéticos, por exemplo, pode ser dirigido para a compreensão dos equipamentos elétricos que povoam nosso cotidiano”

Nas práticas pedagógicas do professor de física, utilizam essas maneiras de ensinar como exemplo para os alunos do segundo ano quando os professores comentam sobre máquinas térmicas e em motores de combustão interna, geladeira e ar condicionado relacionando com o calor, na dilatação dos materiais na construção civil. No primeiro ano do ensino médio, nos movimentos sobre a velocidade dos veículos inclusive a utilização para multas dos veículos em radares eletrônicos como é a relação do espaço percorrido marcado antes do semáforo, o tempo gasto nesse percurso e o cálculo da velocidade instantânea e ao mesmo tempo, com a velocidade da luz e, finalmente a fotografia do veículo infrator. A força em relação à massa e o peso para os transportes no cotidiano. No momento de uma força, são mostradas as ferramentas como o martelo, serrote, carrinho de mão e a tesoura. O que condiz que os professores de Física estão utilizando conhecimentos práticos contextualizados no processo de ensino e aprendizagem.

Uma das maneiras de melhorar o ensino em sala de aula é o professor elaborar comentários sobre o meio ambiente em que vivem os estudantes, podendo trazer informações importantes para que o aluno possa assimilar os conceitos propostos em sala de aula, são exemplos de como obter determinadas tecnologias de utilização no seu cotidiano, que podem traduzir em interpretações facilitadoras no processo ensino e aprendizagem.  

Referências Bibliográficas

Brasil, PCN+ Ensino Médio: Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais, Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias (Ministério da Educação, Brasília, 2002)

CABALLERO M. A., Rodriguez, M. L. Actas Del encuentro internacional sobre El aprendizaje significativo. Burgos, España PP. 19-44. 1997.

PORLÃN, R.; RIVERO, A. El conocimiento de lós professores – uma prouesta formativa em El área de ciências. Sevilha: Diada Editora, 1998.

REZENDE F. OSTERMANN F. A prática do professor e a pesquisa em ensino de Física: Novos elementos para repensar essa relação. Núcleo de tecnologia educacional para a saúde UFRJ rio de Janeiro – RJ. Cad. Brás. Ens. Fis., V.22, n.3: p. 316-337, dez. 2005

RICARDO, Elio C. Educação CTSA: Obstáculos e possibilidades para sua implementação no contexto escolar. Ciência & Ensino, vol. 1, número especial, nov. 2007.

RICARDO, Elio C. e FREIRE, Janaína C. A. A concepção dos alunos sobre a Física do ensino médio: Um estudo exploratório (2006). Publicado na Revista Brasileira de ensino de Física, V. 20, M.2, p.251-266, 2007 Pesquisa em Ensino de Física.  WWW.sbfisica.org.br.