segunda-feira, 9 de março de 2020

Voltagem, peso, força, ....

Assuntos a serem apresentados:
1) Voltagem
2) Velocidade
3) Força
4) Peso
5) Resistência em série.
6) Energia cinética
7) Energia potencial
8) Energia Potencial gravitacional
9) Energia Elástica.
10) Pressão



1) Voltagem
(V = R.i)
• V é a diferença de potencial, cuja unidade é o Volts (V);
• i é a corrente elétrica, cuja unidade é o Àmpere (A);
• R é a resistência elétrica, cuja unidade é o Ohm (Ω).
Voltagem é a magnitude física que, em um circuito elétrico, impulsiona os
elétrons ao longo de um condutor. Isto é, conduz a energia elétrica com maior ou
menor potência.
Voltagem e Volt são termos em homenagem a Alessandro Volta que, em 1800,
inventou a pilha voltaica e a primeira bateria química.
A voltagem é um sinônimo de tensão e de diferença de potencial. Em outras
palavras, a voltagem é o trabalho por unidade de carga exercida pelo campo
elétrico sobre uma partícula para que esta se mova de lugar ao outro. No
Sistema Internacional de Unidades, esta diferença de potencial é medida em
volts (V), e isto determina a categorização em "baixa" ou "alta voltagem".
Exemplos:
Algumas voltagens comuns são de um neurônio (75 mV), uma bateria ou pilha
não recarregável alcalina (1,5 V), de lítio recarregável (3,75 V), de um sistema
elétrico de automóvel (12 V), da eletricidade de uma casa (230 na Europa, Ásia
e África; 120 na América do Norte e 220 em alguns países da América do Sul),
do trilho de um trem (600 a 700 V), de uma rede de transporte de eletricidade de
alta voltagem (110 kV) e de um relâmpago (100 mV).

2) Velocidade
ΔS é a distância
Δt é o tempo
Então:
Vm = ΔS / Δt
ΔS = Vm . Δt
Δt = ΔS / Vm
A velocidade é a magnitude física que mostra e expressa à variação na posição
de um objeto e em função do tempo, onde seria o mesmo dizer que é a distância
percorrida por um objeto na unidade do tempo. Mas além do tempo, para definir
a velocidade de deslocamento de um objeto será preciso saber também sua
direção e sentido. Portanto, as unidades para definir a velocidade se
fundamentam tanto em parâmetros de distância (metros, centímetros,
quilômetros) como em variáveis relacionadas com o tempo (segundos, minutos).
Enquanto que a unidade mais popular no mundo de língua hispana é o
quilômetro /hora, nos países saxões costuma-se usar ainda a milha/hora.
Entretanto, nas ciências como na física ou química, é utilizado o sistema
internacional, que expressa às velocidades em metros/segundo.
Segundo o espaço de tempo percorrido, a velocidade pode ser de diversos tipos:
média, instantânea e relativa. A velocidade media reporta a velocidade em um
intervalo dado e chega a ela dividindo o deslocamento pelo tempo transcorrido.
Portanto, os especialistas muitas vezes falam da diferença (“delta” no jargão das
ciências) entre distancia e tempo. Assim, a velocidade média de um ônibus
resulta da divisão da distancia entre os cabeçalhos (“delta-espaço”) e o tempo
que levou a passar de uma para outra (“delta-tempo”).
Por outro lado, a velocidade instantânea nos permite conhecer a velocidade de
um objeto em movimento por determinado trajeto com a especial característica
que o passar do tempo é infinitamente pequeno, sendo também o espaço que
percorre muito menor, representando somente um ponto da trajetória
mencionada. Como vemos, trata-se de um conceito teórico, realmente muito
aplicado nas ciências. Em compensação, a velocidade relativa entre os dois
observadores surgirá do valor da velocidade de um observador medido pelo
outro.
Exemplos:
Dois veículos se aproximam um do outro pela liderança e um deles está a 20
km/h e o outro a 40 km/h, a velocidade entre eles será de 60 km/h. Ao contrário,
se um deles avança a 100 km/h e outro o persegue a 120 km/h, a velocidade
relativa do segundo para o primeiro é de 20 km/h.
Um motorista de ônibus que está a uma velocidade de 30 km/h e de repente
pisa no acelerador fazendo com que a velocidade do automóvel chegue a 70
km/h em um tempo de 10 segundos. Observando tal situação podemos dizer
que o ônibus variou 40 km/h em 10 segundos ou ainda melhor, podemos dizer
que variou 4 km/h a cada segundo.

3) Força
Força é um conceito da física newtoniana, utilizada desde a antiguidade
clássica, que explica a pressão exercida sobre tal objeto ou ainda, as alterações
da quantidade de movimento de um determinado corpo.
A força (F) é um vetor (indicado por uma seta acima da letra), ou seja, possui
módulo (intensidade da força exercida), direção (reta ao longo da qual ela atua)
e sentido (o lado da reta no qual a força foi exercida).
Portanto, quando várias forças atuam sobre determinado corpo, elas se somam
vetorialmente, para assim, dar lugar a uma força resultante .
O estudo da força é apresentado na segunda Lei de Newton denominada
“Princípio Fundamental da Dinâmica” ou “Força”, no qual a força resultante, ou
seja, a soma vetorial de todas as forças aplicadas sobre o corpo, é diretamente
proporcional ao produto da aceleração de um corpo pela sua massa,
apresentada pela seguinte expressão:
F=m.a
Donde,
F: força
m: massa do corpo
a: aceleração adquirida
De tal modo, é importante destacar que no Sistema Internacional de Unidades
(SI) a unidade de medida da força (F) é o Newton (N), da massa (m) é
quilograma (kg) e da aceleração adquirida (a) é metros por segundo ao
quadrado (m/s²).
Classificações da Força:
Forças de contato: aquelas que agem sobre os corpos somente na medida que
quem aplica a força está necessariamente em contato com os corpos, por
exemplo, a força normal, de atrito, dentre outras.
Forças de campo: aquelas que agem sobre os corpos sendo que o corpo que
exerce a força não se encontra em contato os outros, por exemplo, a força peso,
força magnética, dentre outras.
Tipos de Força:
Força peso (P): força que existe sobre todos os corpos, sendo exercida sobre
eles por meio do campo gravitacional da terra.
Força elástica (Fel): força exercida sobre uma mola, que a deforma, ou seja,
ela se estica ou se comprime.
Força centrípeta (Fcp): força que um corpo com determinada aceleração,
exerce num movimento circular.
Força magnética (Fm): força de atração e repulsão exercida pelos ímãs ou
objetos magnéticos.
Força gravitacional (F): força de atração mútua entre os corpos físicos do
universo.
Força de atrito (Fat): força exercida entre duas superfícies que estão em
contato; quanto maior às rugosidades apresentadas por elas, maior será a força
de atrito.
Força normal (N): Também chamada de “força de apoio”, esse tipo de força é
exercida por um corpo sob uma superfície.

4) Peso
O Peso (P) é uma grandeza vetorial visto que apresenta intensidade, direção e
sentido, sendo o produto da massa de um corpo e a aceleração da gravidade
exercida sobre ele.
Dessa forma, diferentemente da massa, o peso é um valor variável. No Sistema
Internacional (SI), a unidade padrão do Peso é representada em Newton (N). A
partir disso, para calcular o peso dos corpos, utiliza-se a seguinte expressão:
P=m.g
Donde,
m: massa
g: aceleração da gravidade
Assim, se o valor de gravidade (g) na superfície do planeta Terra é de
aproximadamente 10 m/s2 , qual é o peso de um corpo de massa 60kg?
P= m.g
P= 60x10
P= 600 N
Logo, o peso de uma pessoa de massa 60 kg no planeta terra é de 600 N.
Por conseguinte, se o valor de gravidade (g) na superfície do planeta marte é de
aproximadamente 3,70 m/s², qual é o peso de um corpo de massa 60kg?
P=m.g
P= 60x3,70
P= 222 N
Logo, o peso de uma pessoa de massa 60 kg no planeta marte é de 222 N.

5) Resistência em série
Em um circuito elétrico, é comum encontrarmos vários dispositivos eletrônicos
interligados uns aos outros e de várias formas. Entre esses dispositivos,
encontramos os resistores, que são utilizados para converter energia elétrica em
calor por meio do Efeito Joule .
Algumas vezes não conseguimos encontrar a resistência elétrica necessária em
um circuito com apenas um resistor. Quando isso ocorre, precisamos recorrer a
uma associação de resistências, que pode ser feita de duas formas: em série e
em paralelo.
Uma característica muito importante da associação de resistores em série é que
todos os resistores são percorridos pela mesma corrente elétrica. Portanto,
sendo i a corrente fornecida por uma fonte de tensão conectada aos terminais A
e B, podemos dizer que:
i = i1 = i2 = i3
Outra propriedade desse tipo de associação é que a tensão fornecida pela fonte
divide-se entre todos os resistores. Dessa forma, podemos utilizar a expressão
acima para calcular a tensão elétrica total em um circuito:
V = V1 + V2 + V3
A diferença de potencial em cada um dos resistores pode ser obtida a partir da
Lei de Ohm da seguinte forma:
V1 = R1 • i
V2 = R2 • i
V3 = R3 • i
Substituindo essas expressões na equação acima, obtemos a equação para
calcular a resistência equivalente da associação de resistores:
Req.i = R1 • i + R2 • i + R3 • i
Como a corrente elétrica é igual em todos os resistores, podemos simplificá-la
na equação e obter a expressão:
Req= R1 + R2 + R3
Podemos afirmar então que a resistência equivalente de uma associação de
resistores em série é igual à soma de todas as resistências individuais.
Exemplo:
esse tipo de associação de resistores não é muito utilizado em circuitos elétricos
residenciais. Isso porque se todos os aparelhos eletrônicos de uma residência
estiverem em série e um deles queimar, a corrente elétrica parará de circular e
nenhum dos aparelhos funcionará. É o que acontece, por exemplo, com as luzes
de Natal: por elas serem conectadas em série, quando uma queima, todas
param de funcionar. Como há muitas luzes juntas, é quase impossível encontrar
a lâmpada queimada!

6) Energia Cinética
A energia cinética é o tipo de energia associado ao movimento. Portanto, se um
corpo possui velocidade, dizemos que ele possui energia cinética. Essa energia
manifesta-se em um corpo quando sobre ele atua uma força capaz de realizar
trabalho, fornecendo-lhe energia. Assim sendo, podemos afirmar que só há
energia cinética se o corpo estiver submetido à ação de uma força capaz de
gerar movimento.
Ec= ( m. v.v)/2
Ec = Energia cinética (joule) J
m =  Massa (Kg)
v = Velocidade (m/s)

Exemplo:
Qual é o valor da energia cinética de um objeto em movimento de massa 20 kg e, a velocidade tem um valor de 5 m/s?
Solução:
Ec = ( m . v . v ) / 2
Ec = ( 20 . 5. 5) / 2

7) Energia Potencial
Energia potencial é a energia que fica "armazenada" em determinado corpo e
que pode lhe conferir a capacidade de realizar um trabalho, ou seja, ser
transformada em energia cinética.
Na fórmula da energia potencial, esta é representada por U ou Ep, sendo que
sua unidade, de acordo com o Sistema Internacional de Unidades, deve ser o
joule (J).
A energia potencial pode se manifestar a qualquer momento sob a forma de
movimento. Mas, para que ocorra o armazenamento da energia, o corpo precisa
estar associado a um sistema físico, como a força peso ou a força elástica, por
exemplo.

8) Energia Potencial Gravitacional
Consiste na energia do objeto que está sob influência de um campo
gravitacional. Este tipo de energia potencial é medido através do trabalho feito
pelo peso do corpo ao ir de uma posição inicial à final.
Por exemplo, ao pegar uma bola e elevá-la até determinada altura a partir do
solo, neste ponto mais alto o objeto atinge o ápice da sua energia potencial
(energia que está armazenada). Quando a bola é solta e começa a cair (atraída
pela força gravitacional), a energia potencial outrora armazenada vai se
transformando em energia cinética, enquanto a esfera vai ganhando movimento.
A fórmula da energia potencial gravitacional é: EPg = mgh.
m = peso
g = força da gravidade
h = altura

9) Energia Potencial Elástica
Baseado na força mecânica, a energia potencial elástica é a aquela que está
armazenada a partir da deformação de uma mola ou elástico, por exemplo.
Esta deformação, quando liberada, pode gerar um movimento que irá
impulsionar determinado corpo.
Por exemplo, uma flecha quando posicionada num arco. Quando a linha que dá
sustento ao projectil é puxada para trás, esta está carregada com energia
potencial elástica, a partir do momento que a linha é solta, a energia é
transmitida para a flecha que se movimenta.
A fórmula da energia potencial elástica é: EPe = kx2/2.
k = constante da força elástica
x = comprimento da força elástica (medida da deformação)

10) Pressão
A definição de pressão diz que essa grandeza é dada pela razão de uma força
aplicada perpendicularmente sobre uma superfície e a área da superfície.
Matematicamente, temos:
P = F/A
Repare que pressão e área são grandezas inversamente proporcionais.
Exemplos:
Afiar facas . O objetivo de se amolar uma faca é fazer com que a área de
contato da lâmina com o objeto a ser cortado seja a menor possível. Assim
sendo, não será necessário aplicar uma força sobre o cabo da faca muito grande
esfigmomanômetro (equipamento que mede a pressão arterial) deve ser
utilizado em uma altura próxima à do coração, pois, assim, garante-se que a
pressão medida pelo equipamento corresponde à pressão arterial.

Tema:
Voltagem
Velocidade
Força
Peso
Resistência
Energia Cinética
Energia Potencial
Pressão




sábado, 14 de janeiro de 2017

A IMPORTÂNCIA DO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE ATIVIDADES DE MINERAÇÃO


A IMPORTÂNCIA DO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE ATIVIDADES DE MINERAÇÃO


GARCIA, Róbison Pimentel (aluno) 1
FERREIRA Rafael Lopes (professor) 2


                                             
RESUMO


Este estudo avalia a importância do gerenciamento de resíduos sólidos de atividades de mineração, verificando as dificuldades do gerenciamento dos resíduos, o controle, o reaproveitamento dos resíduos sólidos gerados na atividade de mineração. O trabalho presente trata-se de uma pesquisa bibliográfica, artigos científicos publicados, pesquisa na internet, leis que regulamentam o descarte organizado no meio ambiente, resoluções sobre o meio ambiente, norma ISO e, finalmente em livros. Um bom gerenciamento de resíduos sólidos de atividades de mineração, poderá surgir ganhos financeiros para as empresas que atuam na exploração dos produtos sólidos, principalmente com a existência de um controle de informações tanto do resíduo como do produto obtido. Com o aproveitamento do resíduo sólido, poderá trazer novas oportunidades de negócios para as empresas envolvidas nesse processo de mineração. Existem informações que permitem a identificação de pontos que devem ser priorizados para evitar desastres ecológicos na região da mineração. Os resultados obtidos com as pesquisas, procurou-se buscar informações sobre a utilização dos resíduos sólidos de atividades de mineração, ou como evitar que esses resíduos sejam dispostos no meio ambiente, com um planejamento e acompanhamento das atividades de mineração. Observa-se que o questionamento sobre o reaproveitamento de resíduos, é de interesse da comunidade envolvida na extração do produto e, a necessidade de uma preparação para a vida condiz com os interesses do mercado de trabalho, contribuindo para a qualidade do meio ambiente e para o atendimento das necessidades das indústrias mineradoras, as quais na maioria das vezes não tem interesse no reaproveitamento do resíduo sólido.

Palavras-chave: Mineração. Resíduos Sólidos. Meio ambiente







1Graduado em Engenharia Mecânica pela UFES e Professor de Física na Rede Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo. Curso de Pós-graduação lato sensu em Educação Ambiental e Sustentabilidade. E-mail: robisonpimentelgarcia@yahoo.com.br.
2Gestor Ambiental (Faculdades Integradas Camões/PR), Especialista em Biotecnologia (Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR), Orientador de TCC do Centro Universitário Internacional Uninter do Curso de Pós-graduação Lato Sensu em Educação Ambiental e Sustentabilidade.


1 INTRODUÇÃO


Na sociedade atual, a informação e a comunicação adquiriram uma enorme importância e, as atividades de mineração no processamento e obtenção dos produtos sólidos, não podem permanecer alheias aos novos meios de processamento, elaboração, armazenamento e distribuição dos seus produtos e, os resíduos sólidos gerados durante esse processo. As novas tecnologias utilizadas no mundo moderno contribuem para o processo de obtenção de produtos de boa qualidade, facilitando e ampliando as possibilidades de bons negócios no mundo empresarial. A utilização de meios de estocagem adequado dos produtos obtidos e, a estocagem e/ou o reaproveitamento dos resíduos sólidos, possibilitando aos empresários desenvolver novas habilidades e competências, que proporcionam uma melhor adequação e reaproveitamento para obter novos produtos utilizando os resíduos sólidos durante o processo de mineração.
O homem vem se preocupando cada vez mais com o meio ambiente, sendo assim, novas formas e tecnologias de processo dos produtos e dos resíduos são desenvolvidas para que ocorram menores impactos ao meio ambiente. Atualmente as empresas querem ser vistas como empresas boas, aquelas que se preocupam com o meio ambiente, passam boa imagem para os seus clientes, principalmente quando existe o interesse financeiro com ações da empresa na bolsa de valores.
O que não tem realizado com eficiência a estocagem e/ou o reaproveitamento dos resíduos sólidos obtidos durante o processo de mineração, causando transtorno ao meio ambiente, contaminação principalmente do solo, da água e do ar atmosférico, que são bens da natureza utilizados pelo ser humano para sua sobrevivência.
Berté (2012, p. 13), comenta sobre a exploração do planeta pelas atividades humanas e, a necessidade de reexaminarmos os projetos de crescimento econômico com ênfase a conservação ambiental torna-se importante, “[...] no que se refere à trajetória de ocupação e de exploração do planeta, encontra-se em um momento crucial, pois a Terra emite sinais de alarme que indicam evidências de esgotamento da sua capacidade de suporte para as atividades humanas”.
A informação e a comunicação sobre a contaminação do meio ambiente pelas empresas, esta em todo momento sendo divulgada no meio social, com relato de fatos ocorridos com a contaminação do solo, água e do ar atmosférico.
O trabalho presente trata-se de pesquisa bibliográfica, artigos científicos, pesquisa na internet, norma ISO, livros, resoluções sobre o meio ambiente e, as leis que regulamentam o descarte organizado no meio ambiente dos produtos e resíduos sólidos contaminando o solo, água e do ar atmosférico e, uma prática de planejamento, execução, checagem e atuação das atividades durante o processo de mineração, poderá evitar que uma empresa contamine o meio ambiente.


2 DESENVOLVIMENTO


No Brasil, com o crescimento da produção do processo de mineração, houve um aumento substancial da poluição do meio ambiente. Os trabalhos de planejamento, execução e acompanhamento dos rejeitos sólidos não são realizados com eficiência. O processo de elaboração adotado na construção e execução dos projetos de mineração, tanto no início, quanto durante a produção, normalmente se utilizam de atividades não adequadas na contenção dos rejeitos sólidos e, na construção de barragens de contenção utilizam o próprio rejeito sólido ou, outro meio de proteção inapropriado, para que não ocorra a contaminação do meio ambiente, não tendo eficiência na proteção adequada desses resíduos.
Existe a necessidade de um novo modelo de exploração do meio ambiente pelo homem, devemos ter em mente que a agressão ao meio ambiente ainda permanece constante e devemos repensar em novas maneiras de exploração sem agredir esse ambiente, Berté (2012, p. 116) comenta que:

[...] os desastres ambientais comprovam que o modelo de exploração do meio ambiente que o homem adotou deve ser repensado. As agressões são constantes e, por isso, necessitamos conhecer e estabelecer mecanismos para a recuperação dos ambientes degradados, o que implica uma abordagem ou atuação multidisciplinar. Essa é uma necessidade concreta e urgente. (BERTÉ, 2012, p. 116).

Multidisciplinar significa em que todos os envolvidos no processo de exploração de um produto do meio ambiente, sejam responsáveis em maneiras adequadas e eficientes na exploração desse produto de maneira que não contamine o meio ambiente e no caso de degradação, há necessidade urgente de recuperação.
Existem vários tipos de impactos causados no meio físico pelas empresas de mineração, a contaminação do solo é um impacto que merece atenção, pois o péssimo direcionamento dos rejeitos provenientes da extração do mineral, podendo gerar contaminação nos lençóis freáticos que abastecem a população e, nos rios contaminando tanto o homem como os animais, podendo gerar uma crise em cadeia no meio ambiente. Tem influência também o processo erosivo, pela eliminação da vegetação do solo, possibilitando o carregamento de partículas sólidas, provocada pelas ações da erosão natural, como chuvas e ventos. Estes fatores, associados ao tráfego de veículos e equipamentos de processamentos do mineral a ser obtido, provocam a modificação na estrutura do solo, compactação da superfície, dificultando a infiltração da água e faz com que a mesma escorra na superfície, iniciando o processo erosivo do solo.
Berté (2012, p. 69), comenta que as pessoas tem que ter conhecimentos e habilidades para intervir em processos decisórios, há necessidade de tomadas de decisões quanto ao rejeito sólido gerados durante a obtenção do mineral em uma empresa de mineração.

Em razão da complexidade da questão ambiental, existe a necessidade de os processos educativos proporcionarem condições para as pessoas adquirirem conhecimentos e habilidades, e desenvolverem atitudes a fim de intervir de forma participativa em processos decisórios que implicam a alteração, para melhor ou pior, da qualidade ambiental. (BERTÉ, 2012, p. 69).

O processo de armazenamento e, com possibilidade de reaproveitamento do resíduo sólido, exige etapas demasiadamente complexas de organização das atividades que devem ser coordenadas para a sua viabilização final. Esse processo pode ser auxiliado por técnicas de planejamento e controle dos rejeitos sólidos, utilizando pessoal treinado para que contribua a uma solução final adequada e não poluindo o meio ambiente, contribuindo para uma vida melhor de toda uma população no entorno da produção desse rejeito.
O modelo atual empregado no processo de armazenamento e contenção dos resíduos sólidos não é adequado, considerando incertezas na execução, um caminho com atividades voltadas a obtenção do resultado final. Portanto verifica-se que não existe a preocupação com o critério de armazenamento e execução de uma atividade, de maneira que o emprego de projetos de contenção bem elaborados, pode facilitar na otimização da produção e execução de trabalhos tanto na área de prospecção do produto do processo de mineração, quanto do rejeito sólido gerado durante esse processo industrial.
Licenças ambientais devem ser revistas periodicamente, para o caso de não atendimento em que a preservação do meio ambiente seja saudável para a saúde pública, ela poderá ser até cancelada, paralisando assim a atividade de mineração, Fink et al (2004, p. 16) comenta que “se houver violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou normas legais, cabe a cassação de licença: omissão ou falsa descrição de informações relevantes que subsidiaram a expedição da licença causam sua invalidação”.

[...] enquanto as condições fixadas pela licença ambiental atenderem ao fim maior que é a preservação do meio ambiente saudável, será mantida; caso deixe de atendê-lo, a licença deverá ser revista. Infere-se, portanto, que a licença ambiental é dotada, implicitamente, de uma verdadeira cláusula rebu sic stantibus, ou seja, se as condições originais que deram ensejo à concessão da licença mudarem, esta também pode ser alterada ou até retirada. Ademais, essas licenças são revistas periodicamente, já que concedidas por prazos certos. (FINK et al, 2004, p. 17).

Desta forma, a utilização de tecnologias inovadoras e eficientes no processo de contenção dos rejeitos sólidos, poderá evitar consequências desastrosas ao meio ambiente. Assim, identificar meios adequados de armazenamento, identificar quais são as dificuldades encontradas na utilização desse processo é de fundamental importância para que não contamine o meio ambiente.
Mota et al (2009 p. 2) cita que o resíduo sólido, denominado de lixo, é um problema  mundial e pode ser uma ameaça à saúde pública.

Os resíduos sólidos mais precisamente denominados de lixo correspondem a todo material proveniente das atividades diárias do homem em sociedade [...] o descarte dos resíduos tem se tornado um problema mundial quanto ao prejuízo e poluição do meio ambiente, [...] onde se pode afetar tanto o solo, a água e/ou o ar. A poluição do solo pode alterar suas características físico-química, que apresenta uma série ameaça à saúde pública tornando-se o ambiente propício ao desenvolvimento e transmissões de doenças. (MOTA, 2009 p. 2).

Conforme comenta Berté (2012, p. 27), o que é um impacto ambiental? Em um meio ambiente.

A Resolução Conama n. 001, de 18 de março de 1986, define impacto ambiental como: [...] qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que direta ou indiretamente, afetam: I – a saúde, a segurança e o bem estar da população; II – as atividades sociais e econômicas; III – a biota (*); IV – as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V – a qualidade dos recursos ambientais. (Brasil, 1986c). (BERTÉ, 2012, p. 27)

Berté (2012, p. 121) comenta sobre os impactos ambientais envolvendo o homem e a natureza e relata a necessidade de aplicar princípios e técnicas e também a recorrer a dispositivos legais quanto à ocorrência de uma contaminação do meio ambiente, Berté (2012) cita também os dispositivos legais que trata da avaliação do impacto ambiental como: EIA, AIA e RIMA.

Os impactos ambientais são ocasionados por choques de interesses diretos ou indiretos, envolvendo o homem e a natureza. [...] Nesse embate, desmatamentos, queimadas, erosão, aumento ou redução da camada de ozônio, [...] e poluição são as consequências graves. Diante desse quadro, surge a necessidade de estudarmos, conhecermos e aplicarmos determinados princípios, técnicas e também recorrer a dispositivos legais para a efetividade da gestão ambiental (Estudo Prévio de Impacto Ambiental – EIA, Avaliação de Impacto Ambiental – AIA, Relatório de Impacto Ambiental – RIMA e outros). (BERTÉ, 2012, p. 121).

No processamento do mineral, os resíduos sólidos são depositados no meio ambiente, simplesmente são dispostos a céu aberto e sem nenhum controle da estocagem. Estes resíduos contaminam o solo, a água e o ar atmosférico, contaminam o meio ambiente e põe em risco a imagem da empresa de mineração. Aterros controlados ou, o reaproveitamento dos resíduos sólidos no processo de mineração, faz-se necessário para evitar danos ao meio ambiente.
Atualmente a legislação sobre o meio ambiente esta cada vez mais severa, quando uma empresa contamina o meio ambiente, recebem multas elevadas sobre o comprometimento ambiental. Após isso, as empresas passam a adotar sistemas eficazes para reduzir a contaminação do solo, da água e do ar atmosférico, reduzem o impacto ambiental enfrentando esses desafios com eficácia, gerenciando todo o processo de maneira adequada e controlada.
Dificuldades para cumprir a legislação ambiental em todo o mundo, é uma prática constante e, às vezes, os próprios trabalhadores, tanto das empresas de mineração, quanto os técnicos ambientais dos órgãos públicos, observam a agressão ao meio ambiente e ficam impotentes diante de tais fatos e, um comentário interessante sobre esse assunto é citado por Berté (2012 p. 44).

Os técnicos ambientais dos órgãos públicos convivem com uma série de dificuldades para cumprir a legislação ambiental. São obstáculos de toda ordem, que vão desde a falta crônica de condições de trabalho (meio materiais, equipe técnica adequada, recursos financeiros, instalações, acesso às informações técnicas, apoio da chefia etc,) até a ausência pura e simples de vontade política dos governantes para tornar esses órgãos presentes e atuantes na realidade social. (BERTÉ, 2012, p. 44).

Berté (2012 p. 58) comenta que para mediar conflitos entre indivíduos, grupos, organizações e coletividades, citam que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seu artigo 225, que a defesa do meio ambiente não esta apenas do poder público, mas sim da coletividade, mas o poder público é o principal responsável pela garantia a todos os brasileiros do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Consultando a Legislação, A Constituição define como obrigação do Poder Público, sete incumbências para que ele assegure a efetividade do direito ao meio ambiente equilibrado. I – preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prever o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; [...] IV – exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; V – controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente. [...] Nesse cenário, e por ser o principal responsável pela proteção ambiental no Brasil, cabe ao Poder Público, por meio de suas diferentes esferas, intervir nesse processo. (BERTÉ, 2012, p. 58).

Diante do exposto, torna-se importante a utilização de metodologias adequadas no manejo do resíduo sólido nos processos de mineração, gerenciamento de projetos de maneira eficaz, na busca aperfeiçoada da execução das operações e, acompanhar o desenvolvimento da tarefa para prevenir possíveis danos ao meio ambiente.
Os resíduos sólidos são os principais problemas em uma empresa mineradora. Existe uma necessidade do gerenciamento desses resíduos, devido a degradação do meio ambiente caso sejam dispostos inadequadamente, afetando toda a espécie da vida vegetal e animal, podendo ocasionar riscos a saúde do homem. Berté (2012), comenta que a todo o momento recebemos notícias sobre questões sociais e ambientais no Brasil.

Ao mesmo tempo em que recebemos uma enxurrada de notícias que expõem questões sociais e ambientais preocupantes para o Brasil – como a fome no Nordeste ou o desmatamento na Amazônia -, também recebemos informações sobre ações socioambientais, que têm fomentando a cidadania e a esperança do povo brasileiro por mudanças. (BERTÉ, 2012).

Um exemplo da degradação do meio ambiente citado por Felippe (2016), foi o rompimento de barragem de rejeitos sólidos da empresa SAMARCO (Empresa de mineração que retira o minério de ferro no município de Mariana – MG e envia por meio de minerioduto para o município de UBU – ES, após o processo do minério de ferro em pelotas, ele é exportado). O rompimento da barragem de rejeitos no município de Mariana – MG, contaminou todo o Rio Doce em regiões dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, transformando o Rio Doce em uma corredeira lamacenta de resíduos de minério de ferro entre outros minerais.
Felippe (2016 p. 2), faz comentários sobre o ocorrido com o rompimento da barragem de resíduos sólidos no município de Mariana – MG e cita como o maior desatre ambiental da história do Brasil.

Na tarde do dia cinco de novembro de 2015, ocorreu o rompimento de uma dos diques da barragem de rejeitos de mineração de fundão, localizada em Mariana – MG. [...] o maior desatre ambiental da história do Brasil. [...] mortes de pessoas, [...] prejuízos às cidades e povoados das margens do rio Doce [...] 500 km do rio Doce (formador da quinta maior bacia do país). [...] 60 bilhões de metros cúbicos de rejeitos [...] com isso, uma série de danos ambientais de altíssima magnitude e prejjuízos incalculáveis para o meio físico, biótico e socioeconômico (FELIPPE, 2016, p. 2).

Nesse tipo de ocorrência, a sociedade civil deverá acessar informações sobre os empreendimentos, principalmente sobre as empresas de mineração, em virtude das causas e consequências de uma má administração operacional, a mera desculpa de geração de emprego poderá criar no futuro dificuldades, principalmente se o emprendimento for um poluidor, sendo assim, penalizado pelo Poder Público e no futuro ocasionando desemprego e prejuízos por sua instalação inadequada. Berté (2012, p. 61) comenta que “muitas vezes uma atividade ou empresa que, embora gere lucros para alguns e demonsre ser altamente desejável por um grupo ou uma camada da população, pode ao mesmo tempo ocasionar perda para outros, tornando-a inaceitável.” Berté (2012, p. 61), faz o relato sobre o que um empreendimento pode representar lucro para uns e prejuízos para outros.

Um determinado empreendimento pode representar lucro para empresários, emprego para trabalhadores, conforto pessoal para moradores de certas áreas, votos para políticos, aumento de arrecadação para Governos, melhoria da qualidade de vida para parte da população e, ao mesmo tempo, implicar prejuízos para outros empresários, desemprego para outros trabalhadores, perda de propriedade, empobrecimento dos habitantes da região, ameaça à biodiversidade, erosão, poluição atmosférica e hídrica, desagregação social e outros problemas que caracterizam a degradação ambiental. (BERTÉ, 2012 p. 61).

Quando da instalação de uma empresa de mineraçao, deverá ser contemplado várias atividades técnicas para que a empresa possa funcionar com eficiência, com: Diagnóstico ambiental do meio físico (solo, água e o ar atmosférico), do meio biológico, do meio socioeconômico, análise dos impactos ambientais e, elaboração de programa de acompanhamento dos impactos positivos e negativos. Berté (2012, p. 124) comenta que na “Resolução Conama n. 001/1986, contém os elementos básicos dos EIA/Rima. De acordo com seu art. 5º, o EIA deve:

I – Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização de projeto, controntando-as com a hipótese de não execução do projeto; II – Identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais gerados nas fases de implantação e operação da atividade; III – Definir os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos, denominada “área de influência do projeto”, considerando, em todos os casos, a bacia hidrográfica na qual se localiza; IV – Considerar os planos e programas governamentais, propostos e em implantação na área de influência do projeto, e sua compatibilidade. (BERTÉ, 2012, p. 125),

Um planejamento é uma oportunidade para resolver um problema e, o cronograma com as atividades é excencial neste contexto. Nâo é possível gerenciar um projeto de mineração, sem a utilização de um planejamento adequado dos resíduos sólidos obtidos durante o processo de produção. A utilização de atividades de contenção e estocagem dos resíduos sólidos, facilitará a produção, permitindo um melhor controle de todo o processo de produção e monitoramento no tempo real analisando os desvios das ações previstas.
Conforme cita Becevelli (2011, p. 276), sobre a importância do planejamento, execução e avaliação do trabalho, em qualquer empreendimento industrial.

[...] O planejamento é um ato ao mesmo tempo político-social, científico e técnico: político social na medida em que esta comprometida com as finalidades sociais e políticas; científico na medida em que se pode planejar sem o conhecimento da realidade; técnico na medida em que o planejamento exige uma definição de meios eficientes para obterem os resultados. (BECEVELLI, 2011, p. 276)

Destacamos alguns tópicos relevantes para compreensão da metodologia no gerenciamento de projeto conforme Padilha (2004). Existem três questões básicas que devem ser levadas em consideração para esse gerenciamento, tais como: o tempo, a tarefa e o recurso e, estão relacionados entre si, sendo os objetos a serem levados em consideração na obtenção do produto de mineração e uma solução adequada quanto ao resíduo obtido, evitando uma possível contaminação do meio ambiente. Então, o gerenciamento é fundamental e, as atividades adequadas facilitam tanto no processo de produção de um determinado produto, quanto da estocagem ou o reaproveitamento do resíduo sólido.
Em qualquer empresa, principalmente as de grande porte e, em atenção especial ao  processo de mineração de produtos sólidos, Becevelli (2011) comenta que um cronograma é a organização temporal de atividades, calendário para cumprir tarefas ou projeto, com períodos, em que as atividades acontecerão. É uma disposição gráfica que, com um tempo previsto de um trabalho e de acordo com atividades a serem realizadas e, serve para gerenciar o controle de um trabalho, permitindo de forma rápida a visualização de seu andamento e, no processo de mineração, seria interessante a realização de um planejamento adequado, principalmente dos resíduos sólidos obtidos durante o processo de mineração.
Toda a empresa que atua com um planejamento, acompanhamento e controle das suas atividades periódicamente, estará apta a detectar problemas relacionados aos desvios de conduta das atividades, que podem ser eficazes na descorberta de novas oportunidades de modificações durante a operação do produto final, controle dos resíduos, entre outras atividades necessárias ao bom andamento do processo produtivo.
Planejar é escolher qual é o melhor percurso para que uma empresa funcione adequadamente. É traçar os objetivos com planos definidos. O planejamento é mutável em função de novas metas de produção a serem atingidas. Hà necessidade de conhecer bem as atividades de controle da empresa para que caminhe com segurança pois, fatores de desvios de condutas durante o processamento do produto, devem ser levados em conta, principalmente quando se trata de uma empresa de mineração nas quais extraem produtos metálicos utilizados nos meios industriais e obtem resíduos, que podem afetar o meio ambiente.
No planejamento, poderemos identificar o ambiente interno da empresa, levantamento das estratégias e planos de ação, identificando suas deficiências, aprimorando o desenvolvimento das suas atividades, utilizando maneiras adequadas com os seus recursos físicos e humanos. No planejamento, poderemos veririficar, quais as ameaças possíveis no meio ambiente com o resíduo sólido, visando identificar problemas que poderão surgir no processo produtivo, fraquezas e pontos críticos na obtenção dos resíduos sólidos, nos quais poderão contaminar o solo, a água ou o ar atmosférico. Quais condições em que o ambiente apresenta e, quanto mais complexo, mais reflexão será necessária para alcançar o objetivo, principalmente quando temos as variáveis incontroláveis como as entempéries da natureza (chuvas e ventos), ameaçando o meio ambiente com os resíduos obtidos durante o processamento industrial.
Bethlem (2009), comenta que há necessidade de implantar estratégias e avaliar o ambiente empresarial.

As mudanças econômicas, políticas e sociais ocorridas nos últimos anos têm exigido cada vez mais adoção de medidas decisivas adequadas a essa nova realidade, tornando-se vital aprender a formular e implantar novas estratégias e a avaliar o ambiente ao qual estas novas estratégias vão-se adequar (BETHLEM, 2009).

Oliveira (2003) define estratégia como “[...] um caminho ou maneira, ou ação formulada e adequada para alcançar, preferencialmente, de maneira diferenciada, os desafios e objetivos estabelecidos, no melhor posicionamento da empresa perante seu ambiente.”
Na sociedade atual, as empresas estão utilizando a estocagem de resíduos sólidos de maneira inadequado o que tem mostrado a todo o momento, como a poluição do rio doce, caso recente. Tem crescido muito a quantidade de informações em uma organização e, é de acreditar que nas empresas encontraremos resíduos sólidos estocados não apropriadamente.
Berté (2012 p. 218) comenta que existe uma parte da população que não consegue verificar a qualidade da água e que, as políticas públicas e privadas devem garantir uma melhor qualidade de vida.

No entanto, as periferias das cidades, embora sofram um alto impacto de degradaçao ambiental, têm uma população que ainda não consegue se mobilizar, pois não consegue relacionar as doenças à má qualidade da água, às enchentes, aos problemas de desmatamentos, entre outros. Por fim, permanece a consciência de que deveremos estabelecer padrões de qualidade ambiental, integrar as políticas públicas e privadas às de desenvolvimento socioambiental, garantindo a tão almejada qualidade de vida para as presentes e futuras gerações. (BERTÉ, 2012, p. 218).

Sobre quais medidas que poderiam ser adotadas para garantir uma melhor estocagem dos resíduos sólidos, poderiam beneficiar a não contaminação do meio ambiente. Há necessidade de uma melhor maneira de estocagem dos resíduos sólidos e, os técnicos que lidam com o processo de mineração sabem como lidar com esse problema mas, não recebem apoio dos seus superiores. Os gerentes das empresas as vezes não interessam em solucionar esses problemas, se preocupam mais com a produção final do que com os problemas que possam gerar no meio ambiente com os resíduos sólidos obtidos durante a sua produção.
A Norma Brasileira NBR ISO 14001:2004, sobre a extração dos recursos físicos do meio ambiente, é relatada pelo Conselho Regional de Química IV Região (SP), que promove minicursos sobre a interpretação dessa norma. Nesse minicurso, relata o objetivo dessa norma em “Prover as organizações de elementos de um Sistema de Gestão  Ambiental (SGA) eficaz que possam ser integrados a outros requisitos de gestão e auxiliá-los a alcançar seus objetivos ambientais e econômicos”. (MINICURSO NBR ISO 14001:2004, 2013).
Então, a Norma ISO 14001:2004, trata-se dos conceitos de meio ambiente e gestão ambiental, citando que o meio ambiente representa a circunvizinhança em que uma organização opera, incluindo: o solo, a água, o ar atmosférico, os recursos naturais, a flora, a fauna, os seres humanos e suas inter-relações.
No Minicurso (2013, p 10), cita que a norma NBR ISO 14001:2003, faz alusão a melhoria continua baseada no ciclo PDCA.
O ciclo PDCA, representa uma sequência de ações que uma empresa poderá atuar baseada em uma melhoria contínua. A seguir, temos o significado de cada ação desse ciclo:
- Letra “P” significa o planejamento (nesta etapa planejamos o que vamos fazer);
- Letra “D” significa desenvolver (nesta etapa fazemos o que planejamos na etapa anterior);
- Letra “C” significa conferir (nesta etapa conferimos tudo o que foi realizado);
- Letra “A” significa atuar (nesta etapa corrigimos o que não deu certo e padronizamos o que deu errado).
Uma empresa, principalmente em se tratando de uma mineradora e, extraindo da natureza um produto a ser consumindo em uma atividade industrial, gerando resíduos sólidos no seu processo, poderá se beneficiar em seu percurso sequindo os passos do ciclo PDCA e, estará contemplando em suas operações industriais todos os itens necessários a sua performasse em eficiência e qualidade, sem comprementer o meio ambiente.
No minicurso NBR ISO 14001:2004 (2013), comenta que o Planejar é a identificação e avaliação dos aspectos e impactos ambientais, identificação dos requisitos legais aplicáveis, objetivos, metas e programas de gestão ambiental; O Realizar são os recursos, funções, responsabilidades e autoridades, competências, treinamento e conscientização, comunicação, documentação e controle de documentos, controle operacional e preparação e resposta a emergência; O Verificar é o monitoramento e medição, avaliação do atendimento e requisitos legais, não conformidade, ação corretiva e preventiva, registros e auditorias SGA e, finalmente o Agir que representa a implementação de ações corretivas e preventivas, análise crítica periódica pela direção e busca da melhoria contínua.


2.1 METODOLOGIA


Este trabalho trata-se de fazer uma pesquisa bibliográfica, artigos científicos, pesquisa na internet, leis que regulamentam o descarte organizado no meio ambiente, resoluções sobre o meio ambiente, norma ISO e, livros com relação ao produto gerado nas empresas de mineração e, os resíduos sólidos obtidos durante o processamento industrial, mostrando a importância da estocagem adequada evitando impactos ao meio ambiente; Mota (2009) faz referência que os resíduos sólidos são problemas mundial; Berté (2012) cita que diante desse quadro, surge a necessidade de estudarmos, conhecermos e aplicarmos determinados princípios, técnicas e também recorrer a dispositivos legais consultando a legislação e define a obrigação do Poder Público; Felippe (2016) comenta sobre o ocorrido com o rompimento da barragem de resíduos sólidos, pela empresa SAMARCO no município de Mariana – MG; Oliveira (1986) comenta a necessidade de um planejamento estratégico e, no Minicurso (NBR ISO 14001:2004) apresenta a necessidade de aplicar o ciclo PDCA (planejar, executar, checar e atuar) nas atividades das empresas.


3 CONSIDERAÇÕES FINAIS


A aplicação de metodologias adequadas na estocagem dos resíduos sólidos durante o processo de extração de minerais, apresenta-se possibilidades de ganhos significativos na redução da contaminação do meio ambiente. Projetos bem elaborados, com acompanhamentos sistematizados no gerenciamento das tarefas de contenção do rejeito sólido, permitem evitar impactos ambientais de grandes proporções ao meio ambiente, evitando principalmente a contaminação do solo, da água e do ar atmosférico.
Os resultados com a contaminação do meio ambiente, torna-se importante a vantagem da utilização de meios adequados na estocagem dos resíduos sólidos obtidos durante o processo de mineração.  
O poder público tem conhecimento da importância da elaboração de um planejamento adequado na estocagem dos resíudos sólidos, mas somente atua com eficiência, quando uma contaminação do meio ambiente esta para acontecer ou aconteceu. Penalizando as empresas com multas pesadas e que, seria mais vantajoso acompanhar o processo de produção e o que se tem realizado com o resíduo sólido gerado durante o funcionamento da empresa, isto é, o que se tem realizado para estocar o resíduo sólido de forma adequada e sem poluir o meio ambiente.
Nas empresas que executam a estocagem do resíduo sólido, não existem equipe treinada para esse processo, auxiliando no planejamento, execução e controle de todo o processo com ferramentas, máquinas adequadas no manejo e estocagem desses resíduos..
Sugere-se, a realização das atividades de estocagem com meios adequados e eficiente no manejo do resíduo sólido no processo de mineração, com elaboração de planejamento e controle de maneira que não contamine o meio ambiente e ou uma maneira de que como poderemos reaproveitar o resíduo sólido em uma atividade industrial.










REFERÊNCIAS


BECEVELLI, Indiana Reis da Silva, Educação e inclusão e a relação trabalho, cultura, ciência e tecnologia, diálogo sobre a educação profissional e tecnológica, saberes, metodologia e práticas pedagógicas. Editora IFES, 2011.

BERTÉ R. Gestão sócio ambiental no Brasil. 2ª edição editora IPEX. 2012.

BETHLEM, A. de S. Estratégia empresarial: conceitos, processos e administração estratégica. 6ª edicão. São Paulo. Editora Atlas. 2009.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Resolução Conama n. 001, de 23 de janeiro de 1986. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, 17 fev. 1986c. ver Berté (2012, p. 228) com a disponibilidade e acesso em 10/01/17. http:// <www.mma.gov.br/port/conama/res/res86/reso186.html>.

FELIPPE M. F. A tragédia do rio doce a lama, o povo e a água. UFJF, UFMG, projeto 21405: FUNDEP – MG. Janeiro/2016. Relatório de campo e interpretações preliminares sobre as consequências do rompimento da barragem de rejeitos de Fundão (Samarco/VALE/BHP), acesso em 09/01/2017. <www.ufjf.br/notícias/fides/2016/02/ufmg_ufjf_relatorioexpedicaoriodoce_v2.pdf>.


FINK, D. R.; ALONSO JUNIOR, H.; DAWALIBI, M. Aspectos jurídicos do licenciamento ambiental. 3ª edição revista e atualizada. Rio de Janeiro. Editora Forense Universitária  2004.


OLIVEIRA, D. de P. R. Planejamento estratégico: conceitos, metodologia, práticas. São Paulo. Editora Atlas, 1986.


MINICURSO NBR ISO 14001:2004 Promovido pelo Conselho Regional de Química IV Região (SP), Interpretação da Norma NBR ISO 14001:2004. Ministrante: Carlos Roberto Bernardo. São José dos Campos, 15 de junho de 2013. Acesso em 13/01/2017. <www.crq4.org.br/sms/files/file/apostila_iso14001_2013_site.pdf.>


MOTA, J. C;  ALMEIDA M. M; ALENCAR V. C.; CURI W. F. Características e impactos ambientais causados pelos resíduos sólidos: uma visão conceitual. Trabalho Apresentado no I Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo. (2009). Acesso em 11/01/2017. <https://aguassubterraneas.abas.org/asubterraneas/article/view/21942/14313>, 

PADILHA, T. C. C.; COSTA; A. F. B.; CONTADOR; J. L.; MARINS, F. A. S. Tempo de implantação de sistemas ERP: Análise da influência de fatores e aplicação de técnicas de gerenciamento de projetos. Gestão & Produção. v.11, n.1. 2004.



RAZZOLINI FILHO, E. D. e BERTÉ R. O reverso da logística e as questões ambientais no Brasil, Curitiba, Ed. IBPEX, 2009.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Estágio supervisionado do curso de complementação em física

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESPÍRITO SANTO – CAMPOS PIUMA
CURSO DE COMPLEMENTAÇÃO PEDAGÓGICA DE FÍSICA











RÓBISON PIMENTEL GARCIA








ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE COMPLEMENTAÇÃO EM FÍSICA, REALIZADO NA EEEFM CORONEL OLÍMPIO CUNHA, SITUADA NO MUNICÍPIO DE CARIACICA – ES, SUBORDINA A SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO – SEDU








PIUMA

2015
RÓBISON PIMENTEL GARCIA








ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE COMPLEMENTAÇÃO EM FÍSICA, REALIZADO NA EEEFM CORONEL OLÍMPIO CUNHA, SITUADA NO MUNICÍPIO DE CARIACICA – ES, SUBORDINA A SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO – SEDU




Trabalho de conclusão de curso apresentado à Coordenação do Curso de Complementação Pedagógica em Física, como requisito parcial para obtenção do título de Especialista.



Orientador: Prof. D. Sc. Aldires Braz Amorim Caprini










PIUMA

2015



1 INTRODUÇÃO
O estágio supervisionado é importante no processo de ensino e aprendizagem, o estagiário conhecerá o espaço escolar, seus sujeitos, levantamento sobre a normas da escola, o cotidiano, nos mostra que informações dos setores da escola registrando o que de importante poderá ser utilizado no desenvolvimento do professor com observações das aulas com reflexão e reconhecendo que  para cada momento de interação, apresentará uma situação diferente na aplicação dos conceitos estudados durante o curso de complementação pedagógica. Cada sala de aula apresentara situações diferentes no processo de ensino e aprendizagem e, o professor sabendo das diferentes dificuldades, aplicará contextos diferenciados no modo de interagir no ambiente em sala de aula. Observando de como é a atuação de um professor em sala de aula, o futuro professor aprenderá como será o seu processo em sala de aula.
O futuro professor sabendo que, para avançar no meio educacional, deverá ter uma capacidade determinada, positiva e direcionada, buscando com isso um maior envolvimento nos conteúdos do seu processo teórico e prático, com possibilidades de utilizarem técnicas diferenciadas em sala de aula.
Conforme o texto de Carvalho, p. 207-209 que relata sobre a Educação no Brasil.
 [...] Para educar, para que o sujeito possa avançar em sentido positivo, mudar e melhora-se, deve-se estimular a capacidade humana de intervir, preconiza a concepção humanista. Essa teoria, segundo Morris e Martín (2000), tem um enfoque pessoal e pressupõe a autoestima e uma elevada capacidade de autodeterminação que possibilitem ao sujeito o desenvolvimento de projetos que considere importantes.
2 DESENVOLVIMENTO

Em um curso de complementação pedagógico, o aluno manifesta interesse em aprender a teoria, que poderá auxiliá-lo no seu ambiente de trabalho como professor. São informações sobre os conceitos relacionados no meio educacional, suas leis, seus procedimentos, a história da educação, didática em sala de aula, psicologia, libras, conhecimento sobre as mudanças na história da educação, sua evolução, seus retrocessos e avanços no mundo da educação.
Após esse momento de interação durante a fase inicial do curso, o professor passa pelo processo de estágio no ambiente escolar, promovendo interação, entrevistas, observações nas regências dos professores em suas atividades em sala de aula e, no ambiente escolar, em todas as relações no seu processo de ensino e aprendizagem. Aprendendo de forma reflexiva e interativa como personagem compromissado com o processo de ensino e aprendizagem, mostrando que também poderá desenvolver suas técnicas de ensinamento em sala de aula, lembrando que uma sala de aula, não apresentará a mesma maneira de ensinar em outra sala. Sala de aula de mesma turma de ensino podem apresentar manifestações diferenciadas durante o processo de ensino. Cada sala apresenta movimentos interativos diferenciados, podendo facilitar ou dificultar a relação professor x aluno.
Esse relatório de estágio, se caracteriza como pesquisa com questionário de levantamento de dados, socialização das informações com várias personagem sobre: O espaço escolar, funções da diretoria, pedagogia e coordenadores e, uma entrevista com um professor. Devido a inexistência de um professor de física no turno da manhã, me prontifiquei em responder as perguntas sobre a atuação de um professor em sala de aula.

2.1 Regência

O estagiário observará durante as aulas, como é a atuação do professor no processo de ensino e aprendizagem. Essa observação poderá ser esclarecedora para o futuro professor relacionar o que aprendeu na teoria e o que poderá ser aplicado em sua futura sala de aula, assimilará o que é de importante para aplicar após o término do curso. Devemos observar que, o futuro professor poderá lembrar, de como eram as aulas dos seus professores, durante o seu processo de aprendizagem no ensino fundamental, médio ou em um curso superior, aplicando algo, do que aprendeu de importante no seu ambiente escolar no período de sua vida como aluno. São algumas particularidades que poderão auxiliá-lo durante as suas aulas após a conclusão do curso de professor.
2.2 Metodologia
Pesquisa com questionário, com os envolvidos no processo ensino e aprendizagem em um ambiente escolar, visando uma possibilidade de aprendizagem dos conhecimentos adquirios durante a fase inicial do curso de complementação pedagógica em Física do IFES do campus da cidade de Piúma – ES.
Os resultados com as respostas dos profissionais da educação, torna-se importante aos alunos envolvidos no estágio curricular, verificando como são os processo de envolvimento dos personagem na educação escolar.


2.3 Descrição e análise da pesquisa de campo

O questionamento como coleta de dados, com informações para conhecer a utilização do métodos de trabalho, identificando expectativas, opiniões e interesse pelo profissionais da educação, levantando as atividades, as dificuldades, as necessidades em relação ao processo ensino e aprendizagem.
No mes de setembro de 2015 foi realizada a atividade de doscência em sala de aula e no mês de outrubo os questionamentos envolvendo os profissionais da educaçde da EEEFM Coronel Olímpio Cunha.
A seguir, são mostrados os resultados do questionamentos realizados com os profissionais da educação da EEEFM Coronel Olímpio Cunha da Secretaria de Educação do Estado do Espírito Santo – SEDU do município de Cariacica – ES.
A educação no ensino médio tem contribuido no desenvolvimento da aprendizagem as necessidades do aluno no desejo em construir o conhecimento com ênfase ao mundo do trabalho ou a uma posterior complementação dos estudos em um curso técnico ou superior, a uma realidade no cotidiano das pessoas. A participação do professor em ser reflexivo, contextualizado e com a utilização de uma maneira harmoniosa, mostra que no presente processo tem apresentado   destaque nos bancos escolares.

2.4  História da orígem da escola
A orígem do nome da escola Coronel Olímpio Cunha é relatada por Robson Rubert, comenta também como um personagem no município de Cariacica – ES, fez emergir uma escola na década de 50.
“A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Coronel Olímpio Cunha, recebeu esse nome devido à um coronel militar que residia no Bairro Santana e tinha o objetivo de construir uma linha férrea naquele lugar para escoar a produção do estado, porém não deu muito certo, ele resolveu dar baixa, mas todos dali somente o chamavam de coronel, então começaram a nascer pequenos povoados ao redor de sua fazenda e as pessoas começaram a trabalhar para ele, então ele achou ncessário construir uma escola que levou o seu nome. A EEEFM Coronel Olímpio Cunha, foi fundada em 1950 por Getúlio Vargas.” (RUBERT, 2013)

3 CONCLUSÃO
As novas maneiras de educar, contribuem no mundo moderno para que o professor se torne reflexivo, envolvente com o processo ensino e aprendizagem contribuindo de maneira prazerosa em novas habilidades e competências que proporcionam uma melhor integração entre conceitos teóricos e as vivências dos estudantes no processo de estágio.
Acreditam que essas necessidades de uma preparação para a vida são condizentes com os interesses do mercado de trabalho, entendendo-se que contribuem para a sua qualificação e no atendimento das necessidades das indústrias.
A escola tem conhecimento da importância da elaboração de um de preparação do professor no seu ambiente de trabalho, mostrando que a teoria e a prática estão presentes no processo de aprendizagem do profissional da educação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BECEVELLI, Indiana Reis da Silva, Educação e Inclusão e a Relação Trabalho, Cultura, Ciência e Tecnologia, Diálogo sobre a Educação Profissional e Tecnológica, Saberes, Metodologia e Práticas Pedagógicas. Editora IFES, 2011.

CARVALHO, Eglair, Educação e Trabalho no Brasil: A Formação do Trabalhador para Além da Qualificação. Diálogo sobre a Educação Profissional e Tecnológica, Saberes, Metodologia e Práticas Pedagógicas, Editora IFES, 2011.

FABRIS, José Luiz,  Educação e Tecnologia: Realidade ou Ficção? Diálogo sobre a Educação Profissional e Tecnológica, Saberes, Metodologia e Práticas Pedagógicas. Editora IFES, 2011.

GOUVÊA, Sylvia Figueiredo – Os caminhos do professores na Era da Tecnologia – Acesso Revista de Educação e Informática. Ano 9 – número 13 – abril 1999.

LOPES, José Junio. A introdução da informática ao ambiente escolar. Instituto de Geociências e Ciências Exatas. Dezembro, 2002. Disponível em http://www.clubedoprofessor.com.br/artigos/artigojunio.pdf. Acessado em 21 de abril de 2010.

OLIVEIRA, Costa. Ana Carolina; RESENDE Sheyla Rodrigues; VILLAR M. Antônio D. Implementação da Programação PERT no Processo de Desenvolvimento de Software Personalizado. III SEPRONe – Juazeiro, BA, Brasil setembro 2008.
RESENDE, Flavia, As Novas Tecnologias na Prática Pedagógica sob a Perspectiva Construtivista. Pesquisa em Educação e Ciência, Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde, RJ, v.2, n.1, março 2002.

























Anexo I – Carta de apresentação e aceite

(esta carta será escaneada).










































Anexo II - O espaço escolar

1)    Dados sobre a escola:
Nome da escola: Escola Estadual do Ensino Fundamental e Médio Coronel Olímpio Cunha – EEEFM Coronel Olímpio Cunha.

Endereço postal: Rua Mário Araujo, 13 Bairro: Santana  Cidade: Cariacica – ES
CEP: 29.140.000
Endereço eletrônico (site e e-mail) pedagogiamatcoc@hotmail.com
Telefone: (027) 3343-4730
Cursos:  Educação Fundamental, Ensino Médio e Profissionalizante.

Quantidade de alunos porr tuno e por curso:

Turno Vespertino total = 554
Ensino fundamental = 369
Ensino Médio = 185

Turno Matutino Total = 559
Ensino Fundamental =  290
Ensino Médio = 269

Turno Noturno Total =    327
EJA = 159
Curso Técnico = 168


2)    Contextualização da Instituição:
A necessidade de atender a sociedade composta de família de classe média baixa.

a)    A inserção da escola no entorno; A escola esta localizada ao lado da praça central do bairro santana. Próximo a escola existem padarias, supermercados, feira livre, casa lotérica, posto de gasolina e lojas de roupas.

b)    Características sócio-cultural dos alunos: São compostas de famílias de classe média baixa.

c)    Caracterísiticas sócio-cultural dos funcionários: A maioria tem o ensino médio completo.

d)    Caracterísitcas sócio-cultural dos professores. Todos os professores são graduadas e pós graduados.

e)    Estrutura organizacional da Instituição: Gestão que é subordinado a superitendência e a Secretaria Estadual da Educação – SEDU.

f)     Inserção da escola em seu sistema de ensino; Faz parte da educação básica no estado do Espírito Santo.

g)    Breve descrição do espaço físico da escola: 1.134 m2, 9 salas de aulas, pátio interno e coberto, refeitório, biblioteca, sala dos professores e uma sala de informática.

h)   Equipamentos disponíveis: Sala de informática com computadores e um data show para cada turno da escola.

i)     Utilização dos equipamentos: São utilizados conforme a necessidade dos professores no processo ensino e aprendizagem.

j)      Organização e conservação dos diversos espaços: Com verbas específicas disponibilizadas pela SEDU.


3. Espaços diversificados da escola e suas apropriações

a)    Existe um professor ou monitor exclusive para acompanhar os alunos no laboratório de informática? Atualmente não há necessidade da utilização de um monitor, os professores sabem lidar com as atividades sobre o funcionamento do computadores e tem conhecimento da importância da utilização dos equipamentos disponíveis
Existe um laboratório de informática e com acesso livre dos professores com a finalidade de mostrar aos alunos atividades de consulta a internet, utilização dos software e programas educacionais de cada disciplina.
b)    Quais são os equipamentos disponíveis e qual é a proposta de trabalho desenvolvida nesse ambiente? Computadores e monitores com acesso livre a internet. Os professores priorizam a utilização conforme a disponibilidade da sala de informática.
c)    Quais as disciplinas que utilizam o apoio da informática nas atividades pedagógicas? Todas as disciplinas tem possibilidade da utilização das atividades pedagógicas, atualmente, com a utilização de celulares em sala de aula, os alunos tem realizados trabalhos nesses aplicativos.
d)    Quais são os espaços de esporte e lazer disponíveis na escola? Uma quadra de futebol de salão coberta e, ao lado da escola. É utilizada pela escola na práticas de educação física. Essa quadra pertence a comunidade e, utilizada por moradores do bairro Santana.
e)    O ambiente oferece segurança aos alunos? Sim, a escola é cercada de muro e existe um profissional da segurança disponível para que evite vândalos, principalmente nos momentos em que os alunos permanecem no pátio da escola. A patrulha escola é acionada quando solicitada pela escola.
f)     Existe diversidade de materiais? Existem brinquedos e jogos pedagógicos, jogo de xadrez e dama.
g)    Quais materiais estão disponíveis para uso dos alunos no laboratório? Não existem laboratórios de física, química e biologia. Existe o laboratório de informática com computadores e a internet disponível a todo o instante. Os professores e alunos utilizam a internet para pesquisa de atividades no processo ensino e aprendizagem, para tal há necessidade do professor titular da matéria para acompnhar os alunos e, são realizadas somente quando o professor estiver disponível.
h)   O acervo da biblioteca satisfaz as necessidades de todas as disciplinas escolares? Existem livros didáticos e paradidáticos e atendem a todas as disciplinas do ensino fundamental, médio e curso técnico.
i)     Comente sobre o acervo da biblioteca em relação à disciplina relacionada ao seu curso. Existem livros de física na biblioteca e a maioria dos alunos tem o livro didática, como os alunos reclamam que o livro é pesado e nem todos os professores acompanham o conteúdo com o livro, ficando a critério de cada professor a utilização dos livros. Na biblioteca existem todos os livros disponíveis para consultas dos alunos e professores.
j)      Fazem parte do acervo da biblioteca as histórias em quadrinhos, CDs e vídeos? De que tipo? Que autores? Na sala pedagógica, existem materiais que atendem a todos as séries do ensino fundamental (histórias em quadrinhos, CDs e vídeos e, um exemplo é a coleção do Ziraldo (Mõnica). As reservas são programadas para que os professores possam utilizá-los em sala de aula ou na sala de informática.

k)    Os professores fazem uso da biblioteca da escola? Em quais momentos?
A biblioteca é utilizada nos tres turnos e com maior incidência no turno noturno devido ao curso profissionalizante.


Anexo III – Direção escolar

Nome da diretora: Dayse Manga Langa

Formação: História e Matemática.

1)    Qual a função administrativa do Diretor Escolar? Função administrativa e pedagógica.

2)    Qual é a função pedagógica da escola? Orientar, ensinar e capacitar no processo de ensino e aprendizagem.

3)    No campo do relacionamento  interpessoal, como é o relacionamento da Direção com os discentes e damais funcionários que compõem a escola? A direção tem um bom relacionamento com todos os envolvidos no ambiente escolar.

4)    Como se dá aplicação efetiva da verba que é destinada à escola? Toda a verba é discutida e analisada no conselho escolar da escolar na utilização em que for designada como: material de consumo, permanente ou de terceiros para pequenos serviços na escola.

5)    A quem e como a Direção presta conta do uso efetivo das verbas? A SEDU, como um orgão fiscalizador.

6)    Quais os problemas mais comuns que necessitam da atuação do Diretor? Conflitos no ambiente escolar e, na administração em todo o processo educacional.


Coordenação Pedagógica

Nome: Marina Calixto da Silva

Formação: Pedagoga

1)    Qual é a função da Coordenação Pedagógica? Tem a participação ativa em todos os processos, sejam pedagógicos ou inter-pessoal no contexto escolar.
2)    Em nível de relacionamento interpessoal, como é o envolvimento desse órgão junto aos discentes e os demais componentes da comunidade escolar? Trabalho como mediadora em todas as situações no ambiente professor e aluno.
3)    Em que o pedagogo auxilia o professor na elaboração de seu planejamento, visto que são inúmeras matérias específicas que nem sempre o pedagogo domina? Ele é um articulador para que melhor desenvolva o planejamento dos parâmetros curriculares -  PCN.
4)    Como se dá o trabalho de acompanhamento das deficiências de aprendizagem do educando? É orientado aos pais dos alunos, em procurar além da escola, ajuda externa com um especialista ou, verificando no caderno do aluno, as atividades realizadas e propostas em sala de aula pelos professores.
5)    Existe preocupação em proporcionar uma maior integração entre a família e a escola? Como isso acontece? Reuniões de pais e plantão pedagógico. Na escola, consta os telefones dos pais dos alunos para avisar sobre a necessidade de orientações para que o aluno tenha uma melhora no processo ensino e aprendizagem.
6)    O supervisor / coordenador pedagógico sugere metodologias diferenciadas, recursos didático pedagógicos para melhorar a prática do professor? Sempre que possível, com consultas a internet e ou outras fontes pedagógicas.
7)    O supervisor / coordenador Pedagógico auxilia ou coordena projetos interdisciplinares propostos pelos professores? Existem intercâmbios entre várias áreas de conhecimento, como exemplo: Arte/Física, Português/Religião/Física, entre outras. Em reuniões pedagógicas, são comentados os trabalhos elaborados pelos professores e a equipe pedagógica auxilia em sugestões de que maneira os projetos seriam desenvolvidos.
8)    Qua ações são desenvolvidas pelo Supervisor / Coordenador Pedagógico para o planejamento e a atualização do PPP? Reuniões para reaver propostas, idéias e sugestões dos professoreeds no entorno da escola.

Coordenação escolar
(pedagogo ou cargo correspondente)

Nome: Wilson Moreira Salles

Formação: Pedagoga  no matutino e professora de arte no turno noturno.

1)    A nomeação para o cargo foi realizada por quem: Estado, Comunidade ou Direção da Escola? Processo seletivo da SEDU, designação temporário (DT).
2)    Qual a sua habilitação? Pedagogo
3)    Qual a função do Coordenador dentro da Escola? Trabalhar conflitos, atos interdisciplinares e atendendo a família.
4)    Quais os problemas mais comuns entre alunos que chegam à Coordenação? Como são tratados? Conflitos interdisciplinares em sala de aula.
5)    O que um coordenador espera de um docente? Parceria em todo o contexto escolar em ser: flexível, amável e compreendedor de situações adversas no processo ensino e aprendizagem.

Professor: Róbison Pimentel Garcia

(Deverá ser entrevista um professor conforme sua habilitação)
No período em que atuei como professor na escola no mes de setembro de 2015, era o único professor titular e me coloquei como em, fornecer informações sobre os comentários pessoais sobre a minha atuação em sala de aula.
1)    Identificação: Qual sua formação e experiência profissional? Outra área de formação, Engenheiro Mecânico – UFES e, aposentado por tempo de serviço no ramo da siderurgia, atuando como professor em contrato temporário (designação temporário – DT) desde o ano 2.000 na SEDU e no ensino de física.
2)    Considerando a formação que você teve na graduação, julga ter domínio dos conteúdos específicos da disciplina que lecione? No curso de engenharia mecânica, são relacionadas questões com relação a física e suas aplicações no cotidiano. Como a Física envolve nas construções de equipamentos mecânicos, elétricos e de construção, o professor sabendo dessa importância, tornará as aulas reflexivas, com possibilidade de uma maior intereção professor e aluno dos conteúodos propostos em sala de aula.
3)    Você encontra dificuldade para ensinar? Quais e por que?
Atualmente o maior problema é a conversa em sala de aula, utilização de celulares e o desrespeito aos próprios colegas em sala de aula, princplamente quando o assunto é o professor. A maioria dos alunos, principalmente da rede estadual de ensino, sabem que no final do ano, terão oportunidades de alcançar a aprovação, devido as oportunidades que a escola oferece. Durante o ano letivo, não se interessam muito em aprender os conteúdos, pois a maioria acham que os conteúdos adquiridos não falicitarão na sua educação após o ensino médio.
4)    Você consegue abordar todos os conteúdos propostos no currículo?
A maioria das propostas são alcançadas, devido principalmente ao estudo de Física, os conteúdos propostos são facilmente relacionados com as atividades do contidiano do aluno, como exemplo: os movimentos dos objetos, a sua massa, as energias envolvidas nesses movimentos com relação as forças aplicadas. O estudo das temperaturas, quantidade de calor, eletricidade e as máquinas térmicas.
5)    O que significa, para você, ensinar?
É a transmissão do conhecimento de uma maneira reflexiva, envolvendo um processo de ensino e aprendizagem de conteúdos necessários ao desenvolvimento do aluno.
6)    Em poucas palavras, como é sua aula?
São fornecidos aos alunos o conteúdo a ser ministrado com explicações da sua utilização no cotidiano ou, sua indentificação com relação ao mundo do trabalho, as unidades de medidas utilizadas, fórmula física e exemplos de aplicações com soluções e propostas de novas idéias e soluções dos conteúdos propostos. Após a socialização em sala de aula, é proposta novos exercícios avaliativos em sala de aula com possibilidade de interação entre aluno x aluno, auxiliando aqueles que tem maior dificuldade de aprendizagem. Após as avaliações, o professor oferece uma oportunidade de recuperar a nota obtida, utiliza a mesma prova e o aluno deverá resolver todas as questões propostas e elaborar comentários de como forma realizadas as soluções dos exercícios propostos na prova.







Anexo IV – Contrato de trabalho da SEDU
Escanearei o contrato de trabalho em designa